<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470</id><updated>2012-01-21T18:34:39.196-02:00</updated><category term='Marxismo'/><category term='São Francisco'/><category term='Decretos'/><category term='Cinema'/><category term='Ocupação'/><category term='Engajamento'/><category term='Democracia'/><category term='Mural'/><category term='Modelos'/><category term='Ayn Rand'/><category term='The Fountainhead'/><category term='Catracas'/><category term='Direito Penal'/><category term='Eleições EUA 2008'/><category term='XI'/><category term='Anistia'/><category term='Daniel Dantas'/><category term='Santa Cruz'/><category term='Imprensa'/><category term='Objetivismo'/><category term='Colégios'/><category term='Arte'/><category term='Charbonneau'/><category term='Luciano Huck'/><category term='Fórum da Esquerda'/><category term='Grades'/><category term='Blogs'/><category term='Reinaldo Azevedo'/><category term='Dylan'/><category term='Universidade'/><title type='text'>Palavras de Ordem</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2030806054238300899</id><published>2009-02-11T01:32:00.002-02:00</published><updated>2009-02-11T01:37:39.739-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charbonneau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colégios'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Marcelo Coelho, blogueiro e colunista fa FOLHA queria escolher a escola do filho. Fala muito do Santa. Volto depois pra comentar e posto em seguida suas palavras retiradas de seu &lt;a href="http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br/"&gt;blog&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;a name="2008_09-28_03_01_05-10759959-28"&gt;escolhendo a nova escola&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" class="outerPostCPrs outerPostC28"&gt; &lt;div class="innerPostCPrs innerPostC28"&gt; &lt;div class="postContent"&gt; &lt;p style="visibility: hidden;" class="pCTitle pCTitleMod"&gt;escolhendo a nova escola&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Não fujo ao bom senso dizendo que escola tem de ser perto de casa; e que, por menos “elitista” que seja a nossa ideologia, na hora de escolher uma escola para os filhos seria tolo não procurar as mais conceituadas.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Meu filho de seis anos, depois de experiências ambíguas na sua educação pré-escolar, chega na idade de entrar no que antigamente se chamava primeiro ano do primário, e agora atende pelo nome de segundo ano do fundamental.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Deve entrar numa escola na qual ficará até o colegial, ou talvez até a faculdade.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Na minha região, e na minha faixa de renda, várias escolas poderiam, em tese, acolhê-lo. Há, por exemplo, o Vera Cruz, o Santa Cruz, o São Domingos e o Carlitos.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;naliso brevemente alguns dos fatores em jogo.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Devo dizer, a título preliminar, que odeio todas as escolas. Sei o quanto há de burrice e violência em todas elas. Sofri muito com a opressão que a maioria dos alunos exerce sobre a minoria dos que querem acertar, dos que levam a sério as responsabilidades do estudo, dos que procuram se interessar pela matéria.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Fiz o quarto do ano do primário no Vera Cruz. Naquela época, o Vera Cruz não prolongava o ensino até o ginásio e o colegial.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Saído de uma escola fascista, o Dante Alighieri, surpreendi-me favoravelmente com o grau de liberdade que era concedido aos alunos do Vera Cruz.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Era uma vida mansa de funcionário público. Toda segunda-feira, havia uma série de liçõezinhas mimeografadas que a gente podia escolher numa espécie de escaninho ao lado da lousa. &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Você fazia as lições, entregava, e estava com a vida feita. Aconteceu-me de terminar todas as lições numa manhã de quarta-feira. O resultado é que, nos dias seguintes, eu ganhava um recreio adiantado: duas horas e meia de lazer até ser chamado de novo para alguma prática de grupo –onde teria de tolerar, coisa que fazia mal, o atraso de meus coleguinhas.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A vantagem de um esquema liberal desse tipo é que você sente menos a opressão dos adultos. A desvantagem é que, quanto menos assustadores os adultos, mais violentos e invejosos se tornam os meninos de sua idade.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;O Vera Cruz foi, em todo caso, um motivo de lembranças razoavelmente amenas para mim. &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Decepciona-me, agora, o fato de que o sistema de apostilas se tornou cristalizado até a oitava série. Ou seja, antes do colegial, pelo que me informaram, nenhum livro didático é adotado na escola.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Como assim? Não existe coisa mais confiável e prazerosa do que um livro didático. Por mais que tenha falhas, e seja superficial, confere uma segurança ao aluno. Qualquer coisa mal-explicada pelo professor pode ser conferida ali. Se eu quiser me adiantar ao conteúdo das aulas, o livro me traz as informações de que necessito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Um livro é sólido, objetual, encadernado. Apostilas se espandongam no meu fichário. Transmitem-me uma idéia de confusão, e de dependência perante o professor. Não, isso foi decisivo para que eu rejeitasse o Vera Cruz como escola de meu filho.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Continuo depois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;PS- Não gosto de usar o termo "fascista" a torto e a direito, só para caracterizar sistemas de pensamento que não aprovo. Como o Dante Alighieri tinha muitos italianos, acho que houve também um certo preconceito nessa adjetivação. Eraum colégio autoritário, massificante e atrasado, mas retiro o "fascista".&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;h1&gt;&lt;a name="2008_09-28_15_39_04-10759959-28"&gt;escolhendo a nova escola (2)&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt; &lt;div class="outerPostCPrs outerPostC28"&gt; &lt;div class="innerPostCPrs innerPostC28"&gt; &lt;div class="postContent"&gt; &lt;p style="visibility: hidden;" class="pCTitle pCTitleMod"&gt;escolhendo a nova escola (2)&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Estudei no Colégio Santa Cruz de &lt;st1:metricconverter st="on" productid="1971 a"&gt;1971 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1976, e imagino que, naqueles anos, alguma espécie de compromisso político tenha sido feito de modo a acomodar professores de esquerda dentro do corpo docente, abrindo concessões a direitistas em diversas disciplinas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;O resultado é que o ginásio, de modo geral, tendia para o apoio ao regime militar, e o colegial “abria a cabeça” dos alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Na sétima e na oitava série, o professor de Geografia entregava-se a rasgados elogios ao presidente Médici. No colegial, os professores de Geografia nos ensinavam materialismo histórico, com esquemas sobre forças produtivas, relações de produção, etc., ou então passavam textos do jornal “Movimento”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Um arranjo desse tipo é plenamente compreensível. Mas o preço, no que diz respeito à qualidade do ensino, tornou-se muito alto. No ginásio, os professores eram de modo geral fracos, inseguros ou corocos. Os que faziam mais sucesso, salvo duas honrosas exceções, em Ciências e História, eram autoritários, terroristas e covardes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Covardia é o termo mais exato, na minha opinião, para a atitude de qualquer professor que pegue um menino de onze, doze ou treze anos, e pela violência verbal o faça chorar. Naturalmente, não são os tipos mais delinqüenciais que são submetidos a esse tipo de tratamento. Nem os bons alunos. Pega-se aquele tipo médio, meio obscuro, que por acaso se meteu em alguma enrascada ou que fez uma piada fora de hora. Havia exemplos disso mais ou menos uma vez por mês no Santa Cruz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Fruto de um misto de ambigüidade e arrogância que faz parte, acho, do DNA daquele colégio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;O tempo todo os professores faziam propaganda da própria escola. “Estamos formando as elites do país”, “vocês são a elite”, é um privilégio estudar aqui, esse tipo de coisa se ouvia o tempo todo. Não é a mensagem mais saudável que se possa dar à quantidade de filhos de banqueiros, industriais, comerciantes, grandes advogados, etc., que estavam ouvindo tudo aquilo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Não havia só ricaços. Mas estes, de modo geral, deixavam bem clara para os demais a sua condição. Cartas de cobrança de mensalidade atrasada eram entregues aos alunos do ginásio em plena sala de aula. Claro, ninguém dizia, mas todos sabiam, que era disso que se tratava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Certa vez, o vice-diretor do ginásio entrou em classe com uma cartinha dessas. Todos os alunos se puseram a escarnecer do menino que a recebeu. No meio da confusão geral, um daqueles garotos obscuros, em quem ninguém prestava atenção, criou coragem e gritou “caloteiro”!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Foi a deixa para o vice-diretor dar a sua liçãozinha de moral. Investiu contra o garoto xingador, sob o silêncio aterrorizado da classe. “Mesmo que ele fosse caloteiro, coisa que ele não é, ele seria melhor do que você está sendo agora!”&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;O menino, que simplesmente seguira a onda da classe inteira, tornou-se bode expiatório da mesma classe que pensava exatamente como ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Gostaria de ter levantado a mão e dito: “por que não entregam a carta no endereço dele, em vez de fazer isso em público?” E por que dar uma lição importante de moral usando o terror, de modo a responsabilizar apenas uma pessoa por uma canalhice coletiva?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Não era eu o caloteiro, nem fui eu quem o xingou. Eu ficava em silêncio nesse tipo de manifestações coletivas. Fiquei demais em silêncio naquele colégio. Gostaria de ter estudado num lugar que não premiasse a covardia moral; desta, tínhamos exemplos quase diários no Santa Cruz, dados por professores e alunos. Continuo depois; quem sabe escrever sobre isso tudo me tire um pouco do rancor, do qual peço desculpas a quem me leu até aqui.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;a name="2008_09-30_12_27_50-10759959-28"&gt;escolhendo a nova escola (3)&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="visibility: hidden; text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" class="pCTitle pCTitleMod"&gt;escolhendo a nova escola (3)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Continuo a falar das “escolas de elite”. Apesar de ter grandes professores no colegial, o Santa Cruz (onde estudei de &lt;st1:metricconverter productid="1971 a" st="on"&gt;1971 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1976) era muito falho numa área em que, teoricamente, deveria ser ótimo. Refiro-me ao curso de Filosofia. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Embora eu fosse bom aluno, o fato é que cheguei à faculdade ignorando tudo o que de fato é relevante nessa matéria. Isso se deve à orientação religiosa do colégio, que fez do curso de Filosofia uma espécie de “trajeto” que saía da angústia existencialista para chegar à fé de Teilhard de Chardin. Jogavam-se nas mãos dos alunos livros de Kafka e de Sartre, alimentando o ego pretensioso dos que se julgavam “elite”, para depois impor uma suposta “solução”, que ninguém nunca entendeu direito, em torno das concepções católico-científicas de Teilhard de Chardin.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Isso podia ser apenas idiossincrasia do “filósofo” de plantão, o Padre Charbonneau, que de vez em quando aparecia para dar conferências a que todos assistiam boquiabertos. Duvido que entendessem alguma coisa; eu pelo menos, que era dos mais cdfs, nunca retive daquelas ocasiões mais do que a imagem de um rosto que se avermelhava, avermelhava, chamando Sartre de “raposa velha”. Como se aqueles padres não o fossem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Mas o problema não é a idiossincrasia, é a ambiguidade de um colégio que se dizia liberal mas não era, e que era de padres mas não era. Tínhamos, assim, aulas de religião todos os anos do ginásio, só que sob o nome de “Animação Espiritual”. Tínhamos um sistema rígido de avaliações, só que se usava conceitos em vez de notas numéricas. Líamos, supostamente cultos, Sartre e Kafka, para depois escrever em cima das coxas trabalhos criticando os dois autores a partir de uma obscura filosofia cristã.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Tínhamos a propaganda de que o colégio era liberal, enquanto professores bons ou ruins impunham terror na classe, e um professor de ginástica era adepto de castigos fisicos para quem chegasse atrasado ou com a blusa para fora da calça. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Uma vez, os alunos se revoltaram contra o famoso “corredor polonês” que iniciava toda aula de Educação Física. Recusaram-se a bater nos colegas. O efeito foram cinquenta minutos de abdominais, flexões e polichinelos, o que dissuadiu para sempre a classe de qualquer resistência ao sistema anterior.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;No colegial, isso terminou; supostamente mais “adultos”, os meus colegas se dedicavam a intimidar os alunos menores. Certa vez, promoveram uma festa do ovo, na qual um menino de sete anos mais ou menos foi atingido sistematicamente. Nessas ocasiôes, ninguém mais do que eu aprovaria uma reação das mais autoritárias e terroristas contra esse tipo de molecagem. Houve um sermãozinho espantosamente compreensivo e só. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Talvez fosse esse mesmo o objetivo: é com essa hipocrisia que se aprende a ser elite, no Brasil ou em qualquer outro lugar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2030806054238300899?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2030806054238300899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2030806054238300899' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2030806054238300899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2030806054238300899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2009/02/marcelo-coelho-blogueiro-e-colunista-fa.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-480379066591914375</id><published>2008-12-09T04:22:00.003-02:00</published><updated>2008-12-09T04:26:24.348-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rápidas XVII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;1. Atividade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Espero que as férias tragam de volta meu tempo de expor idéias nesse espaço aqui. Planos eu tenho; queria falar um pouco de política nacional, de algumas questões que aí estão na mídia, que estão acontecendo na Universidade de São Paulo. Um balanço-2008 seria no mínimo interessante também. Eu penso que devia soltar uma 'Rápidas' antes de qualquer coisa, e aí está.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-480379066591914375?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/480379066591914375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=480379066591914375' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/480379066591914375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/480379066591914375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/12/rpidas-xvii.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-1867727371512650684</id><published>2008-11-10T00:27:00.002-02:00</published><updated>2008-11-10T00:34:30.154-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Rápidas XVI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Catracanasarcadas II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Após mobilização estudantil intensa conseguimos barrar a instalação de catracas na Faculdade de Direito e a formação de uma comissão paritária para discutir medidas de segurança. Pode essa ser a primeira derrota de João Grandino Rodas na sua corrida para ser reitor da Universidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Anistia? II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem saído muitos textos nos jornais de grande circulação sobre o assunto. Aparentemente a ministra Dilma Roussef, a presidenciável, pulou para o time dos ministros Genro e Vannuchi, o time dos "revanchistas", diz o outro lado. Quem fez feio foi a Advocacia-Geral da União, a AGU, que soltou um parecer contra a revisão da Lei da Anistia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-1867727371512650684?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/1867727371512650684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=1867727371512650684' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1867727371512650684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1867727371512650684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/11/rpidas-xvi-1.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-1711153186227001815</id><published>2008-09-02T01:03:00.005-03:00</published><updated>2008-11-10T00:26:10.485-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anistia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='XI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito Penal'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;38.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já coloquei nas Rápidas anteriores acho esse debate sobre a revisão da interpretação da Lei da Anistia muito importante. É muito importante a composição da memória coletiva do brasileiro em rumos mais progressistas que esse debate seja feito e que sejam punidos e reconhecidos moralmente aqueles que em nome de todos nós torturaram, mataram e fizeram desparecer homens e mulheres que lutavam pela liberdade, munidos de um único direito, o de resistência contra um regime de exceção assassino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/SLzMZYvbRUI/AAAAAAAAAeQ/a2UliQNk-IQ/s1600-h/okmilicossimancaum5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/SLzMZYvbRUI/AAAAAAAAAeQ/a2UliQNk-IQ/s400/okmilicossimancaum5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241288802862581058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: center; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nossa Lei da Anistia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:130%;" &gt;e a infame tentativa de esquecer feridas e igualar desiguais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;No final do regime de exceção iniciado em 1964 no Brasil os militares, ainda no poder, gradualmente programam sua saída e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;concedem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;a todos os envolvidos em "crimes políticos" a anistia "ampla, geral e irrestrita" em lei que livrava tanto a cara daqueles por tanto perseguidos pelos fardados quanto dos próprios agentes da exceção, da tortura, da Ditadura. Hoje se debate pela revisão na interpretação dessa lei. A tortura, segundo alguns tratados internacionais que o Brasil assina, é um crime &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;lesa-humanidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt; imprescritível, ou seja, deve ser punido mesmo 20 anos depois de ter acontecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Os lados se acirram e aqueles que defendem o tampão na memória seguem pelo argumento da segurança jurídica, da prescritibilidade do crime no sistema jurídico nacional e de uma pretensa eqüidade entre aqueles que cometeram os chamados "crimes políticos" pelo lado da Ditadura e aqueles que resistiram a ela, os tachados "terroristas", que praticaram atos como seqüestros, por exemplo. Nesse último recurso se coloca que se a lei for revista para o lado dos torturadores ela também deve ser flexibilizada àqueles que cometeram tais crimes, por estes também serem atos de violência igualáveis aos cometidos pelo Regime Militar, de mesma gravidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Esse assunto é muito importante pois nos lembra que nem sempre com a lei vem o que é mais certo ou o que é justo, e que muitas vezes dá pra ser perverso e completamente injusto seguindo e obedecendo a todos os diplomas legais. Todos esses institutos jurídicos, devemos lembrar, são invenções nossas - são abstrações que podem muito bem ser véus ilusórios se não nos atermos ao conflito de fato, ao que está em jogo não só no mundo jurídico como no mundo concreto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;O direito não é nem nunca foi força-motriz de nada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;, dele, ou de dentro dele e de seu amado dogma do "estademocrátidedireito", não sai nem nunca sairá nenhuma das grandes conquistas que já foram alcançadas pelos movimentos sociais populares que lutam por direitos humanos e sociais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;O direito, no limite, efetiva conquistas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;depois de muitas pressões sociais&lt;/span&gt;, e por isso aquelas argumentações que ficam só no plano do direito perdem o chão e se mostram completamente mancas pois não contam com a base essencial de uma análise completa das nervuras sociais afetadas pelo conflito e sobre o que cada um ganha e perde com a decisão X ou Y.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;É evidente que a questão não é simples, se o fosse já teria sido resolvida, até porquê questões que envolvem o embate de forças reais que agem na sociedade nunca são simples. O porém é que muitas vezes é alegada uma complexidade para colocar os defensores da punição aos torturadores como ato de revanchismo e simplismo intelectual, reducionismo autoritário. Não é revanchismo, não é simplismo ou reducionismo e nem é complexo para aqueles que foram torturados barbaramente por se insurgirem contra um Estado que matava, censurava e calava em nome de todos nós, dizer que aqueles que os torturaram devem ser punidos por isso. A complexidade vai até o ponto em que pensamos em que existem diferenças qualitativas gritantes que afastam os argumentos da prescrição e principalmente aquele da "flexibilização" da Anistia para ambos os lados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;No que diz respeito à prescrição, entrando no mérito jurídico, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pois apesar deste campo não ser o da discussão principal nem prover os elementos mais caros ao debate ele faz sem dúvida uma mediação importantíssima&lt;/span&gt;, ela é um instituto pensado conforme algumas problemáticas determinadas, óbvio que dentro do que são abstrações jurídicas típicas. Ela existe por conta de que: (1) depois de um bom tempo cessaria o interesse social na resolução daquele crime se nada se apurasse, e; (2) depois de um bom tempo a identidade do réu é transformada, ele não é mais aquela mesma pessoa que cometeu o crime. Nessa questão é essencial que pensemos que o interesse social nesses crimes cometidos pelos agentes da Ditadura é completamente excepcional comparado à daquele crime passional cometido na esquina - estamos tratando aqui de questões de Estado brasileiras, de crimes cometidos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;em nome&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt; de todo o nosso povo, e negar que existe um interesse social ainda latente nessa memória, e não de um grupo de lamuriadores solitários, é tapar o sol com a peneira. As manifestações de setores inteiros do Ministério da Justiça e da Secretaria Especial de Direitos Humanos provam que não é um grupelho que isso reinvindica, mas sim segmento importante da sociedade brasileira. Segunda questão sobre a prescrição é que os réus se beneficiaram grandemente com a conjuntura política no cenário da promulgação da lei, que foi feita ainda durante o Regime Militar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;de cima para baixo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;. Será que as identidades mudaram tanto assim? Muitos, muitos mesmo, ainda continuam sustentados pelos impostos de milhões de brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;E, por fim, a triste tentativa de igualar e justapor como idênticas coisas completamente desiguais. É completamente descabida a colocação de que a flexibilização da interpretação da Lei da Anistia deveria servir aos ditos "terroristas" que cometeram "crimes políticos igualmente violentos". Devemos enumerar as diferenças qualitativas: (1) Não podemos chamar de "terroristas", meros criminosos, se pensamos que aqueles que resistiam agiam no único direito que lhes fazia sentido, um Direito de Insurgência contra um Estado Assassino de Direito, que caçou como um lobo faminto todos aqueles que se levantavam contra suas atitudes. Esse direito não é uma invenção e sim uma construção histórica que remonta os clássicos políticos - temos direito de nos rebelar contra um Estado que quebra o pacto e que se volta contra as nossas liberdades que ele deveria garantir, diz Rousseau; (2) É inegavelmente qualitativa a diferença daqueles que cometem atos de violência sob o manto do mando do Estado, em nome de todos, àqueles que agem com violência para resistir e lutar contra o mesmo - essa qualidade de estar revestido da autoridade do monopólio legal da força é crucial e esse mérito contribui para percebermos a incoerência de igualar o que é materialmente desigual; (3) Os membros da resistência, os ditos "terroristas", nós sabemos os nomes de todos. Não sei o nome de nenhum torturador-geral da república do Regime da Revolução de 1964. Isso representa que alguma coisa não é tão igual assim; (4) É muito diferente o fato que as medidas de violência &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;do lado da resistência democrática foram exceção da regra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;do lado da Ditadura foram a regra da exceção&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;. É cruel e sem cabimento igualar a violência do opressor, ainda mais sendo ele o Estado, à resistência enérgica do oprimido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;A diferença nas qualidades das situações analisadas nos leva à discussão de mérito e coloca em xeque a tentativa de deixá-los aparentemente idênticos como simples atos de violência, que se equiparam e se anulam. São coisas diferentes no mérito e devem ser tratadas como diferentes. Lembremos que essa não é discussão técnico-jurídica, é discussão jurídico-Política, assim, com "P" maiúsculo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Sempre fazem alarde com os princípios da democracia brasileira. Acho que um deles, importantíssimos para tanto saldar dívidas com o passado como para bem-resolver o futuro e condenar de vez momentos históricos lamentáveis, é um princípio do direito à memória, do direito à história. E é história de nosso país que houve Ditadura e que ela, por meio de seus agentes torturou Fulano, Beltrano e Sicrano que resistiam à idéia de um regime de exceção onde poucos decidiam por muitos rumando o Brasil numa trilha de desigualdade e fissura social. O medo e a falta de vontade em punir os torturadores é aliada do esquecimento e do tampão histórico e, comos disse Silas Cardoso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esquecimento tem lado claro determinado na correlação de forças sociais que agem em nosso país&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-1711153186227001815?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/1711153186227001815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=1711153186227001815' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1711153186227001815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1711153186227001815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/09/como-j-coloquei-nas-rpidas-anteriores.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/SLzMZYvbRUI/AAAAAAAAAeQ/a2UliQNk-IQ/s72-c/okmilicossimancaum5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-6319793502126171067</id><published>2008-09-02T00:35:00.003-03:00</published><updated>2008-09-02T00:52:01.302-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anistia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='XI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Rápidas XV&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;1. Catracasnasarcadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A cruzada do diretor João Grandino Rodas para a aprovação do pacote de "medidas de segurança" na São Francisco vêm acompanhada de uma ânsia por "racionalizar" espaços estudantis, ou seja, utilizá-los para a promoção de uma marca, a saber, a Livraria Saraiva. Boatos rolam soltos por essas bandas que o diretor já selou um acordo com a Livraria para a utilização dos espaços do SAJU e da Atlética. É ver para crêr, lembrando que ano que vem tem eleição para reitor na USP e todo mundo sabe quem quer sair candidato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;2. Anistia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Setores do governo se movimentam a favor da revisão da interpretação da chamada "Lei da Anistia", promulgada ainda no fim do regime militar brasileiro. Os ministros Tarso Genro (do Ministério da Justiça), por intermédio da Comissão de Anistia do MJ, e Paulo Vanucchi (Secretaria Especial de Direitos Humanos) promovem um debate acerca da punição dos agentes torturadores da Ditadura Militar, baseados nos inúmeros tratados de Direito Internacional dos quais o Brasil é signatário que colocam a tortura como crime lesa-humanidade imprescritível (no juridiquês aquele crime que não prescreve, ou seja, que sempre pode ser punido, independente quanto tempo passou desde sua consumação), que, portanto, não seria passível de Anistia. Do outro lado os militares e setores conservadores falam de revanchismo, de segurança jurídica e do fato que "bom, se vai flexibilizar tem que flexibilizar para aqueles 'terroristas' que cometeram crimes graves também, como seqüestro" (tentando equiparar a tortura cometida por agentes do Estado a crimes cometidos por grupos de resistência ao Regime Militar).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse debate é muito importante. Ele é o debate do direito de um país à memória e deve ser feito com muita atenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-6319793502126171067?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/6319793502126171067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=6319793502126171067' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6319793502126171067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6319793502126171067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/09/rpidas-xv-1.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-706469862252139554</id><published>2008-08-28T18:57:00.016-03:00</published><updated>2008-11-10T00:25:27.506-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catracas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;37.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grades, alambrados, câmeras e catracas sempre foram assunto recorrente aqui no Palavras, principalmente quando eu falava sobre meu ex-colégio. Primeiro tratei disso na parte três de "Palavras de Ordem", o texto, na seção "Arqu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;itetura da destruição". Depois escrevi mais sobre grades em "Pedagogia do enjaulamento" e em diversos outros posts mais rápidos. O que eu nunca tinha pensado era que eu ia acabar escrevendo sobre as mesmas coisas, só que desta vez elas não estão presentes no meu passado cotidiano de colégio particular, mas no meu presente dia-dia de faculdade pública.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/SLc67mY3ETI/AAAAAAAAAeI/wjvWracVTpU/s1600-h/catracasnascarcadas+c%C3%B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/SLc67mY3ETI/AAAAAAAAAeI/wjvWracVTpU/s400/catracasnascarcadas+c%C3%B3pia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239721487060373810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Catracas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;nas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Arcadas I&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;Angústia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Nesse mês chega à Congregação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo para aprovação a proposta de permissão de "reforços na segurança" da dita Faculdade. Um pacote composto por catracas que controlariam as entradas, câmeras de vigilância e outras medidas aparece nesse momento com apoio veemente de muitos professores e visa combater "falhas na segurança do prédio", segundo eles evidenciadas por alguns fatos de violência como furtos, um assalto e algumas outros tipos de ocorrências. Essa proposta é encabeçada pelo diretor da Faculdade, o professor João Grandino Rodas, já notório por ter inaugurado a recente tradição de truculência no trato a estudantes e movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Catracas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma catraca faz a mediação de uma decisão de quem entra e quem fica de fora. É uma máquina que lendo um código, um número ou uma identificação qualquer permite a entrada de alguns e barra outros. Decidir vem do latim &lt;span style="font-style: italic;"&gt;decidere&lt;/span&gt;, que significava "cortar", "dividir". De fato - esse aparelho divide o espaço em dois - um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;público&lt;/span&gt;, a rua, e um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;menos público &lt;/span&gt;(eufemizando). Ele devidamente corta a realidade em dois pedaços e aliena uma das partes para um grupo restrito de pessoas que daquele local/aparelho urbano podem usufruir sem serem incomodadas pelo resto excluído.&lt;br /&gt;Isso sem dúvida tem uma carga de violência pois é uma das representações físicas, arquitetônicas, de uma situação na qual se arranca de muitas pessoas até  mesmo o pode pensar em entrar naquele lugar sem sofrer represálias. Não só o dito prédio mas toda uma comunidade, com o intuito de se proteger e de melhor se controlar, instala catracas para isso.&lt;br /&gt;Então o debate sobre catracas e sua função se coloca então em dois planos de discussão, que se diferenciam apesar de fazer sentido tratá-los de maneira paralela pois não há aporia completa entre os dois campos. O primeiro é o conflito entre a segurança dos membros da comunidade-prédio e o seu caráter mais ou menos público. O segundo é sobre como reivindicamos a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;controle &lt;/span&gt;- se ela somente significa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eficiência &lt;/span&gt;ou se também pode ser identificada como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dominação&lt;/span&gt; - pois evidentemente a função da catraca, o motivo alegado para aquele objeto lá estar, é essa palavra, controle.&lt;br /&gt;O primeiro debate é levado de um lado a outro rapidamente conforme o caso concreto, conforme a comunidade-prédio que estamos analisando. Muda o valor da segurança e do caráter público para aquele edifício e na relação deste com o todo social que o circunda se ele é um lugar onde se realizam trocas comerciais, se ele é um prédio de apartamentos ou se nele se instala algum órgão da administração pública municipal por exemplo. Faz mais sentido que se dê mais valor à segurança mais do que à publicidade de um edifício residencial, dado que a casa das pessoas é um ambiente historicamente construído sob um invólucro de privacidade e aconchego. Sem fazermos juízos de valor se essa privacidade é positiva ou negativa o fato é que cada comunidade-prédio tem um signficado e sem reflexões sobre seu conteúdo fica difícil de dimensionarmos o que representa segurança para uma comunidade em abstrato. Entretanto é possível afirmar que se crescem o número de catracas (em abstrato, independente da qualidade dos prédios que elas foram implantadas) cresce o valor da segurança e diminui o do chamado caráter público.&lt;br /&gt;Vale lembrar que esse caráter público congrega muito além do simples direito de circulação de pessoas por aquele prédio, mas como o seu direito de manifestação nele e seu convívio com os habitantes cotidianos que ali desempenham papéis ou funções. Se fazemos a escolha por determinar menos público um espaço a noção de exclusão daquela experiência está implícita, mesmo que a exclusão não seja propriamente sentida na mente do excluído (uma pessoa que não tem o crachá para entrar num prédio de escritórios está excluída da experiência de estar lá dentro, mesmo que não queira estar).&lt;br /&gt;O debate sobre o controle tem genealogia acadêmica longuíssima e aqui não vale a pena lembrar todas as acepções teóricas dessa palavra; o que cabe expor nesse caso é que aumentando o controle queremos em alguma medida aumentar a eficiência de algum processo, especialmente de produção, e, em decorrência casada temos o aumento da dominação que se impõe dos condutores sobre os conduzidos dentro do próprio funcionamento da produção, por exemplo. Nem sempre a eficiência aumenta, mas é certo que a dominação sim. Dominação dos que tiveram o poder de decisão de instalar a catraca em relação àqueles que foram submetidos à ela; da vida que acontece naquele meio; dos papéis que ali são distribuídos; e, porquê não, dominação demonstrada e explícita de um pequeno território, privado do convívio do público. Aí localizamos uma relação de poder, de autoridade, apesar de todos estarem submetidos ao próprio controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na universidade. Na faculdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Toda instituição de ensino é influenciada por sua arquitetura. O espaço físico, a disposição professor-aluno (ou educador-educando) media a educação tanto quanto a qualidade dos colegas de classe, a linguagem e a didática do professor e seus recursos, mesmo que de sua maneira peculiar. O ponto é que se pensarmos que numa arquitetura na qual, de alguma maneira, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;forma segue a função&lt;/span&gt;, uma faculdade que busca cumprir a função de produção do conhecimento de uma maneira determinada terá também a sua forma determinada por essa maneira de desempenho de sua função concedida por definição. Uma universidade que cumpre um papel de formação mais multidisciplinar será aquela que também consiga promover uma integração espacial entre os prédios dos cursos e que consiga que o corpo discente migre de um para o outro, montando seu próprio currículo, por exemplo. O espaço e seu uso não é determinante, mas ajuda, condiciona, revela e cria terrenos férteis para diversas atitudes pedagógicas. O contrário também ocorre - conseguimos muitas vezes diagnosticar no espaço tendências nas transformações destas atitudes.&lt;br /&gt;Tendo isso em vista percebemos que o impacto da instalação de catracas numa faculdade (pública!), para além de trazer com força as reflexões particulares sobre o significado da catracalização (ironicamente tema da redação da FUVEST2005) dos espaços, nos deixa também o debate sobre a função da universidade pública e da produção do conhecimento científico e sobre o direito à educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;prossegue no próximo post.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-706469862252139554?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/706469862252139554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=706469862252139554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/706469862252139554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/706469862252139554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/08/grades-alambrados-cmeras-e-catracas.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/SLc67mY3ETI/AAAAAAAAAeI/wjvWracVTpU/s72-c/catracasnascarcadas+c%C3%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-1762913087858788823</id><published>2008-08-04T00:43:00.003-03:00</published><updated>2008-08-04T02:21:18.434-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito Penal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Daniel Dantas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Gente, tenho certeza absoluta que tá bem chato "acompanhar" o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Palavras&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;. Isso é ruim por que depois que a gente desacostuma de acessar um blog acessá-lo de novo é muito difícil, é que nem retomar um hábito. De qualquer maneira lá vai o Chico, depois de alguns meses, retomar as postagens. Estou com a meta de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;pelo menos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; um texto, texto sim, por semana. Acho que eu consigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;36.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WUYLj4adTLk/SJaHOBGAAqI/AAAAAAAAAcg/wBTYJctBjLw/s1600-h/0,,15041700,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WUYLj4adTLk/SJaHOBGAAqI/AAAAAAAAAcg/wBTYJctBjLw/s400/0,,15041700,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230516692118930082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nossa satisfação quando eles são punidos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Prazer e degustação de algemas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Quando um cara pobre é preso pessoas existem aquelas pessoas que falam "bem feito, vagabundo", existem aquelas outras que agradecem a Deus, existem ainda outras que gritam "bandido", aquelas que ficam com pena e ainda outras que, numa análise da conjuntura do Brasil, pensam o quanto aquela prisão representa a criminalização da pobreza, o controle de massas, do proletariado urbano subempregado, independente de sua culpa. É, na minha opinião, uma análise coerente. Faz sentido pra mim. Além disso geralmente quem tem esse discurso fala em garantias, em direitos que aquela pessoa têm e que deve ser respeitados, sua dignidade etc.&lt;br /&gt;A pergunta de hoje é: e quando um Daniel Dantas, corrupto-rico-branco-e-banqueiro, é preso? Não acho que a importância da situação do Daniel seja superior à do Fulano, do Cicrano ou do Beltrano que foram presos conforme o descrito no primeiro parágrado. As garantias devem ser as mesmas, isso eu não vou nem tocar. E também não vou nem entrar no debate de que o Daniel vai ser privilegiado no acesso à justiça e à essas garantias. Ele vai. Vai ser privilegiado, vai ser prioridade, vai ser julgado primeiro e inocente. Vai pedir um "abreoscorpus" e o presidente do Supremo Tribunal Federal, homem do Judiciário brasileiro, vai conceder e vai passar por cima de todo mundo pra isso. Isso, também não quero me alongar aqui, vai acontecer, por óbvio, por que o Dani é branco, rico e banqueiro.&lt;br /&gt;Mas voltemos à pergunta. Quando o Dani é preso, o que sentimos? Se eu acho mais coerente fazer aquela análise sistêmica quando aquele outro é preso posso fazê-la também com o caso do nosso amigo aqui. Sim, ele é um banqueiro que aproveita de sua situação financeira para viver fora dos limites do insuficiente estado democrático burguês, burlando mesmo a lei que é feita para lhe privilegiar. Ele é um dos sócios do capital transnacional que está se lixando para a desigualdade social brasileira ou para nossa legislação ambiental. É bom que ele seja pego, que ele pare de fazer o que faz, mesmo que seja por alguns dias? É bom que ele seja impedido de ser 10% o que ele é? Na minha opinião sim.&lt;br /&gt;Tá, mas até agora eu não falei nada que seja original ou que alguém já não houvesse falado antes. Calma, vou achar ainda o ponto.&lt;br /&gt;Dadas as situações expostas eu irei além perguntar o que efetivamente sentimos e desejamos em relação aos dois personagens da nossa história, o amigo do primeiro parágrado e o Dani.&lt;br /&gt;Pelo primeiro sinto, e falo por mim, um sentimento que acho que deriva daquela análise que eu falei. Não sinto pena, não, mas acho que indignação por conta do que a sua prisão representa no país onde vivemos, para sua família e para sua comunidade. Acho uma bosta que ele seja preso, ele ter tido uma vida que lhe deixou como opção dentre as suas escolhas uma ação que resultará em uma temporada de maus-tratos e a entrada para um mundo onde não existem direitos, onde ele não será nem de longe um cidadão. Para ele defendo um direito penal mínimo, que puna com o objetivo de fazer com que essa pessoa pense sobre seus atos e adquira consciência sobre o mal que fez, se é que ela efetivamente o fez. Além disso, é claro, esse direito penal mínimo incluído em todo um contexto onde o nosso amigo poderá voltar pra casa e ter em seus possíveis caminhos atalhos melhores e mais dignos dos que rumou.&lt;br /&gt;E o Dani? O que sinto no fundo quando ele é preso? O que sentem as pessoas que partilham de minha análise? Feliz? Regojizo-me em ver o carequinha com algemas ou o Pitta saindo de sua casa de pijama? Para eles defendemos o direito penal mínimo? Admito que a primeira vez que eu vi ele sendo preso eu fiquei feliz, num tava nem aí. "Que bom que esse desgraçado que vive sem limites agora tem um, o da lei" - nessa hora eu parei subitamente esse meu pensamento e meta-pensei: "Calma, você viu/ouviu o que você acabou de pensar?".&lt;br /&gt;"Esse desgraçado que vive sem limites agora tem um, o da lei". Se essa frase fosse dita para o cara do primeiro caso... se esse sentimento de vingança, de prazer, tivesse lugar na primeira situação e eu me visse dizendo ou pensando isso eu me acharia um dos seres mais cruéis ao sul do Equador - por que a recíproca não é verdadeira? Eu sei que as formas não são livres de seus conteúdos e que as duas situações são diferentes, mas no limite, são prisões. Quer dizer que a lei dura e que prende eu reservo só pra um dos segmentos da população, o mais privilegiado? Pior que isso, por que a lei é só o meio do caminho: será que a sede de sangue, a satisfação por ver algemas eu só tenho (de qualquer jeito, tenho) quando eu vejo as algemas nos pulsos ao lado de um Rolex? Eu não sou contra leis que criam desigualdades, não. Cotas, por exemplo, eu acho que fazem sentido, ou mesmo aquelas leis que protegem as mulheres, a diversidade sexual ou outras minorias oprimidas. A questão é se essa desigualdade faz sentido e se esse sentimento de vingança é saudável, compatível com a  minha visão de mundo e com meu projeto de país e de sociedade.&lt;br /&gt;Então, não é. Repensando percebi como pouco faz sentido um sentimento desses no mundo que eu quero, ou na construção do mundo que eu quero. A lei deve ser dura com o Daniel Dantas sim, não tenho dúvidas disso, mas ela não pode deixar de impedir ou lutar contra um sentimento desses, por que quem mais se aproveita dele não é o esfomeado da esquina, mas sim o bem-satisfeito do Fasano, srs. Frias, Marinho e Mesquita, que favorecem e protegem os srs. Setúbal, Ermínio de Moraes e, por que não, Dantas, que são sócios minoritários dos fundos ou consórcios transnacionais trilhardários sem nome. Esse sentimento não só faz vender o jornal, mas como desvia a noção do todo para a noção do particular, permite ao patrão reclamar da corrupção ao lado do empregado ao mesmo tempo que ele o manda sonegar algumas notinhas.&lt;br /&gt;Esse desvio da atenção ao todo para a atenção ao particular é muito perigoso. Nos sentirmos felizes com a prisão do Daniel é, para além de bobo, infantil e meio cruel, uma enorme burrice porque depois de preso ele virará um ótimo exemplo de banqueiro corrupto, condenado pelos preocupados banqueiros bonzinhos, que sustentam os jornais-e-revistas-e-tvs-de circulação nacional que apontam-lhe o dedo e discutem se ele deve ou não ser submetido ao uso de algemas. Perde-se a noção que os bonzinhos são tão responsáveis pelo amigo do primeiro parágrafo ser preso e que ficar feliz e comemorar as algemas novas do Dani é esquecer que, além das algemas não serem uma coisa legal para se punir as pessoas, independente elas quem forem, os crimes que ele cometeu não são o cerne da questão social brasileira, da desigualdade, da miséria e da pobreza.&lt;br /&gt;O que eu estou querendo dizer é que esse sentimento não tem ou não deve ter lugar quando pensamos o ideal e que as análises das situações, mesmo em mesas de bar, devem passar longe dele. Repetindo-o ou usando-o propagamos um senso comum manco que, além de anti-garantias, maqueará o verdadeiro problema, que existem Daniéis Dantas pelo Brasil que conseguem tudo o que ele consegue e não são presos e que ainda outros nem precisam fazer o que ele fez para explorar os trabalhadores que residem nos enormes bolsões de favelas nas periferias das grandes metrópoles.&lt;br /&gt;O verdadeiro problema do Brasil, para ser percebido, passa por começarmos a falar mais do todo e menos do particular.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-1762913087858788823?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/1762913087858788823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=1762913087858788823' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1762913087858788823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1762913087858788823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/08/gente-tenho-certeza-absoluta-que-t-bem.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_WUYLj4adTLk/SJaHOBGAAqI/AAAAAAAAAcg/wBTYJctBjLw/s72-c/0,,15041700,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-5702926522881832853</id><published>2008-06-12T14:36:00.003-03:00</published><updated>2008-08-04T01:38:00.548-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É claro que um dos meu grandes assuntos de ultimamente tem sido o do Fórum da Esquerda. Sim, eu tenho falado muito politico-estudantês nos últimos tempos, o que se é bom por um lado, é estranho por outro. Algumas palavras do jargão do movimento estudantil acabam pegando na gente, e pouco a pouco padronizando e homogeneizando as idéias e a linguagem de um grupo. Por isso as férias são boas, pra dar um frescor de individualidade quando o grupo volta e pra nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Já pensei em uns trocentos assuntos nesses últimos dois meses, a questão maior é que faltou tempo para escrever - sentar a bunda e escrever. E nem é preguiça!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Espero muito poder escrever mais agora em julho, explicitar algumas de minhas angústias. O XI, o centro de São Paulo, o Direito. Tudo isso fica orbitando minha cuca, mas acabo não falando de nada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Boas férias, amigos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-5702926522881832853?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/5702926522881832853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=5702926522881832853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5702926522881832853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5702926522881832853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/06/claro-que-um-dos-meu-grandes-assuntos.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-5578043529783121799</id><published>2008-05-29T10:44:00.004-03:00</published><updated>2008-05-29T10:53:06.303-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ocupação'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Rápidas XIV&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A. Uspianos de todo o mundo - uni-vos! (III)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;É, pessoal, o V Congresso da Universidade de São Paulo foi inviabilizado pelas manhas autoritárias da reitora. Deixando a decisão de liberar ou não os funcionários às unidades a altaburocracia universitária deu um tiro fatal no evento que pretendia discutir a "Universidade que Queremos". Por mais que seja possível criticar a posição irredutível do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) de se retirar é necessário que nos solidarizemos com os funcionários, sacaneados, que ainda haviam se proposto a manter os serviços essenciais dos campi, como circular e bandeijão.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;em&gt;Também não é animadora a posição adotada pelo ME na Assembléia do dia 26/05, mas acho inútil colocarmos a culpa disso em grupo X, Y ou Z que é "aparelhado" por "partideco" A, B ou C - o problema foi do movimento, que dissolveu a estrutura montada para o Congresso e adotou um calendário confuso de uma tal "Jornada de Lutas". A questão é: se esse é a único espaço no qual a Universidade tá sendo discutida nós temos que participar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;B. Novidades&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;em&gt;Acho que vou poder me dedicar mais à manutenção e à produção cá aqui no Palavras. Estou me demitindo do emprego, pra poder levar melhor a Faculdade.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-5578043529783121799?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/5578043529783121799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=5578043529783121799' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5578043529783121799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5578043529783121799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/05/rpidas-xiv.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-6582655588218023911</id><published>2008-05-22T17:45:00.005-03:00</published><updated>2008-08-04T01:38:35.815-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='XI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Rápidas XIII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A. Uspiano de todo o mundo - uni-vos! (II)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O V Congresso da USP já é semana que vem - é hora de discutirmos a nossa Universidade. Não deixem de participar! É fundamental estar lá a par das discussões e se mobilizando se quiseremos realmente transformar a USP da elite cafeeira da década de 30 na USP popular do século XXI.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Aliás, o evento sobre &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Universidade Popular&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; que anunciei no mural foi um sucesso; agradeço a todos que compareceram. Desde a palestra do profº Zé Geraldo, passando pelos GTs e finalizando no painel de movimentos sociais conseguimos iniciar a discussão sobre a "Universidade que queremos".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A chapa "Universidade em Pauta", da qual fiz parte, conseguiu 53% na São Francisco, levando, assim, 4 delegados para o Congresso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;B. Marasmo palavrasdeordeniano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É, eu sei, a produção do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Palavras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; já foi mais intensa. Mas é questão de tempo. A vontade de escrever vai e vem sem motivo aparente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-6582655588218023911?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/6582655588218023911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=6582655588218023911' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6582655588218023911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6582655588218023911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/05/rpidas-xii-1.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2921545738903896744</id><published>2008-05-08T15:44:00.003-03:00</published><updated>2008-05-08T15:56:15.734-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='XI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Mural de Eventos&lt;/em&gt; PdO &lt;em&gt;1ªed.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segue convite para evento organizado na Faculdade de Direito da USP. Qualquer coisa meu email, vocês sabem, é &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:fbritocruz@gmail.com"&gt;&lt;em&gt;fbritocruz@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/SCNKv2V0o8I/AAAAAAAAAcY/LJ68mOMr8hc/s1600-h/Cartaz+UNIPOP.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198080580817036226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 345px; TEXT-ALIGN: center" height="421" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/SCNKv2V0o8I/AAAAAAAAAcY/LJ68mOMr8hc/s400/Cartaz+UNIPOP.jpg" width="306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Universidade&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Popular&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;13 e 14 de maio na Faculdade de Direito USP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um projeto &lt;em&gt;diferente&lt;/em&gt; de Universidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perplexos com o quadro de extrema exclusão da universidade pública brasileira e esperançosos com a chegada do V Congresso da USP, não podemos deixar de nos perguntar: qual é a Universidade que queremos, afinal?&lt;br /&gt;Na busca de contribuir para essa discussão, os coletivos Dandara, Fórum da Esquerda e SAJU trazem à FDUSP nos dias 13 e 14 de maio a defesa de um projeto popular de Universidade.&lt;br /&gt;Como estudantes de uma Universidade pública, cabe a todos e todas nós realizar reflexões como essas e levá-las para momentos de construção e de luta, como o V Congresso da USP.&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13.05&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19h: “O que é Universidade Popular?” – Palestra com o professor José Geraldo de Sousa Junior (Direito - UnB)&lt;br /&gt;Debatedores: professores Celso Campilongo e Diogo Coutinho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com a participação de José Geraldo de Sousa Junior, professor da UnB e membro do Núcleo de Estudos para a Paz e Direitos Humanos, este evento buscará pautar, a partir de um observador crítico de dentro da academia, a importância dos movimentos sociais como atores jurídico-políticos e o papel Universidade neste contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14.05&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grupos de trabalho&lt;br /&gt;9h: “Ensino, pesquisa e extensão” com a professora Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (FFLCH-USP)&lt;br /&gt;11h: “Fundações e financiamento”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, nos debruçaremos sobre dois dos temas eleitos como eixos do V Congresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;19h: “Os movimentos sociais em defesa da Universidade Popular” contribuições do MST, Educafro e Universidade Zumbi de Palmares&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para a construção verdadeira desse projeto popular de universidade, não podemos deixar de dar voz àqueles que estão de fora, querem e têm o direito de entrar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;****************************************************&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Esse evento faz parte do calendário de preparação para o V Congresso da USP, momento em que funcionários, professores e estudantes pararão a USP para refletirem sobre “A Universidade que temos e a Universidade que queremos”.&lt;br /&gt;Em representação paritária as categorias discutirão seis eixos temáticos, são eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.                Educação e Conjuntura&lt;br /&gt;2.                Ensino, pesquisa e exten&amp;shy;são&lt;br /&gt;3.                Fundações e financiamento&lt;br /&gt;4.                Estrutura de po&amp;shy;der/Democracia&lt;br /&gt;5.                Acesso, permanência e ex&amp;shy;pansão de vagas&lt;br /&gt;6.                Organização da luta unifi&amp;shy;cada após o Congresso&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Local: Sala dos Estudantes da FDUSP – Largo São Francisco, 95&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;Coletivo Dandara&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Fórum da Esquerda&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Transgredindo a Indiferença!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;  &lt;strong&gt;Serviço de Assessoria Jurídica Universitária – SAJU USP&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2921545738903896744?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2921545738903896744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2921545738903896744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2921545738903896744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2921545738903896744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/05/mural-de-eventos-pdo-1ed.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/SCNKv2V0o8I/AAAAAAAAAcY/LJ68mOMr8hc/s72-c/Cartaz+UNIPOP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2401771689881862023</id><published>2008-04-28T00:55:00.003-03:00</published><updated>2008-04-28T01:05:39.172-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='XI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ocupação'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Rápidas XII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A.  Uspianos de todo o mundo - uni-vos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;O V Congresso da USP vem chegando aí para unir as lutas das 3 categorias da Universidade. Os eixos temáticos "Educação e conjuntura", "Fundações e financiamento", "Ensino, pesquisa e extensão", "Acesso, permanência e expansão de vagas", "Estrutura de poder e democracia" e "Organização das lutas unificadas após o Congresso" serão pauta do Movimento Estudantil da Universidade de São Paulo durante a última semana de maio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Vamos ficar atentos! Logo mais começa o processo eleitoral para delegados e a criação de teses!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;B. Mural de Eventos do PdO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Estarei a partir dessa semana inaugurando um "mural de eventos", que é basicamente publicar convites para eventos que possam ser considerados interessantes que rolarão por aí e que eu, por intermédio do Fórum da Esquerda, organize, ajude a organizar ou fique sabendo. Em breve já posto algumas coisas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2401771689881862023?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2401771689881862023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2401771689881862023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2401771689881862023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2401771689881862023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/04/rpidas-xii.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-5512928659552833659</id><published>2008-04-08T23:43:00.004-03:00</published><updated>2008-04-10T16:56:28.401-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decretos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='XI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ocupação'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;35.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187088251729215842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R_w9SFbsAWI/AAAAAAAAAcI/R62B7J1XBso/s400/_39920736_banksy_203300-thumb.jpg" border="0" /&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R_w9SFbsAWI/AAAAAAAAAcI/R62B7J1XBso/s1600-h/_39920736_banksy_203300-thumb.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma grande falácia perigosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,153);font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"  &gt;Ou como estragar o Movimento Estudantil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É interessante que na Faculdade de Direito a gente ouve muita coisa, muitos discursos meio bizarros - especialmente na chamada "política acadêmica", que é o jeito que chamam o Movimento Estudantil (ME) lá pelas Arcadas. Tem gente que prega a monarquia, tem outros que alopram geral e soltam uma publicação racista pra fazer "piada" e ainda podemos observar aqueles outros que, não tendo mais o que fazer, vão nos debates e resolvem literalmente cuspir fogo.&lt;br /&gt;Claro que existem outros lados desse prisma que são mais sérios (ou que tentam ser) e que apresentam para o corpo de alunos uma proposta minimamente coesa de representação, em especial no que diz respeito à disputa política pela entidade representativa dos alunos, a saber, o Centro Acadêmico "XI de Agôsto". É rala a compreensão de que se trata de uma briga por poder, pois o conflito transcende e deve transcender o carguismo ou o oportunismo (mesmo não transcendendo às vezes) e se coloca num embate de projetos de representação e ação política perante os espaços ocupados pelos estudantes (sociedade, discussão sobre educação, ME) de Direito (debates na e da Faculdade) na USP (logo, ME da USP).&lt;br /&gt;Todos esses viéses de compreensão da política estudantil encontram resposta na e da Faculdade e a influenciam e transformam de maneiras e intensidades diferentes, com orientações evidentemente diferentes. Na minha opinião algumas dessas correntes são, no mínimo, mancas e enfadonhas e, verdadeiramente, completamente tacanhas, conservadoras e subservientes à projetos de Universidade e Brasil sem compromisso com a igualdade e com a emancipação popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo especificamente de um discurso muito comum nas Arcadas caracterizado pela idéia de que o Direito pode e deve passar a ser ferramenta essencial do ME para ele se renovar perante os a atualidade e que, sendo o XI o Centro Acadêmico da Facudade de Direito, nada mais natural que esse lidere o movimento nas suas ações que encontrariam ou tentariam encontrar espaço por e pelas normas. O Direito, em todos os sentidos que cabe a expressão, transformaria a realidade e &lt;em&gt;nele&lt;/em&gt; se daria a luta política. As leis e os procedimentos adotariam roupagem progressista e a norma seria a forma da emancipação.&lt;br /&gt;Aos que pensam assim faço um desafio: que me mostrem uma situação histórica onde a mudança legal, jurídica, foi mola propulsora do movimento e da luta política e social. Provavelmente por ignorância eu vejo pouquíssimos senão nenhum exemplo. Não é possível criar regra fatalista na História sem cair em simplismos, mas é possível identificarmos tendências. O Direito não é e nunca foi meio. Ele não é e nunca deve ser fim. Ele é conquista - e só é conquista verdadeira se existem mecanismos para assim se tornar eficaz. O Direito não transforma, ele é transformado. O Direito não é sujeito transformador da sociedade, muito menos seus operadores se eles não souberem responder às demandas que a realidade traz e não se colocarem como parte dela.&lt;br /&gt;Lutar pelo Direito não é fazer política "nos termos corretos" pois a política não se dá nos termos do Direito quando tratamos de vontades materiais e concretas por conquistas reais, substantivas e substanciais. O que deve ser feito pelos estudantes em sua maneira de protestar e contestar um "Estado de Direito" que muitas vezes se apresenta opressor e aliado à explorações capitalistas não está no Direito. Ele não vai dizer para que rumo temos de seguir e não é nem deve ser pauta política do movimento se tivermos compromisso com a realidade. A liberdade e a igualdade não devem se apresentar numa lógica e roupagem formal e(ou) legalista, mas de uma maneira real - até porquê só são reais se aparecem dessa maneira.&lt;br /&gt;Esse jeito de pensar coloca o papel do XI como assistente jurídico externo ao ME da própria Universidade que a FD faz parte de uma cultura de distanciamento da práxis política e de ruptura com agentes transformadores e de luta que atuam na sociedade tais como movimentos sociais dos mais diversos. Esse jeito de pensar introjeta nas cabeças dos franciscanos que não fazemos parte do conflito e da construção uspiana. Subestimamos a capacidade intelectual dos outros estudantes da USP de maneira ultrajante achando que eles não sabem o que fazem e o que devem fazer.&lt;br /&gt;E ainda dizem as cabecinhas protojurídicas que devemos estar um passo a frente do ME - sintomático. Para tais devemos mesmo estar um passo a frente, de preferência sem olhar pra trás para ver se ele caiu. Triste. Devemos estar do lado, em volta, na luta, na briga, no debate - nunca esnobemente na frente.&lt;br /&gt;Falar que a política estudantil da Cidade Universitária é anacrônica e retrógada é recorrente nesses hermeneutas peculiares, mas não consideram como tal prática "caduca" conseguiu conquistar diversos pontos de extensa pauta numa atitude que foi feita à sua revelia e eles tiveram que tolerar pela vitória - a Ocupação da Reitoria de Abril/Maio/Junho de 2007. Paradoxal declarar que uma coisa hoje não dá mais certo se ela deu a menos de um ano atrás.&lt;br /&gt;É a velha discussão do retorno do "Onze Grande". É o desejo de voltar a ser "o" CA, de estar por cima da carniça. Do XI voltar a brilhar. O XI não tem que e nem vai brilhar por estudarmos Direito. Seremos burros ao ponto de perceber que o passo a ser dado na política estudantil da São Francisco não é nos enveredar pelo caminho inútil e obtuso do Direito e sim engajar-se na construção de uma USP mais democrática, inclusiva e que responda às demandas populares? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-5512928659552833659?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/5512928659552833659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=5512928659552833659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5512928659552833659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5512928659552833659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/04/35.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R_w9SFbsAWI/AAAAAAAAAcI/R62B7J1XBso/s72-c/_39920736_banksy_203300-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-4022699272490690213</id><published>2008-03-30T13:57:00.004-03:00</published><updated>2008-03-30T21:58:00.249-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dylan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;34.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R_AyRlbsAVI/AAAAAAAAAcA/jVzWdvyMN0M/s1600-h/im-not-there-poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R_AyRlbsAVI/AAAAAAAAAcA/jVzWdvyMN0M/s400/im-not-there-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183698448790847826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não está mais lá?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não sou cinéfilo e não gosto que filmes tenham mais do que 90 minutos. Reclamo, viro cricri. Tenho memória curta e quando o filme é muito longo para mim é muito difícil relembrar o começo e dar um nó de coesão no final. Acho que eu sou bastante leigo em cinema na verdade, bastante desentendido. De qualquer maneira isso não é motivo pra eu num ver filmes e, às vezes, quando metido à besta, não é motivo pra eu dar uma palavrinha sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0368794/"&gt;Não estou lá&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I'm not there&lt;/span&gt;), o filme de Todd Haynes que fala sobre Bob Dylan, é a bola da vez. Fui vê-lo com expectativa na parte musical e com uma expectativa bastante grande pra tentar achar ali um Bob Dylan que eu não entendo, que faz no começo de carreira "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;fingerpoints songs&lt;/span&gt;"("canções de dedos em riste", de protesto) e depois as nega, se distancia do espaço músico-político diferentemente de Joan Baez, que continuou ativista até os dias de hoje e que continuou portanto acreditanto no potencial político de uma música.&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;This machine kill facists&lt;/span&gt;" diz o gravado no violão da anacrônica faceta de Dylan Woody Guthrie, menininho que vive fora de seu tempo e tem o nome copiado de um cantor de Blues que apodrece no hospital. É esse o argumento do filme: a máquina que mata fascistas já não passa de um violão velho, a inscrição nada mais do que uma velha marca de caneta que prenuncia uma ilusão.&lt;br /&gt;A relação íntima e latente em Dylan (no filme nas suas diversas facetas) entre músicas e luta política se divide em dois momentos - o primeiro, atrelado à figura de Joan Baez, mostra o Dylan do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;folk music&lt;/span&gt; simplório, humilde e engajado, o segundo o cantor incrédulo com a ligação possível entre música e luta. Numa fala muito interessante Jude Quinn, o Dylan-fantasma interpretado por Cate Blanchett, diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;You know, I didn't come out of some cereal box. There's no one out there who's gonna be converted by a song.(...) The songs are acts of personal conscience (...) doesn't do a damn thing except disassociate you and your audience of all the evils of the world. I refuse to be disassociate from then.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que fala genial. Ela traz uma questão seminal a respeito da arte e da política - a visão de músicas como atos de uma consciência pessoal e que elas de nada adiantam no campo político pois dissociam o cantor e a platéia dos males do mundo é valiosa para entendermos a postura desse Dylan quando ele rompe com a tradição &lt;span style="font-style: italic;"&gt;folk &lt;/span&gt;e para de compor "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;fingerpoints songs&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;Para que compor tais músicas, qual a sua função e utilidade? De fato são símbolos, mas até que ponto não passam de jeitos de nos proclamarmos revolucionários e anti-sistêmicos e estarmos, ao mesmo tempo, deixando de lado a vivência política concreta. As músicas são jeitos bonitos de vivermos a política, líricos e extremamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cults&lt;/span&gt;, mas seriam momentos reais de mobilização? Essa noção de dissociação ilusória dos males do mundo é emblemática e até certo ponto representa o quadro geral da geração que Dylan fez parte - essa geração que fez o barulho maior que o Universo, mas que deixou na mão da minha geração um mundo bem diferente do pregado. É uma geração cansada. Dá a impressão de que mergulharam tão cegamente num lago muito frio e que, por sentirem muito frio mesmo, saíram poucos segundos depois. Agora não querem deixar que os filhos coloquem o pé na água gelada. O único problema é que é nesse lago que estão os peixes mais importantes a serem pescados.&lt;br /&gt;Muito interessante quando o filme propõe a visão de que a visão do artista sobre sua própria obra nem sempre é compreendida e o que é esperado dele muitas vezes é algo que seu gênio não quer responder.&lt;br /&gt;Acho patético artistas quererem ser aquela coisa despirocada, furacões &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nonsense&lt;/span&gt; pós-modernos, mas como recusar o fato de que a produção artística transcende sim a política formal e se embrenha em linhas mais profundas do nosso ser, ser que é político e que está situado na história, mas ser que também tem reações, emoções, sentimentos complexos e que não é e nunca será uma maquininha ou uma coisa - seja uma maquininha de trabalhar, seja de militar; seja uma coisa de trocar, ter ou venerar.&lt;br /&gt;É um filme que eu fui pensando que ia tomar mil vezes Blowin' in the wind na cabeça e saí com a mesma doendo por outros motivos - porque meu ídolo parou de acreditar nas coisas que eu acredito hoje? Ele não está mais lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-4022699272490690213?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/4022699272490690213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=4022699272490690213' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/4022699272490690213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/4022699272490690213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/03/34.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R_AyRlbsAVI/AAAAAAAAAcA/jVzWdvyMN0M/s72-c/im-not-there-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-8624128839971273642</id><published>2008-03-23T19:10:00.002-03:00</published><updated>2008-03-23T19:11:47.389-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Palavras &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;não está desativado, amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É o que queria dizer por hora. Acontece que em alguns momentos precisamos nos dedicar mais a algumas coisas e menos a outras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas relaxem, eu volto em breve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-8624128839971273642?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/8624128839971273642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=8624128839971273642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8624128839971273642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8624128839971273642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/03/o-palavras-no-est-desativado-amigos.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-3234583462439939949</id><published>2008-02-21T01:42:00.003-03:00</published><updated>2008-02-21T01:58:53.697-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;33.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Blogueiros e pretensiosos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cada dia mais introjeto em minha mente a idéia de que ter um blog autônomo, de "se convidar a si próprio" para escrever numa página da web, é indissociável de uma energia pretensiosa, vulgar e em seu cerne, metida. Todos nós o somos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Somo pretensiosos pois acreditamos tanto no nosso potencial de escrita que não temos medo de veicular nossos textos por todos os computadores lusófonos do mundo. Somos metidos pois cremos que o que escrevemos é válido para ser lido por todos os usuários dessas máquinas. Somos vulgares pois colocamos nosso pensamento estritamente pessoal no rio de informações bíticas que corre no espaço virtual público, sem formalidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Discordo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;a priori&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; que isso seja um grande avanço. Não o é. Não adianta gritarmos ao quatro cantos do mundo se já houver um amigo no quarto canto que tem um vizinho que grita a mesma coisa. De nada serve expressarmos livremente e democraticamente nossas opiniões se essas são efetivamente vulgares, vulgatas, menores, pessoais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Temos a ilusão, e já abordei isso quando falei do Xingu virtual, de que todos falamos a mesma língua, afinal todos nós somos índios da tribo dos blogueiros - mentira. Um índio ianomami é igual a um nativo aborígene? Um bororo é igual a um munduruku? Evidentemente não. As linguagens são completamente diferentes e por aí vai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tendo em vista essa ilusão e nossa pretensão e vulgaridade coloco a minha questão chave. Somos todos piruá. Ideólogos, escritores, jornalistas, cronistas etc - piruás disso. Sabem o que é piruá? É o milho que mesmo depois de passar pela panela não virou pipoca. Tinha tudo pra ser pipoca, mas não foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Blá-blá-blá. Mas isso é evidente, imbecil!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É eu sei que é. Só disse isso tudo pra falar uma coisa: "Baixemos a crista. Todos. Eu inclusive, e, talvez, principalmente". Não são só reflexões palavradeordenianas, são reflexões necessárias. Sem elas não conseguiria andar para frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-3234583462439939949?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/3234583462439939949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=3234583462439939949' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3234583462439939949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3234583462439939949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/02/33.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-1483456151080276623</id><published>2008-02-13T20:37:00.004-02:00</published><updated>2008-02-13T20:47:31.007-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições EUA 2008'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rápidas XI&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;"&gt;1. Corra que a polícia vem aí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;E como eu já disse os policiais da gramática, seres mais chatos do mundo, rondam o palavras e reclamam nas minhas costas que minha escrita é repleta de erros. É mesmo. Eu não faço revisão, não tenho saco, e também não tenho saco de ficar me policiando quando sei que isso não passa de frescura. Se alguém não entendesse o que eu quero dizer aqui por que tava errado é uma coisa - outra muito diferente é ficar de frescurite aguda tentando achar defeitinho no que os outros escrevem. Já estou um pouco farto dessa história. Sei que meus protestos são inúteis, mas não consigo calar-me.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Só Obama?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Muito interessante um candidato símbolo de resistência e vitória de um povo oprimido ganhar ou ter chances de ganhar as eleições estadunidenses. E não seria mais legal se o candidato(a) fosse símbolo de &lt;a href="http://www.allthingscynthiamckinney.com/"&gt;dois&lt;/a&gt; segmentos oprimidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Em breve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Notícias do Largo de São Francisco e o começo do ano político. Juro que sai algo do gênero.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-1483456151080276623?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/1483456151080276623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=1483456151080276623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1483456151080276623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1483456151080276623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/02/rpidas-xi-1.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-7709969789632944236</id><published>2008-02-08T01:09:00.000-02:00</published><updated>2008-02-08T01:12:15.911-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kFaq9kTlcaY&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kFaq9kTlcaY&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não, isso não é um xouóf de cultura. Essa é uma das únicas coisas que eu conheço de Tchaikovsky. Só coloquei para movimentar um pouco esse marasmo. É muito bonito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-7709969789632944236?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/7709969789632944236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=7709969789632944236' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/7709969789632944236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/7709969789632944236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/02/no-isso-no-um-xouf-de-cultura.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-6939598398791662289</id><published>2008-01-21T10:03:00.000-02:00</published><updated>2008-01-21T10:23:24.419-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charbonneau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='XI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Rápidas X&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;1. Lembrete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O texto n°32, só para lembrar, é "bastante" antigo se comparado à todos os outros. Resolvi lembrar isso mais por achar que isso teria que ficar bem claro tal como o porquê de postá-lo. É um momento que o pensamento estava em sua fase de desenvolvimento mais inicial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;2. Novos rumos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chegou em mim a notícia que o colégio contratou um renomado arquiteto italiano para cuidar de sua programação visual-arquitetônica-espacial, depois dos seguidos golpes de picareta desferidos por engenheiros bem-intencionados contra a obra de Tibau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. De volta ao Largo em breve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E daqui a alguns dias voltarei às aulas com novo ânimo e com novos calouros. E com novíssimos assuntos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-6939598398791662289?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/6939598398791662289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=6939598398791662289' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6939598398791662289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6939598398791662289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/01/rpidas-x-1.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2399536813004940206</id><published>2008-01-15T23:24:00.000-02:00</published><updated>2008-01-15T23:38:48.734-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;32.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antiguidades I&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Tive uma idéia legal. Vou colocar aqui escri&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;tos embrionários pré-PdO, datados do 1º semestre de 2006. Acho que eles propõe uma discussão muito delimitada do problema santacruzense, mas para mim, especialmente para mim, claro, são interessantes para clarificar a evolução de um pensamento em relação ao colégio numa linha contínua. Lá vão eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R41f0r0gauI/AAAAAAAAAaA/Qt-srxVxD9M/s1600-h/simbolo3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R41f0r0gauI/AAAAAAAAAaA/Qt-srxVxD9M/s400/simbolo3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155882507129875170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:8;"  &gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:180%;" &gt;A Ruína do CSC&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-size:8;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu e o Santa Cruz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-size:8;" &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Há 10 anos eu estudo no colégio que todos estamos. Desde a primeira série do Ensino Fundamental 1 o Santa Cruz é a minha casa, minha rotina. É engraçado quando se olha para trás e tudo o que já se fez se passa no mesmo cenário, absolutamente tudo – os primeiros amigos, os melhores amigos, as maiores emoções, as maiores tristezas, as mais profundas angústias e as mais incríveis alegrias – tudo no mesmo palco, o Colégio Santa Cruz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acho que é por isso que, similarmente com diversas pessoas, o Santa não é &lt;i style=""&gt;só&lt;/i&gt; um colégio, aliás, é um colégio que não é &lt;i style=""&gt;só&lt;/i&gt; para estudar. Nosso colégio é e sempre foi um local de discussão e de formação em todos os sentidos de uma elite, sim elite, pensante e preocupada com o nosso país, o Brasil. Aqui o desafio é, como informa o Plano Diretor de 2005, formar um ser humano integralmente. E o que seria um ser humano formado integralmente? Alguém com Inteligência, tanto emocional quanto racional? Ética? Lealdade? Caráter? Alguém religioso? Espiritual?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Feliz? Ou talvez tudo isso junto? De acordo com o que está no que podemos chamar de bíblia santa-cruzense, o Plano Diretor, um homem integralmente formado é aquele que é educado com um conceito generalizador e um ideal de humanidade.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-size:8;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O PD e o Ideário proposto&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-size:8;" &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Seguindo mais adiante no texto que expõe o ideário da escola, na página 7 do PD 2005, o autor prossegue: “&lt;i style=""&gt;A formação humanista ainda hoje pressupõe o homem integral: a educação deve-se dirigir ao conhecimento, á conduta ética e à atitude interior. Nenhuma dessas dimensões nasce ao acaso: são produtos de uma orientação coerente por parte do educador e de uma disciplina consciente por parte do educando”.&lt;/i&gt;Mais adiante ainda diz que essa estrutura pedagógica, rotulada como humanismo, vem se ajustando desde a fundação do colégio há 54 anos nos moldes das mudanças sociais e temporais que essas décadas proporcionam.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Mas aonde quero chegar citando o PD e a minha história no Colégio Santa Cruz? Agora sou um aluno que começa a acabar o curso completo do colégio. Já passei por todas as etapas e já me foi dito, principalmente no ano do aniversário de 50 anos do Santa, que a filosofia do Pde. Charbonneau e do Pde. Corbeil, a filosofia chamada humanista, continuava, se perpetuava. A criação de um espaço de desenvolvimento das todas as potencialidades positivas humanas, como é dito no início do PD era certa, estava ali, nos gramados, nas salas de aula e no mundo que é o Colégio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O(s) Problema(s)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-size:8;" &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O problema, e é aí que eu quero chegar, é que coisas vem acontecendo que não são propriamente corretas e interessantes a esse cenário, a esse espaço de idéias e a esse espaço físico, arquitetônico. Uma série de fatores me faz tirar tal conclusão, e digo com a propriedade de quem já viu o Santa Cruz dos campinhos de terra, sem o CEI, com a antiga biblioteca e sem o teatro. O que digo não pode ser encarado como uma análise pedagógica tanto do curso como do colégio em si, até porque eu não tenho diploma nem cacife para bancar tal análise, nem mesmo as pessoas a quem critico devem achar que duvido da capacidade ou do jeito certamente superior com que lidam e lideram a instituição. Analisarei fatos recentes, pressões recentes, atitudes, e tirarei algumas conclusões sobre tais itens, sem encarar os pedagogicamente, até por que penso que não é de maneira alguma no corpo docente que reside o problema.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt; 1º.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Primeiramente falo de algo físico, que todos vemos – e sentimos. Falo de obras no colégio. Todos nos acostumamos, desde a primeira série, a pensar quais obras o colégio iria fazer nas férias. Campo society, biblioteca nova, CEI do Ensino Médio e várias outras novidades nos atingiram positivamente nestes anos de estudo e de convívio, e sempre após as férias. E então, praticamente do nada também, surgem imposições no espaço totalmente opostas às positivas, praticamente monumentos contrários aos edifícios que lá estão erigidos. Os toldos de plástico instalados no prédio do colegial são um exemplo dessa conduta arquitetônica, que penso que deve se alastrar para as outras instalações. Chamados por alguns de “Estufa de Alunos” aqueles toldos retiram parte de toda a amplitude e de toda a sensação de liberdade do pátio do colegial. Certamente o arquiteto que projetou o próprio edifício imaginou todo o funcionamento perfeito dos elementos contidos ali: a rampa, os pátios, a ponte, as salas de aula e os corredores. Todos os aparelhos que, em minha opinião, refletem muito do que é o Santa Cruz – a subida da rampa no primeiro dia de aula no colegial, olhar da escada do 2° colegial para o espaço diante da nova cantina (por sinal uma obra que valoriza, essa sim, o espaço do colegial) são coisas, emoções, que ao mesmo tempo junto a todo o espaço proporcionam uma sensação de liberdade, de acolhimento e de juventude. E então alguém vem e instala algo como para pressionar os alunos, um aquário, um laboratório de testes – em minha interpretação como numa estufa, uma gaiola para melhoria de rendimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Além da questão da interpretação do algo físico me vem a simples questão do “para que serve?” Que realmente faz sentido. Ninguém até agora conseguiu explicar-me os motivos de instalação do toldo – me deram algumas hipóteses – como o som, a chuva entre outros. Mas digo, existem outras soluções além daquilo, com absoluta certeza, pois os toldos não passam de uma espécie de remendo, uma intervenção no mínimo barulhenta e espalhafatosa – no mínimo. Por que o colégio não contrata um arquiteto para pensar nesses espaços? E se contrata – sem questionar a capacidade – mas por que não um grande arquiteto, ideologicamente compatível com a escola e de peso tanto no meio dos profissionais quanto fora. É de não se entender, de se lamentar. O Colégio Santa Cruz, renomado e dito um dos melhores do país, ter um espaço tão formidável sendo depravado com obras no estilo “serve e é barato”. “A forma segue a função” alguns também dizem – se é assim, qual é a função dos toldos? Nenhum aluno, ou até mesmo professor, sabe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Já citei que este é um exemplo de degradação, ou propriamente decadência, do espaço do colégio. O que vem por trás disso?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2º.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O próximo tema é bem recente: a proibição sumária do truco. Antes de expor minhas idéias gostaria de mencionar que nunca participei de nenhum campeonato de recreio de truco e nunca fui um jogador assíduo. Eu não sei quais foram as razões para tal proibição de verdade, mas o problema não está aí.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;O colégio sempre teve a política de discutir com os alunos os problemas, como numa relação familiar saudável. Nas aulas de OE discutimos por diversas vezes drogas, sexo e escolha profissional, além de diversos problemas aluno-escola, e creio que demos resposta à maioria dos problemas. E então, praticamente do nada, a escola proíbe uma atividade lícita, recreativa e inofensiva. O que ocorreu? Foi nos dito que a situação tenha perdido o controle, que a direção achou melhor cortar o mal pela raiz pois este jogo – o baralho – é uma atividade de azar. Mas então pensei eu: onde estão as antigas discussões? Qual é o papel do aluno nessa situação (que é nova, pois estamos acostumados a debater as nossas idéias)? Devemos parar e obedecer cegamente sem questionar o por que? Não falo de liberdade e sim de coesão. Se a escola escolhe proibir jogos de azar devia também suspender atividades como o bingo e a rifa em suas festas beneficentes, não deveria?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A atitude que a escola tomou, pela primeira vez, foi a de um pai autoritário, totalitário e, sobretudo, dominador. Se faz tanto sentido retirar o baralho da lista de atividades permitidas acho que todos, pelo menos uma parcela, entenderia, compreenderia que a atitude é necessária. E então, mais uma vez, me pergunto: de onde saiu essa mudança de conduta? Quem ou o que efetivamente causou a proibição do baralho?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3º.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Prosseguindo em meus temas agora abordarei algo muito maior do que um fato interno como a tal proibição de jogos de baralho. Algo que vem de certa maneira se aproximando. A nova unidade do Colégio Santa Cruz já estava para sair faz alguns anos e nesses últimos meses vimos no jornal uma matéria estampada com o projeto arquitetônico do local, assinado pelo renomado escritório UNA. A unidade será bilíngüe as aulas em período integral – estilo americano ou britânico, dependendo da visão.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Vemos então que claramente a tal escola seguirá os moldes de outros colégios bilíngües elitistas que vemos por aí. Colégios estes que primam a sua qualidade e capacitam os jovens dessa elite para esse novo mundo globalizado. Lá pode-se aprender tudo que é necessário para fazer a graduação universitária ou a carreira fora do nosso país, ganhando novas fronteiras. Enfim, aprende-se a lidar com o capitalismo financeiro globalizado, despontar nele.&lt;br /&gt;Mas aí vemos a contradição, mais uma vez. Como desenvolver uma elite extremamente ligada a uma cultura estrangeira e individualmente capitalista que fosse ao mesmo tempo voltada também ao nosso país? Como pensar como um grande empresário multinacional e individualista e simultaneamente como um membro de uma elite consciente e, sobretudo, próxima aos problemas do próprio país? É impossível. As idéias do “novo” Santa Cruz não se encaixam com as do “antigo”. É tudo completamente diferente, contrastante: uma elite extremamente preparada para a prática do capitalismo financeiro de maneira global (ou até mesmo essencialmente primeiro-mundista) e outra, teoricamente desenvolvida para além de ser elite também pensar sobre em que as suas ações podem implicar, fundamentalmente também considerando o resto da população de seu país – que, sinto dizer, é muito necessitada.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Esse confronto de idéias de duas elites resulta numa impossibilidade desse novo Santa Cruz existir sem a modificação do antigo. Porque a nova unidade será “Santa Cruz” se tem idéias tão diferentes das da antiga unidade? A Congregação, órgão dono de ambos as instituições (ou seria uma só) poderia dar outro nome a esse novo colégio, pensado de maneira e em situação tão diferente – como existem outros colégios da própria que levam, junto a uma estrutura pedagógica diferente, um nome diferente também.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;O que ocorre neste caso é que “Santa Cruz” não é mais um simples nome. “Santa Cruz” agora é uma marca, uma marca a ser vendida. A nova unidade leva o nome do antigo colégio fundado por Charbonneau pois esse agora é um ícone das elites paulistanas e um objeto de desejo.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Planejada exatamente para um setor da população – essa mega-elite que deseja exportar suas mentes em troca de primeiro mundo – a nova unidade tem um excelente planejamento, tanto de marketing como de todos os fatores para desenvolver um negócio, uma empresa, com segurança e rentabilidade. Projeto moderninho, estrutura bilíngüe e integral – copiando estruturas estrangeiras, nome. Todas essas coisas fazem dessa nova unidade um sucesso certo. O colégio terá a fusão de uma estrutura intelectual (a da antiga unidade) com uma mais “preparada” para a vida. Sucesso profissional certo para o aluno – preenchimento certo de vaga para a escola, que cobrará o que quiser, pois que não quer que o filho desponte nesse competitivo mundo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Tudo isso me incomoda muito. A capitalização, sim, capitalização do nome do Colégio Santa Cruz certamente não seria muito apreciada pelos seus fundadores. Essa instituição não visa lucro, a princípio, mas então o que ela visa? De onde veio tudo isso? Perguntas como essas se multiplicam de várias maneiras: para aonde vai o lucro da nova unidade? Quem teve a idéia? Por que isso agora? O que acontecerá com a antiga unidade? Tudo isso e muito mais – questões essas que ficarão em minha mente. Aonde o Colégio Santa Cruz vai parar?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Perguntas sem respostas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Penso se tudo isso não seria uma certa pressão dos pais no próprio colégio, mas então penso como o próprio nunca cedeu em relação aos mesmos. O vestibular e a necessidade de cursar uma excelente universidade são preocupações óbvias dos pais, mas pergunto se são também do colégio, e pergunto também o projeto inicial era esse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os pais certamente têm todo o direito de tomar a dianteira na educação dos filhos, mas acho que daí para fazer o seu próprio colégio distorcendo toda uma estrutura planejada previamente é de certa forma uma atitude extremamente negativa. Quem são esses pais e quais são seus objetivos quanto ao colégio?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:8;"  &gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Busco respostas ou ao menos alguém para continuar pensando comigo. Quem sairá do colégio pode pensar “mas eu já estou saindo mesmo...” mas então penso: “em que tipo de escola você quer que seu filho estude?”.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2399536813004940206?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2399536813004940206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2399536813004940206' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2399536813004940206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2399536813004940206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/01/32.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R41f0r0gauI/AAAAAAAAAaA/Qt-srxVxD9M/s72-c/simbolo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-220811912610480346</id><published>2008-01-08T00:26:00.000-02:00</published><updated>2008-01-08T02:11:48.410-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charbonneau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;31.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R4LxYr0gatI/AAAAAAAAAZg/d4a5Z88raJ0/s1600-h/charb.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R4LxYr0gatI/AAAAAAAAAZg/d4a5Z88raJ0/s400/charb.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152946330047376082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Anexo-Balanço de Palavras de Ordem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:130%;" &gt;Não o blog, mas sim o velho texto sobre o Santa Cruz&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;Já sinto a algum tempo uma vontade de revelar meus últimos pensamentos sobre a matéria originária desse blog - análise que faço (sem muita pompa nem mérito) do colégio que eu estudei. Todo o escrito do final de 2006 nomeado "&lt;i&gt;Palavras de Ordem&lt;/i&gt;", que se encontra no andamento da 10ª versão na qual foram adicionados 2 "anexos-manifestos", um sobre o Grêmio e outro sobre as grades no colégio, e mais um punhado de anexos-imagens. Está uma obra relativamente grande, maior do que eu pensava quando iniciei as reflexões acerca do assunto, tão recorrente em alunos que estão saindo (ou entrando) do colégio e assim percebendo sua natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Desta maneira creio ser importante colocar uma série de itens aqui sobre como está correndo o pensamento nesse sentido para, assim, dar satisfações a esse respeito e esclarecer novos leitores. Os pontos importantes são, então, &lt;b&gt;a percepção da coletividade de pensamento semelhante&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;o declarar e o engajar característicos de uma tomada de posição política clara&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;o encaminhamento de um futuro sempre crescente e a criação de novos campos de análise&lt;/b&gt;. Adiante relevarei um por um para maior detalhismo, mesmo que com objetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;I.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;A questão é que ao longo de conversas e debates obtive a percepção que a indignação em relação à controvérsia constante discurso-ato do Colégio que tive crescentemente desde 2006 não era de maneira nenhuma só minha ou de meus colaboradores no &lt;i&gt;PdO &lt;/i&gt;original. Conversei com diversos pares, mais velhos e mais novos (mesmos que circunscritos na mesma geração), e a tentativa de diálogo com a instituição reincide já a algum tempo. É freqüente o envio de cartas que dizem respeito à insatisfação curricular ou de tratamento assim como outras, mais incisivas, que demonstram a insuficiência da prática progressista ou de vanguarda em relação ao discurso, o qual também é alvo de críticas. O aluno crítico, apesar de solitário em seus pensamentos, não é solitário na medida que faz parte de um coletivo velado que ele não sabe que participa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Não acho que seja uma questão de raridade, isso seria muita arrogância. Resisto um pouco no idealismo de que uma grande parte dos alunos concluintes do Ensino Médio saem com uma cabeça razoável e aberta, mas a questão é que essa abertura é pouco aproveitada. A criticidade é atomizada pela instituição e a discussão, quando dada no foro oficial, é sempre constrangedora. É um completo exagero exigir um direito de "auto-organização" revolucionária do corpo discente também, claro, por duas razões - a primeira, óbvia, é a não-opressão tida por esse grupo, o que retira motivos para tal afirmação; a segunda, tão óbvia quanto a primeira, é a preservada liberdade de associação e de reunião. Assumindo que esse direito é consumado não faz sentido se exigir o outro. Passa longe dessa questão. O ponto é que o colégio se furta sempre de discutir a própria instituição com seus alunos, cada vez mais extendendo à eles &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; currículo, &lt;i&gt;um &lt;/i&gt;tratamento, &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; método, &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; aprendizado, &lt;i&gt;uma &lt;/i&gt;vivência, &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; caráter, &lt;i&gt;uma &lt;/i&gt;posição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;E aqui coloco outro ponto importante que complementa o citado acima. Essa posição é determinada - ela não varia. O antidialoguismo pedagógico que estrutura as vigas-mestras da instituição é um procedimento que contribui com o processo contínuo de aparelhamento e atrelamento de posições político-sociais dessa pela elite burguesa paulistana atrelada aos grandes bancos, empresas e meios de comunicação. Não é um complô, claro, mas sim um desenvolvimento dado em paralelo, simultâneo e estruturalmente ligado, construído.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Não discutir as demandas críticas à qualquer respeito e fazer questão de centralizar e mistificar as decisões enriquece o símbolo intocável da direção ao mesmo tempo que fortalece um modelo de currículo e de visão educacional rebocada pela força do vestibular e das tensões de classe presentíssimas em São Paulo e no Brasil. Discordo que qualquer crítica vá no sentido contrário, fortalecendo um projeto democrático em amplo sentido e crescentemente popular de país, mas a feita por este blog anda rumo a essa meta e a de muitos alunos também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;E é por isso que declaro que a continuação da observação do colégio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;construiu a minha posição política ainda em construção&lt;/span&gt; abrindo espaço para a percepção de um outro projeto de Brasil e de educação &lt;i&gt;construída junto&lt;/i&gt;. Não compactuarei aqui com a privatização da educação em qualquer sentido e a colocação dessa ao interesse oposto ao popular e isso é resultado daquelas reflexões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Porquê não falar? Porquê não discutir a escola na escola? Porquê o não questionar o próprio papel do jovem rico? Porquê não propôr um ensino cada vez mais &lt;i&gt;dialogicamente crítico&lt;/i&gt; à uma sociedade cada vez mais excludente? Não bastam professores gritarem sozinhos, só os das ciências humanas enquanto o currículo vestibulárico cai sobre suas cabeças - a arte, a ciência natural, a arquitetura e os espaços, o lidar com as atualidades e a gerência interna de políticas do próprio colégio contribuem para tal construção tanto quanto alguns berreiros histórico-filosófico-geográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;O futuro, por sua vez, vai se encaminhando.&lt;br /&gt;Já declarei a alguns amigos próximos a vontade de constituir discussões crescentemente acadêmicas sobre a história e o processo de crescimento da instituição Santa Cruz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Outro desejo é a construção de grupos de discussão a respeito da escola e do papel do aluno &lt;i&gt;naquela &lt;/i&gt;escola especificamente, e isso vai sendo encaminhado.&lt;br /&gt;O negócio é tocar tudo sem pressa e com um compromisso de importância renovada. Outros desafios sem ser o Santa Cruz se colocam em nossas vidas e muitas vezes se mostram mais importantes. Inicio um período novo agora e creio que as atenções nesse sentido serão inevitavelmente reduzidas - mas não esquecidas e sempre desenvolvidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Assim, mesmo reduzindo as atividades, criam-se frutíferos novos campos de análise, conseguidos com o contato cada vez mais diferenciado deste ex-aluno com a instituição e com a comunidade. A análise da obra teórica de Charbonneau e o contato pessoal-institucional é muito enriquecedor e traz boas conversas e pontos de reflexão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Basicamente é isso. Espero ter colocado tudo em dia. Dúvidas serão respondidas prontamente.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-220811912610480346?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/220811912610480346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=220811912610480346' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/220811912610480346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/220811912610480346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/01/31.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R4LxYr0gatI/AAAAAAAAAZg/d4a5Z88raJ0/s72-c/charb.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-3322899375788631704</id><published>2008-01-06T02:42:00.000-02:00</published><updated>2008-01-06T03:18:34.399-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Rápidas IX&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Aniversário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Primeiro de tudo: obrigado. O &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Palavras&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; comemora hoje um ano de existência graças a vocês. Um ano é bastante coisa - fico pensando como eu cheguei nisso. Fico pensando se é um mérito ou se eu devia pensar se é um mérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Idéias, assuntos: retomada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Bom, de qualquer maneira é hora de retomar alguns assuntos e todo o funcionamento regular do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Palavras&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; pós-férias. Ainda não possuo nenhuma coisa que seja nova e interessante mas prometo buscar e postar em breve.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-3322899375788631704?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/3322899375788631704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=3322899375788631704' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3322899375788631704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3322899375788631704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2008/01/rpidas-ix-1.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2669141737551741367</id><published>2007-12-21T18:56:00.000-02:00</published><updated>2007-12-21T22:56:07.588-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Fountainhead'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Objetivismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ayn Rand'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;30.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Neste "texto" número 30 tentarei algo diferente, vamos ver no que dá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R2w51L0gasI/AAAAAAAAAZY/yVLoW9XMwF0/s1600-h/a+the+fountainhead+rand+THE_FOUNTAINHEAD-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R2w51L0gasI/AAAAAAAAAZY/yVLoW9XMwF0/s400/a+the+fountainhead+rand+THE_FOUNTAINHEAD-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146552060046502594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;Rand, Roark e a defesa do indivíduo I&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bom, primeiro de tudo eu preciso que o caro leitor assista esse vídeo. É de um filme chamado "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Fountainhead&lt;/span&gt;", de 1949. O filme é baseado num livro de 1943 com o mesmo título, escrito pela autora americana Ayn Rand. Vou contar a história para melhorar o entendimento.&lt;br /&gt;Howard Roark (Gary Cooper) é um arquiteto idealista e visionário. Sua estética e seu método divergem dos tradicionais ensinados pelas academias de arquitetura e seus colegas caçoam dele. Roark não quer saber de frufus, de estilos copiados, de neobarroquismos, entre outros. É um homem com idéias próprias, novas. Com um pensamento certamente individualista é um profissional jovem e brilhante. Depois de diversas desventuras que não necessitam ser narradas um arquiteto colega de Roark o vê em necessidade e oferece um acordo. Peter Keating é um parasita, alguém que nunca consegue ter idéias próprias e copia modelos. O acordo consistia em Roark desenhar o Condomínio Cortland para Keating, que não conseguia ter idéias e, em troca, Keating faria o que seu colega quisesse.&lt;br /&gt;Howard Roark aceita o acordo e desenha Cortland para Keating sem assinar o projeto e sem receber um tostão - a única coisa que ele exige é que o condomínio seja exatamente como ele projetou. Exatamente.&lt;br /&gt;Depois de uma longa viagem de barco Roark vai observar seu projeto pronto e vê que, apesar do acordo, o desenho havia sido mudado; Keating havia cedido ao achaque de seu chefe e havia transformado o projeto em uma gororoba neoclássica. Louco com a mudança traiçoeira em seu projeto Roark dinamita Cortland com a ajuda de Dominique Francon, sua consorte. Ele confessa e vai a julgamento. O vídeo que segue é o julgamento de Roark, ele começa com uma fala breve do promotor e, após ela, o arquiteto Roark realiza sua defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Nq9udFmsNO0&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Nq9udFmsNO0&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;O discurso é a defesa do "Objetivismo", filosofia criada por Ayn Rand, a autora do livro. Devo confessar que me intriga bastante, essa defesa do indivíduo perante o todo, perante o coletivo. Ainda estou refletindo o que acho ou quais colocações são adequadas, mas de qualquer maneira peço a opinião de todos. Só digo que admito que é ridículo o momento que Roark fala sobre como seu país é o máximo, é o reino do respeito a si mesmo e às idéias do indivíduo. É muito duvidável conferir tantas qualidades a um país que foi construído sobre um solo cheio de sangue indígena. Os Estados Unidos são um país onde o homem é livre para buscar sua própria felicidade? Em que aspectos? Quais homens? É a defesa suja do liberalismo; o homem é livre para prosperar, não para viver na fome - contudo basta ser livre e querer para se prosperar? Valem esses e muitos outros questionamentos.&lt;br /&gt;Ok, ok, eu explico o porquê tudo isso. Eu vi o filme recentemente e lembrei desse discurso. Lembrei que seria uma coisa muito legal pra se colocar no Palavras. Sempre achei que valia a pena essa discussão. A opinião de vocês é muito importante agora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2669141737551741367?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2669141737551741367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2669141737551741367' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2669141737551741367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2669141737551741367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/12/30.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R2w51L0gasI/AAAAAAAAAZY/yVLoW9XMwF0/s72-c/a+the+fountainhead+rand+THE_FOUNTAINHEAD-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-5225587801654464622</id><published>2007-12-19T12:46:00.000-02:00</published><updated>2007-12-19T12:53:21.331-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Rápidas VIII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A. Policiais da gramática 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Já falei tudo o que devia sobre eles, mas não consigo parar de pensar o quão repugnante é tomar essa função para si. Deslegitimar um autor segundo tais atitudes me parece tão sujo. E por isso convido todos os policiais para comentar, em vez de meus erros gramaticais, sintáticos, sinfléxicos, ortofiláticos ou de ressonância, os meus erros de pensamento. Acho que assim cresceremos um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. Boas festas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um bom final de ano para todos os leitores, se é que esse plural existe efetivamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-5225587801654464622?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/5225587801654464622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=5225587801654464622' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5225587801654464622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5225587801654464622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/12/rpidas-viii.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2887457711415609260</id><published>2007-12-12T18:06:00.000-02:00</published><updated>2007-12-12T18:53:21.807-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charbonneau'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Rápidas VII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;A. Charbonneaunianas 2&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Fiquei satisfeito com o post anterior, o texto de número 29, e comprometo-me aqui em buscar mais livros do padre para levá-los à conhecimento das gerações mais novas. Embrenharei-me em sebos para garimpar obras de Charbonneau; acho que dessa maneira conseguiremos, pouco a pouco, ir tirando a grossa casca de poeira que repousa por cima da pedagogia santa-cruzense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R2BB9iaCc2I/AAAAAAAAAWo/kT4yiqRIGyk/s1600-h/kissingcoppers3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R2BB9iaCc2I/AAAAAAAAAWo/kT4yiqRIGyk/s400/kissingcoppers3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143183299920950114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;B. Banksy&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Descobri recentemente um artista realmente instigante&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;.  Banksy é um artista plástico inglês extremamente crítico e de uma estética, que, na minha opinião, é uma das mais legais que eu já vi. A imagem acima é dele, de uma de suas intervenções urbanas. Legal ver o &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" href="http://www.banksy.co.uk/"&gt;site&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;C. Polícia da gramática&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não podia deixar de manifestar algo a respeito dos "policiais da gramática" que estão rondando o Palavras. Meus escritos e também escritos de comentaristas são escrutinizados em exame cada dia mais atento e afiado. Se eu acho importante escrever certo? Claro. Se eu começasse a escrever em "internetês" aqui minha credibilidade ia para o brejo, certamente. Entretanto não posso deixar de falar que quando esses exames chegam à um nível quase-policial a coisa começa a ficar chata. Nunca disse que alguém não era bem vindo por aqui, nem tenho essa moral toda, nem adianta. A questão é que a crítica gramatical sempre é a mais fácil e, descobrindo um pouco o véu da modéstia, nunca vi um erro por aqui que comprometesse o texto, sua compreensão ou tese. Meu maior desejo é que os policiais da gramática larguem mão dessa chatice.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2887457711415609260?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2887457711415609260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2887457711415609260' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2887457711415609260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2887457711415609260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/12/rpidas-vii.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R2BB9iaCc2I/AAAAAAAAAWo/kT4yiqRIGyk/s72-c/kissingcoppers3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-7597178820055930615</id><published>2007-12-07T17:51:00.000-02:00</published><updated>2007-12-07T21:46:35.571-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charbonneau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marxismo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;29.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como o prometido aqui está uma sinopse e uma breve resenha sobre o livro do Charbonneau. Acho importante principalmente a leitura dos que estudaram ou estudam no Santa. Pensei se não seria bobagem observar tão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; atentamente assim minha formação educacional e minha escola. Acho que não é tolice. Entender a cabeça do Padre é entender nossas fundações pedagógicas mais elementares e perceber com quais premissas o Santa Cruz surgiu. Acredito que compreendendo ele podemos ter uma discussão mais qualificada sobre um assunto que me toca bastante, como vocês já sabem. Discutimos mais ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1mm5SaCc1I/AAAAAAAAAWg/acfNxCMUZW8/s1600-h/marx.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1mm5SaCc1I/AAAAAAAAAWg/acfNxCMUZW8/s400/marx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141323952743936850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O padre e o comunismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Considerações sobre uma obra de Paul-Eugène Charbonneau&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"A escatologia marxista desemboca no inferno do socialismo real."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Padre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Paul-Eugène Charbonneau &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in "Marxismo e socialismo real"&lt;/span&gt; (Loyola, São Paulo, 1984)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sinopse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Espantei-me quando encontrei esse livro do ilustre Padre Charbonneau (1925-1987). O autor foi o ideólogo do Colégio Santa Cruz, onde estudei, lecionando lá filosofia durante 20 anos. Sua contribuição à pedagogia e ao entendimento da questão do jovem é significativa e suas posturas progressistas e seu carisma o destacavam. De personalidade forte o padre ficou famoso no Brasil pelo seu envolvimento com a educação, principalmente em São Paulo. Apesar de todo o estardalhaço feito ao redor de sua figura achei que ele tinha se furtado de escrever sobre assunto tão controverso, principalmente no meio católico. Suas posturas libertárias iriam até qual ponto? De qualquer maneira é um estudo curioso.&lt;br /&gt;O objetivo de Charbonneau é dividir sua crítica aguda em dois momentos. No primeiro momento ele coloca os questionamentos à teoria marxista, à obra elaborada por Marx e Engels. Dessa maneira busca um primeiro momento de síntese no qual coloca as lacunas que preencherá depois com críticas. Na segunda parte o padre parte para uma análise do socialismo real, ou seja, das experiências socialistas do século XX que em sua realização buscavam reafirmar a teoria marxista. Entre as duas o autor tenta estabelecer um nexo causal bastante peculiar que se mostra o dogma principal do livro.&lt;br /&gt;Na parte na qual observa a teoria Charbonneau reduz o pensamento de Karl Marx à contradição. Para o autor essa é a palavra que melhor representa as idéias bem-intencionadas, contudo ingênuas e paradoxais do pensador alemão do século XIX. Depois da síntese feita com cuidado e argúcia o objetivo é tentar reaver a crítica existencialista em relação ao marxismo principalmente ao seu aspecto materialista. Charbonneau lembra Sartre, Merleau-Ponty e muitos outros numa miscelânea que tenta provar a incompatibilidade de conceitos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marxismo e ciência&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;materialismo e dialética&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;materialismo e liberdade&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dialética materialista e história&lt;/span&gt;. O ponto principal, fazendo um resumo pobre, é apontar o determinismo característico do materialismo e o ilogismo em acoplá-lo com a dialética, que, no sentido hegeliano, pressupõe o Espírito numa concepção idealista. Para o padre a dialética não existe se prescindir de um plano das idéias e por isso associá-la da maneira marxista ao materialismo seria incutir na teoria um "defeito congênito". Existe nesse ponto a ênfase constante na questão da liberdade tão abordada no pensamento sartriano e seu conflito com noções marxistas. Para Sartre, cita Charbonneau, a liberdade no universo marxista vem embrulhada no invólucro conceitual do "clérigo soviético que não mais acredita no livre-arbítrio". Outro ponto que levante o padre é a moral que, no pensamento marxista "centrado no dogma revolucionário" detém ao mesmo tempo uma moral maquiavélica, móvel, porém rígida: móvel pois "tudo vale para se chegar à revolução", mas rígida pois esse dogma não pode ser questionado. Questiona a questão dos fins justificarem os meios e faz críticas à um aspecto religioso do marxismo que se erige como igreja no socialismo real.&lt;br /&gt;Na segunda parte o autor se concentra em descrever como a práxis socialista, em sua opinião, fracassou completamente e negou a teoria em todos os sentidos. Para ele a contradição marxista de nascimento se desenrola numa ideologia e posteriormente numa concretude que inegavelmente nega todos os pressupostos soerguidos pela cabeça do "profeta onírico", apelido de Marx dado pelo padre. Charbonneau coloca esse nexo causal de inevitabilidade como questão central de seu argumento e aí reside seu principal dogma, palavra que o autor usa frequentemente para descrever o "contraditório universo do socialismo existente". Diversas vezes afirma que a teoria marxista só poderia "dar naquilo" que, por sua vez, "causa aquilo outro". É uma cadeia de nexos que se colocam sem muita justificativa nem explicação, somente com elenco de fatos e relatos de marxistas e socialistas desapontados.&lt;br /&gt;É fato que a segunda parte é bem mais agressiva que a primeira. Segundo Charbonneau existe em relação à ideologia marxista uma "cegueira" no Ocidente da qual vários intelectuais são vítimas. Não percebem, segundo ele, como a teoria contraditória "só poderia cair" no mundo "concentracionário" e "contra-revolucionário" do socialismo real soviético, cubano, chinês, vietnamita, entre outros. A práxis se coloca como negação da teoria marxista que seria completamente utópica e irrealizável dentro de suas premissas. A negação das classes, o fortalecimento e posterior extinção do Estado e a liberdade plena, a ausência de alienação não acontecem no plano real, só na aparência, na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vulgata &lt;/span&gt;marxista atual. Entre o marxismo e o socialismo real, apesar do autor acreditar que existe uma relação de filiação entre eles, nasce um fosso intransponível e negador. O Estado burocrático e policial socialista é, para Charbonneau, como se fosse um grande capitalista que concentra em si todas as alienações. A sociedade socialista, e ele toma como exemplo a soviética, não abre mão de diversos pressupostos que deveria por serem próprios do capitalismo liberal, contudo joga fora toda a pequena liberdade que tinha o homem antes do advento comunista. O homem é oprimido por todos os lados e sua individualidade, seu subjetivo, é esmagada completamente pelo coletivo burocrático.&lt;br /&gt;O socialismo real não seria então um desvio do marxismo, mas sim sua essência. Não há desvios - para Charbonneau as formas adotadas foram as inevitáveis. A liberdade é rompida e a teoria marxista prevê um Estado impossível que nunca engendrará sua própria extinção. A sociedade cai num paradoxal "capitalismo de Estado". A ditadura pressupõe uma hipertrofia do Estado e da burocracia controladora de todos os aspectos da vida no melhor estilo totalitário e incorre num terror tanto cultural como físico e psicológica. É a contra-revolução sutil mas inexpugnável, "um universo concentracionário tão vasto que não podemos atingir seus limites. A utopia marxista se torna uma práxis que renega tudo que ela havia idealizado. É verdade que como vimos na primeira parte, o marxismo trazia já em si suas contradições dilacerantes (...) elas não eram nada em comparação com as contradições trágicas que o socialismo existente carrega consigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Crítica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O livro é muito interessante. Apesar da leitura da teoria marxista sair até certo ponto capenga principalmente no ponto que concerne sua análise de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Capital&lt;/span&gt; a compilação da crítica dos existencialistas é bastante sagaz.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marxismo e socialismo real &lt;/span&gt;tem os seguintes dizeres em sua segunda capa "com aprovação eclesiástica" e isso é surpreendente dado os avanços de Charbonneau em admitir atrocidade da Igreja e seu caráter de "ópio do povo" em muitos casos. Em surpreendente ponto o autor defende avanços muito interessante como em: "O capitalismo foi condenado pelos abusos que causou e por haver produzido uma iníqua ordem social. Diante dos problemas que daí surgiram, as respostas marxistas ou socialistas foram rejeitadas. Em que princípios se há de se basear então a ordem social cristã? É o que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Teologia da Libertação&lt;/span&gt; se esforça por definir contra ventos e marés. (...) Ela é, ao contrário, a mais pura expressão do Cristianismo que recusa incisivamente a Injustiça e a Opressão". Bastante interessante também é notar o tom que o padre adota quando disserta da relação entre marxismo e cristianismo admitindo pontos comuns e tolerando a colaboração até certo ponto.&lt;br /&gt;Outro problema é que a análise se mostra contraditória a partir do momento que usa de diversas expressões em seu sentido marxista para legitimá-lo e para criticar o socialismo real. "Luta de classes", "alienação" e muitos outros, todos em seu sentido marxista, são usados para "revelar as contradições" mas são em si, em seu uso, contradições.&lt;br /&gt;Não acho que devo continuar uma crítica extremamente alongada. O livro não é um lixo, como podem pensar alguns. Não é também uma obra-prima, todavia demonstra avanços e nuances progressistas muitas vezes obscurecidos por citações de autoridade nem sempre bem-vindas.&lt;br /&gt;Charbonneau, pelo visto, não quer ser visto de maneira nenhuma como um comunista; ele é padre, dá aulas para a elite paulistana. Porém o padre não deixa de marcar posições interessantes. Sua postura crítica é de fato inteligente e sagaz, pena que é traída por um dogmatismo e uma falta de explicações recorrente. O determinismo que este tanto questiona junto com os existencialistas é ponto-chave em sua teoria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-7597178820055930615?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/7597178820055930615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=7597178820055930615' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/7597178820055930615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/7597178820055930615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/12/29.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1mm5SaCc1I/AAAAAAAAAWg/acfNxCMUZW8/s72-c/marx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-3517650724195005166</id><published>2007-12-07T02:56:00.000-02:00</published><updated>2007-12-07T03:10:49.469-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;28.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Não quero escrever muito. Acontece que o post anterior, o texto 27, me impele a falar mais algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1jVvyaCc0I/AAAAAAAAAWY/UyhsTqwt1R0/s1600-h/bougu-j2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1jVvyaCc0I/AAAAAAAAAWY/UyhsTqwt1R0/s400/bougu-j2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141093991604974402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todos nós idiotas III&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nada mais natural&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apesar de tudo que disse sobre blogs, sobre o Xingu.net, devo admitir que eu reconheço profundamente o valor da blogosfera. Como diz Drummond em seu poema "Ontem"; "que por minha vez / escrevo, dissipo.". Temos essa necessidade. Acho natural. Acho bom. Legítimo. Autêntico. Sabemos mais de quem queremos saber, isso é um avanço. É bonito. Talvez genético. Essa necessidade de dissipar as coisas, de falar sozinho, de confidenciar pro vento. Não questiono nada disso. É algo que sinto. Mas é algo fundamentalmente fadado à esfera privada.&lt;br /&gt;Não sei se estou admitindo a "limitação" que o Marcio bem assimilou em detrimento à pobreza que antes disse. Continuo achando pobreza no sentido de achar que a blogosfera é um meio de comunicação, é uma mídia revolucionária. Não acho, sou cético. Os blogs famosos são colunas de grandes meios de mídia, de grandes jornais, portais. Coluna não é blog, coluna não tem a essência do blog que é o poder se responder, é o falar individualizado, articulado. Podem achar que eu entro em contradição, mas não creio. Acredito que esse falar individualizado seria sim compatível com uma mídia revolucionária pois é justamente isso que a tornaria revolucionária. O problema que aponto não é esse.&lt;br /&gt;O problema é que na essência esse nosso desejo de dissipar é mais forte que os outros? Talvez. É isso que coloco em dúvida. Se quando nos deparamos com um tantinho de poder, de atenção, não nos deixamos molengar - se quando recebemos um comentário-esmolinha não nos sobe a cabeça esse poderzinho, essa massagenzinha no nosso ego. Pensem nisso. Não, não quero comentários não. Só pensem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-3517650724195005166?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/3517650724195005166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=3517650724195005166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3517650724195005166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3517650724195005166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/12/28.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1jVvyaCc0I/AAAAAAAAAWY/UyhsTqwt1R0/s72-c/bougu-j2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2628756601373905992</id><published>2007-12-04T19:17:00.000-02:00</published><updated>2007-12-04T19:25:41.909-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charbonneau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Rápidas VI&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A. Enxurrada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desde que minha mãe colocou o link do meu último post em seu blog recebi uma torrencial tempestade de visitas e pageviews nunca antes vista. A minha média de visitas por dia (pessoas novas que acessam) é de 10 pessoas, aproximadamente - hoje, até o presente momento, recebi 45 visitas novas, quase 100 pageviews. É impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. Charbonneaunianas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Anuncio que achei em um sebo uma raridade. "Marxismo e Socialismo Real" do ilustre Padre Paul-Eugène Charbonneau estão me dando uma dimensão que eu nunca tive sobre o pensamento do mais renomado ideólogo do Colégio que estudei. De fato ele tinha uma cultura extensa, era um erudito. Quando acabar a leitura, que será em breve, eu publico algo aqui, acho que há interesse, pelo menos numa sinopse do livro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2628756601373905992?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2628756601373905992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2628756601373905992' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2628756601373905992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2628756601373905992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/12/rpidas-vi.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-4207790986456739623</id><published>2007-12-03T19:35:00.000-02:00</published><updated>2007-12-03T20:56:45.921-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;27.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar da impressão que me dá de estar falando para um grande vazio ou para um gigantesco monstro apático que não possui o talento d&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a cognoscibilidade, continuo a falar da natureza bloguística. Tentando honrar as palavras de meu caro amigo Marcio ("O 'Palavras' é um blog existencialista, eu diria... /reflete sobre a própria existência./ caminha em direção ao autoconhecimento hegeliano do espirito absoluto atrávez da filosofia como verdade pelo pensamento racional."), continuo nessa empreitada de verificar até que ponto vale a pena manter um blog. Eu sei que o pensamento do Marcio é um tanto quanto exagerado, m&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as cabe a colocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1SJgyaCczI/AAAAAAAAAV4/dkMh7l1dSx0/s1600-R/Xingu-01-Kayapo-Indians-480.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1SJgyaCczI/AAAAAAAAAV4/lOOUkFpeS-c/s400/Xingu-01-Kayapo-Indians-480.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139884271116383026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Todos nós idiotas II&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:130%;" &gt;Agregação e interligação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ou&lt;/span&gt; parque do Xingu virtual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do grego &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;ιδιώτης&lt;span style="background: rgb(255, 255, 102) none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, idiôtês, "um cidadão privado, individual", de &lt;/span&gt;&lt;span class="title"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;ίδιος&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, "privado"; usado depreciativamente na antiga Atenas para quem se apartasse da vida pública, através do lat. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;idiota&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;.&lt;br /&gt;tirado do &lt;a href="http://pt.wiktionary.org/wiki/idiota"&gt;Wictionário&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Parque Indígena do Xingu foi criado em 1961 por Jânio Quadros e foi a primeira reserva indígena homologada pelo governo federal no Brasil. A área do parque é de mais de 27 mil km², e é situado ao norte do estado do Mato Grosso. No Xingu vivem aproximadamente 5 mil índios de 14 etnias diferentes que compõe, segundo a UNESCO, um quadro riquíssimo de matizes lingüísticas. As quatro maiores famílias lingüísticas indígenas brasileiras (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;Carib&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;Aruak&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;Tupi &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;Jê&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;) estão representadas no mosaico complexo das diversas tribos que habitam o local.&lt;br /&gt;Não é preciso ser mestre em línguas para perceber que os índios do Xingu, mesmo habitando o mesmo local, são radicalmente diferentes. Quando digo "radicalmente" quero dizer lá mesmo, na raiz, na própria língua. Mesmo as tribos pertencentes ao mesmo tronco lingüístico tem dialetos diversos e percebendo isso percebemos como podem coabitar diferentes  em um espaço tão pequeno de terras. A existência do Xingu é evidentemente positiva para a conservação da memória pré-portuguesa do Brasil e da América Latina. A existência do Xingu hoje, e é aí que reside o problema, não no parque mas na possibilidade de comparação e mormente no objeto que a possibilita, pode ser comparada com o universo de blogs que temos. Pelo menos dentro da reserva por mim habitada.&lt;br /&gt;Sei que a comparação parece por demais exdrúxula mas existe possibilidade de ser real sim. O que quero dizer é continuação do texto 26, mais expressamente que o coletivo de blogs que vejo hoje, diferentemente do que se auto-exalta, é como o Xingu, uma reserva que vivem diversas tribos que não conseguem, apesar de serem vizinhas, falarem a mesma língua, ou seja, de construir uma discussão pública, democrática, "agorariana". Da mesma maneira que as tribos do Xingu se distanciam por serem oriundas de troncos lingüísticos diferentes as tribos de blogs (ou os blogs solitários, unicaules) se distanciam por não conseguirem nem ansiarem por falar a mesma língua. Esse interesse, apesar de alarmado, é inexistente.&lt;br /&gt;A realidade idiotística do blogueiro é o que faz correr esse caos disconexo do discurso dos saudadores da Infovia. Hoje muito se fala que os blogs revolucionam a mídia conferindo uma rapidez e um dinamismo individual e individualizado às notícias e opiniões. Fala-se que essas novas ferramentas inauguram uma comunicação do século XXI, livre de amarras censoras e livre do poder financeiro midiático. Mentira.&lt;br /&gt;Escatologia exaltacionista pura essa conversa. O que eu observo hoje é o contrário. Esse &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;foquismo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;alarmado de combate contra o monopólio da mídia internacional não passa de uma jocosidade. O monopólio se conserva e esse canal tão belo e diverso, e dinâmico, que são os blogs não verdadeiramente existe. Afirmar a existência desse canal só seria possível se todas as tribos desse Xingu parassem de se voltar a si mesmas e percebessem o seu entorno.&lt;br /&gt;Calma, calma. Vocês bem sabem que eu amo nossos indiozinhos. O meu problema é conosco. Todos nós idiotas. Cidadãos privados, individuais em nossas tribos criadas e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;autopoiéticas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;Poiesis &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;é um termo em grego que significa produção. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;Autopoiese &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;então é a auto-organização, é quando um sistema gera a si mesmo através de uma interação com seu próprio meio. Não há interferência extrínseca no mesmo grau às intrínsecas ao mesmo que determine tal criação de si. Digo "no mesmo grau" pois é evidente que blogs sofrem influências e que seus autores escrevam sobre acontecimentos e coisas reais, é claro, mas não se pode dizer, propriamente, que tais influências são o motor da produção escrita bloguística. O motor, penso eu, é a interação daquele indivíduo ou grupos de indivíduos em si mesmos.&lt;br /&gt;O privado se instala nesse mundo com a máscara do público. Escreve-se muito com a impressão de estar se comunicando com o mundo, mas, devido à inúmeros fatores tais quais a linguagem própria e essencialmente os conteúdos tão particulares quanto tribais, está se escrevendo para um mundinho próprio. O blog comum, o blog ordinário, é um travesti. Pretende-se público, mas é verdadeiramente privado; pretende-se dialogante, todavia não é nada senão &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;monologante&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;br /&gt;É assim sim, e provar não é difícil. É só entrar em qualquer blog anunciado na Internet que não seja de algum conhecido seu. Existem exceções sim, mas elas provam a regra. A maioria absoluta da profusão estonteante de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;.blogspots.com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;s ou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;.kit.net&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;s e afins é completamente incognoscível. Ler é insuportavelmente chato.&lt;br /&gt;O feixe diverso e desordenado de famílias lingüísticas de todo diferentes, o Xingu blogueiro, não é uma revolução midiática pois a mídia, a imprensa, pressupõe discussões públicas sobre o comum público, mesmo de maneira tendenciosa. O que se vê nos blogs são discussões completamente particulares sobre o comum tribal, que às vezes, por sorte completa, tange o público.&lt;br /&gt;Para considerar um valor superior aos blogs temos que detestar, num inverso à atitude em relação aos indígenas do Xingu, a existência desses &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;kuikuros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;jurunas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;panarás &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;cibernéticos. Claro que não defendo uma instalação de uma novilíngua orwelliana na blogosfera! Só digo que a discussão pública sobre o comum a todos só se dará quando a fonte da tendência egocêntrica dos que expressam sua opinião nesses espaços secar. Diferente dos índios que falam línguas diferentes por terem origens culturais diversas falamos línguas diferentes pois não nos interessamos em falar a mesma. Temos diferenças? Claro! Isso é ótimo! Dos melhores ingredientes para a construção de um espaço de diálogo dos mais ricos. Não refuto nossas origens culturais completamente diferentes. O que nos distingue fundamentalmente dos habitantes do Xingu é que escolhemos viver no Xingu.net e essa escolha, na minha opinião, não pode ser feita para satisfazer desejos mesquinhos de se fazerem milhões de monólogos inouvíveis.&lt;br /&gt;O Xingu.net deve caminhar para ser a tão sonhada utopia que seus defensores de hoje tanto exaltam erradamente como verdadeira.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;a href="http://pt.wiktionary.org/w/index.php?title=%CE%B9%CE%B4%CE%B9%CF%8E%CF%84%CE%B7%CF%82&amp;amp;action=edit" title="ιδιώτης"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;color:black;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-4207790986456739623?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/4207790986456739623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=4207790986456739623' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/4207790986456739623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/4207790986456739623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/12/27.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1SJgyaCczI/AAAAAAAAAV4/lOOUkFpeS-c/s72-c/Xingu-01-Kayapo-Indians-480.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2879835705806306058</id><published>2007-12-01T17:28:00.000-02:00</published><updated>2007-12-01T17:51:13.120-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;26.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1G53yaCcyI/AAAAAAAAAVw/3IHm6t5pb90/s1600-R/oedipus.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1G53yaCcyI/AAAAAAAAAVw/octSUzBU26c/s400/oedipus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139093017881375522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todos nós idiotas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Comunicação livre e ego: contradições corrosivas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;Os blogs são essas ferramentas poderosas de comunicação. Escrever um é como distribuir folhetos na rua só que só para quem quer ler. Eu acredito sim no poder disso. Claro que não um poder desproporcional e de fato reduzido, todavia fundamentalmente livre. Não há nada que pode ser censurado, tudo pode ser escrito, não há nada a perder, como disse um grande amigo de quem eu roubo as palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo este poder se colocando como elemento essencial dos blogueiros contrapõe-se à ele uma difusão quase que individual de opiniões. A fragmentação se dá num plano que transcende o possível e esse poder (ilusório dado que nem todos têm acesso à tal ferramenta) deixa de ser realmente poder quando a blogosfera não passa de um feixe de monólogos inouvíveis e particulares. O blogueiro mostra-se por essência um egocêntrico pois num mundo em que todos tem a possibilidade de falarem sempre o que quiserem num plano de igualdade de maneira completamente livre todos acabam só se concentrando no que eles mesmos falam. A questão é que não compreendo como pode ser construído esse espaço pretensamente público se com essa fragmentação morre a possibilidade de foco e diálogo. Ser blogueiro é, ao mesmo tempo, ter o poder de comunicação livre já dito e, ao mesmo tempo, possuir o egocentrismo que corrói tal poder.&lt;br /&gt;O diálogo e, principalmente, o debate e a formação de linhas de pensamento sobre o hoje é destruído conforme cada um interessa-se só com o seu fio. Os nós são dados sempre no mesmo fio, quase nunca com fios paralelos. O egoísmo e a concentração em si é tão colocada que os pensamentos virtuais são linhas paralelas que nunca conseguem se tocar.&lt;br /&gt;Em que lugar o privado tem lugar nesse espaço fundamentalmente público dentro de uma lógica de construção de pensamento? O idiota, o voltado para o próprio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;ide&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, é o blogueiro por excelência.&lt;br /&gt;Em suma o Palavras entra numa fase complicada neste momento. Como posso afirmar a validade e a importância de manter um blog considerados todos esses problemas? A pretensão e o ego característicos de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;bloguear &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;atingiriam e destruiriam o cerne dos meus objetivos? Careço de companheiros que queiram construir junto e acho que talvez é esse o problema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2879835705806306058?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2879835705806306058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2879835705806306058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2879835705806306058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2879835705806306058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/12/26.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R1G53yaCcyI/AAAAAAAAAVw/octSUzBU26c/s72-c/oedipus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-7292043681556284636</id><published>2007-12-01T16:30:00.000-02:00</published><updated>2007-12-01T16:34:28.721-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grades'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Rápidas V&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A. Não são grades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;É, eu estava enganado. São postes de luz mesmo. Creio que são vantajosos no saldo, apesar de servirem majoritariamente para as câmeras que vigiam as calçadas poderem focalizar à noite mais adequadamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;B. Fim de ano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;2008 se aproxima e com ele também vêm vindo diversas novidades, tanto franciscanas como, hm, charbonneaunianas. É ver para crer!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-7292043681556284636?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/7292043681556284636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=7292043681556284636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/7292043681556284636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/7292043681556284636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/12/rpidas-v.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-8797342710723512840</id><published>2007-11-24T16:41:00.000-02:00</published><updated>2007-11-24T18:37:58.961-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Modelos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;25.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Como podem ver dei uma remodelada no layout assim como tinha prometido já a algum tempo. Com quase um ano de "Palavras" já estava na hora de aposentar o gato e inventar qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R0h48rjmwFI/AAAAAAAAAGc/3HUt2SqD0ak/s1600-h/J1188x1515-743.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136488358895599698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R0h48rjmwFI/AAAAAAAAAGc/3HUt2SqD0ak/s400/J1188x1515-743.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Heresia e modelos de simulações diplomáticas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,153);font-family:trebuchet ms;" &gt;A necessidade do questionamento do dogma estrutural&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quero escrever algo complementando o texto sobre simulações, o número 24. Concordo que foi um texto confuso mas de qualquer maneira tentei ressaltar que não há uma &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;raison d'être &lt;/span&gt;destes eventos se a sua &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;prática &lt;/span&gt;não for simultaneamente auto-crítica e ligada a noções concretas de &lt;em&gt;práxis&lt;/em&gt; política. A alienação dita não é uma alienação de tornar o estudante um grande boboca desligado dos mais importantes fatos que acontecem a todo tempo em escala global. A alienação que tento indicar, e talvez usando um termo inadequado, é ligada a idéia de distanciamento em relação à esfera concreta e pública da vida política - a ágora. De qualquer maneira tenho consciência de que dizer isso tudo é re-repetir o já dito no prolixo texto anterior.&lt;br /&gt;O que venho lembrar neste é a importância da auto-crítica que deve estar imbricada sobretudo no conteúdo, na parte acadêmica, dos modelos, e não só no ideário de seus organizadores. É evidente que o mundo não é entendido de uma forma só. Dizer isso não é só afirmar simplesmente que todos os pontos de vista de todos os focos emitidores de opinião são diferentes e respaldar a multilateralidade institucionalizada pois a própria institucionalização também é contraditória e é vista de maneira diferentes e muitas vezes conflitantes. Aí se coloca a necessidade de no conteúdo escolhido residirem sementes diversas de entendimentos diversos e principalmente de aceitações, confirmações, negações e desconfirmações diversas daquele espaço.&lt;br /&gt;É fato que existe uma corrente principal, um &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt;, no pensamento das relações internacionais, contudo não é possível aceitar que este seja imposto como absoluto se o objetivo a ser alcançado nas simulações é um aprendizado pleno e plural. A estrutura tão cultuada das Nações Unidas e a sociedade global, a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;sociedade em rede&lt;/span&gt; de Manuel Castells, são dogmas que precisam cada vez mais serem desconstruídos criticamente pois fazem parte de um dos entendimentos da atualidade. Há de se buscar o entendimento do Real e da obscuridade de algumas construções feitas na pós-modernidade, no pós-11 de setembro.&lt;br /&gt;O ponto é que é injusto não plantar a semente de um pensamento um tanto mais herético nas simulações. Afirmar que isso é impossível, que é complicar demais, é, para mim, fugir ao problema de tentar fazer o evento ser realmente edificante - não há sentido em fazê-lo se se busca se não se busca isso e sim um simples prestígio ou modismo. Uma afirmação de pluralidade e de encarnação simulatória de pontos de vista heterogêneos não fica completa se a estrutura de discussões é tratada como dogma e extendida, e não dialogada, aos simulantes. Acaba sendo feito &lt;em&gt;aos&lt;/em&gt; modelistas &lt;em&gt;pelos&lt;/em&gt; organizadores e não algo feito &lt;em&gt;com&lt;/em&gt; ambos.&lt;br /&gt;E como fazer? A princípio é possível entender que a pergunta desarma e joga o organizador dos modelos em uma situação de impotência. As simulações, nessa perspectiva, tornam-se inúteis, bobocas, ralas e superficiais, alienantes? A resposta pode ser negativa se tivermos em mente que não existem regras fixas para se construirem modelos. A simulação diplomática não é uma caixa que se compra hermeticamente fechada e nem um bolo feito com a receita secreta imutável da vovó. A vovó deixa mudar sim, e, se não deixar, dá mudar de qualquer jeito.&lt;br /&gt;Uma das hipóteses de solução é a de trazer pessoas, palestrantes, para enriquecer a experiência, que tenham familiaridade com a crítica aos dogmas das relações internacionais atuais. Desta maneira os modelistas interagiriam com as idéias e a semente de certa forma seria plantada. E existem também outras maneiras. Um discurso de um dos diretores ao final das atividades que abordasse o assunto, por exemplo, poderia ser tão edificante quanto também colocado como uma pedra no sapato de todos os participantes e tal coisa é algo a ser contado - contudo nunca um obstáculo intransponível. Como o leitor bem sabe o inconveniente muitas vezes vale mais.&lt;br /&gt;O importante é não deixar a peteca cair. Reconheço o valor das simulações e repito isso a quem quiser ouvir. Entretanto tal valor advém de esforços diversos e muitas vezes o anel de brilhante da vovó, ou suas revistas pornôs, estão tão próximos que nem imaginamos. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-8797342710723512840?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/8797342710723512840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=8797342710723512840' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8797342710723512840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8797342710723512840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/11/25.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/R0h48rjmwFI/AAAAAAAAAGc/3HUt2SqD0ak/s72-c/J1188x1515-743.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-5089230639602607588</id><published>2007-11-21T01:12:00.000-02:00</published><updated>2007-11-21T23:44:30.378-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grades'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Rápidas IV&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;A. O imbróglio das grades (é, aquele mesmo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;E olha só! Acompanhando a evolução lenta das grades escolares santacruzenses! Nos tocos de 1 metro instalados como prolongamentos dos postes de sustentação das grades do entorno da escola agora já são preparados fios - uma instalação elétrica. O que podemos esperar?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Atualização (21.11):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acho que descobri o que são! Nada de grades! Postes de luz! Se tudo der certo esse só foi um apuro ilusório!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;B. Engajamento, cinema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Vi um filme hoje que coloca em questão o engajamento e acho interessante trazer aqui para enriquecer a discussão proposta pelo texto número &lt;a href="http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/estava-algum-tempo-para-escrever-algo.html"&gt;23&lt;/a&gt;, "A importância do engajamento". "Leões e Cordeiros" ("&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lions for Lambs&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;", EUA, 2007) de Robert Redford (é, o ator) lança de maneira perniciosa argumentos a favor de um determinado engajamento. É legal ver, mas não garanto satisfação. O problema é que a "luta" que o filme propõe é uma luta de certa maneira inglória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-5089230639602607588?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/5089230639602607588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=5089230639602607588' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5089230639602607588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5089230639602607588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/11/rpidas-iv.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-8864431089794133452</id><published>2007-11-06T20:38:00.000-02:00</published><updated>2007-12-02T19:32:28.739-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Modelos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;24.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Venho aqui tratar de assunto diferente, as simulações de reuniões diplomáticas. Espero que eu tenha conseguido expor uma visão heterodoxa. Admito que não gostei muito deste texto, achei confuso. De qualquer maneira só é importante lembrar que não uso nenhum termo com qualquer rigor característico a algum pensador. Quando digo "práxis" não estou me referindo à "práxis" no sentido do pensamento de Marx e sim numa dimensão quase didática. Encho de significado conforme construo o conceito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RzEWO3YTKEI/AAAAAAAAAFM/OBSyUnl3E1Q/s1600-h/MUNBW2004StuttgartGermany.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RzEWO3YTKEI/AAAAAAAAAFM/OBSyUnl3E1Q/s400/MUNBW2004StuttgartGermany.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129905895191554114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;Dos modelos de simulações diplomáticas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 12pt; text-align: center; color: rgb(153, 153, 153);font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Crítica e exaltação da práxis política concreta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não tenho dúvidas do valor das simulações diplomáticas entre estudantes. Participei como delegado e participo da criação e efetivação de uma em meu antigo colégio, além de acompanhar de perto o desenvolvimento do gosto por essa atividade por diversos amigos próximos e por isso posso dissertar do assunto com certa propriedade, não absoluta, claro. As vantagens de se envolver em uma atividade deste porte são aclamadas e grandes: o envolvimento lúdico com o conhecimento e o desenvolvimento da capacidade de liderança dos participantes são, para mim, dois aspectos essenciais do extenso quadro de pontos positivos que quem é parte de uma simulação de reuniões multilaterais, históricas ou não, de certa forma recebe, desenvolve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entretanto o intuito deste texto não é elencar o céu de estrelas de qualidades dos modelos, se é que podemos chamá-los assim, e sim desenvolver uma visão diferente desta que podemos chamar de "entusiasta", uma visão, leitura, não só diferente mas como oposta, crítica e questionadora. Qual será o valor real dos modelos? Qual o efeito que as simulações impingem ou calcam nos modelistas? De que maneira isso acontece? A construção da formação acadêmica e pessoal passa pela avaliação e conseqüente escolha do que é interessante e válido para o indivíduo e escolhendo modelos se opta por o quê exatamente? Até que ponto é verdadeiramente preciosa uma exarcebação dos aspectos positivos de uma simulação de reuniões diplomáticas ou similares? Tentarei realizar leitura um pouco mais heterodoxa deste mundo à parte, o mundo onde os ludicamente aprendemos a lógica do funcionamento dos grandes órgãos de decisões supranacionais (ou nacionais em alguns casos). Não sei se propriamente até que ponto tal leitura é interessante e peço que a linha tênue da pretensão passe longe dos olhos dos leitores até porquê tal texto nada mais é do que uma singela jogada, ou melhor, cutucão, na partida das opiniões e exaltações destes eventos estudantis glorificados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É preciso colocar pontos de partida, premissas, para o começo de nossa discussão. É claro que é de certa tosco o que se segue mas é patente que estabeleçamos o que seria uma tão dita simulação. Tratando em termos fáticos um modelo é uma reunião de estudantes que simulam estar em determinada situação de debate acerca de algum tema de importância histórica, internacional ou notória coordenados por uma mesa, também composta por estudantes, estes mais experientes. Dada esta configuração clássica uma série de observações podem ser feitas acerca dos questionamentos supracitados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É impossível dissociar a essência das simulações da política, outro fato. Os ditos modelos nasceram justamente com o intuito de estudo e prática das ciências humanas mais próximas à ciência política por justamente representarem e se identificarem com órgãos políticos de governança ou de união supraestatal. A natureza dessas reuniões está íntima, intrínseca e, de certa maneira, eternamente ligada à ciência do debate e da discussões de decisões. Nada mais evidente. A questão central do questionamento querido é diferenciar as noções de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;prática&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;práxis política&lt;/span&gt; e apontar não prioridades, mas sim características de limitação e amplitude de ambas. Antes mesmo de verificarmos o que quer se dizer com o uso destas palavras se mostra mister lembrar que as duas não são combativas ou excludentes. A idéia é colocar em evidência o eqüilíbrio das duas noções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A despeito dos dicionários consultados se mostrarem insuficientes para a definição precisa dos conceitos têm-se sim uma clivagem no que se refere a tais noções mesmo que tal divisão ocorra particularmente nesta argumentação para fins explicativos. A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;prática&lt;/span&gt; é a ação dada em qualquer plano, o ato ou efeito do verbo praticar - o que não é criação teórica, é real. É a execução de alguma atividade, parafraseando o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Houaiss&lt;/span&gt; no sentido mais adequado que encontramos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prática política&lt;/span&gt; então é o ato ou efeito de praticar política, nada mais. Identifica-se com essa noção a execução de uma atividade na esfera da discussão e podemos aproximar este conceito de prática política com as simulações diplomáticas. Os modelos exercitam os músculos do debate acerca de questões humanas sempre em pauta no mundo, praticam este esporte saudável da mente e do raciocínio lógico que é a discussão política fundada em formação acadêmica e pesquisa. Fala-se neste caso de músculos não para propriamente lembrar um pragmatismo desvinculado da esfera teórica, e sim para trazer a questão referente ao próprio de instrumentalização, fomento, fortalecimento e aumento do conteúdo acadêmico que o aluno passa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;práxis política&lt;/span&gt; apresenta-se como algo diferente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Práxis&lt;/span&gt; seria no caso a ação concreta engajada do indivíduo e sua diferenciação do conceito de prática advém justamente destes conceitos de concretude e engajamento que podem ser melhor tratados com exemplos diretamente no plano da política que nos é interessante. Enquanto a prática tem como objetivo o próprio exercício, o fazer, o meio, a práxis coloca como objetivos outras questões, fins propriamente ditos e é daí que deriva o colocado engajamento e também a característica de ser concreta - é o projetar-se em direção não só à própria formação e entendimento (também à isto), mas também em relação ao conseguir, ao conquistar algo que não se coloca no plano individual como coletivo concreto. Na política o engajamento, a militância, e a participação civil podem ser colocados como exemplos de ação concreta evidentemente de participação ativa, de engajamento, de práxis. É na ágora, nas esferas públicas, que se dá a existência desta noção que não pode ser distanciada da idéia de que ela serve à tendências de idéias concretas ligadas a fatos, situações e condições que perpassam toda a nossa realidade como uma faca rasga um lenço de seda. A práxis existe não para existir ou para o egoísta (o que em muitas vezes não pode ser tomado negativamente) verbo fazer e sim para o mudar, buscar, conservar e agir coletivos e concretos no sentido de se colocarem como possíveis de eficácia em relação à todo o coletivo. E como é importante lembrar neste momento que tanto a práxis como a prática se vinculam à teoria? O conteúdo é tão importante para o exercício, para o treino e instrumentalização, como também para a ação concreta e não podemos perder tal questão de vista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Internalizada a diferenciação classificamos previamente os modelos no plano da prática política e parte da crítica já foi feita. É a diferenciação do privado e do público por mais que os assuntos tratados nas discussões sejam de importância global. "Modelar" é visto a partir deste quadro como exercício alienante e repleto de convicções egoísticas de formação - formação em valorado conluio com a prática política já dita. Alienante, e é muito importante delimitar este conceito, por distanciar o simulante da concretude, pinçá-lo do oceano de questionamentos que o cercam e o colocar confortavelmente sentado no meio de outro oceano de questionamentos que tal indivíduo tende a se apropriar. Não é ruim se apropriar de discussões notoriamente importantes e nem digo que tais questões nunca podem dizer respeito à realidade na qual o modelista está inserido afinal todos vivemos no planeta Terra, porém tal simulação não passa do exercício da prática, e nada mais, e, ressaltando esse fato, observamos que mesmo que exista tal apropriação ela não é revertida para o espaço político coletivo e projetado objetivamente defronte ao indivíduo modelista. A práxis de efeito público não aparece, é colocada de canto nas simulações, e isso representa algum tipo de interesse ou, para não soar conspiratório, de efeito a ser caracterizado mais especificamente. É uma discussão interessante pensar se a existência dessa diferenciação práxis &lt;span style="font-style: italic;"&gt;versus &lt;/span&gt;prática acentuada nos modelos é causa ou efeito e, mesmo este não sendo o mérito deste texto, acredito ser apropriado colocar que a diferenciação é efeito. Existe algo (subjetiva ou objetivamente) que pode ser constatado na sociedade atual que cria condições para a existência destes exageros aqui tratados, deste deseqüilíbrio da balança conceitual que criamos, e creio que observar do que se trata a causa deste processo também é análise importantíssima, interessante e pertinente. No entando reforço que esse não é o mérito do texto que na verdade é a constatação deste efeito e sua caracterização como eventual problema de deseqüilíbrio de esferas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que acontece com o exagero entusiasmado ou na exacerbação das qualidades das simulações é o privilégio desta alienação egoísta de formação de quadros privilegiados do entendimento de situações externas ao seu aquário no qual concretamente o indivíduo está imerso. Imersão esta desconfirmada e rechaçada pela prática política vaidosa e fisiculturística no sentido do exercício supervalorizado da política em detrimento do engajamento. Pode-se criticar tal visão colocando que a prática concede instrumentos para a realização mais interessante e intelectualizada da práxis e tal observação deve ser admitida no ponto que falamos que o que prejudica a segunda não é a existência da primeira e sim sua supervalorização e procedente diminuição dos valores ligados à segunda. A dita diminuição é prejudicial ao passo que cria des-vínculo com o conceito de ação coletiva política e, arriscando uma atitude mais ousada, descrença em relação ao engajamento concreto e objetivado em mudança. É uma colocação de distância confortável entre o possível possuidor de massa crítica inconformada e ambicioso acadêmico e o problema discutido abstratamente em eterna escala elitista (no sentido mais puro da palavra). Os críticos desta leitura heterodoxa podem também apontar que a prática é um caminho para se alcançar maduramente a práxis e isso não ataco. É louvável quando uma discussão distanciada aproxima após seu final o debatedor do problema fático no plano do ser o problema é quando esse processo não tem lugar e quando a distância perdura. Sentar-se no alto, discutir e decidir simulando não é o que podemos chamar de atitude vinculada seriamente com o dimensionamento de problemas em uma escala justa. As opressões, por exemplo, tratadas neste âmbito, perdem sua concepção real e extremamente concreta e são tratadas com um escolástico senso comum progressista que muitas vezes não entra em conflito com a formação não dos músculos, mas dos ideais mais profundos do ser político. A ideologia e o tomar-parte não podem ser temidos e o que acontece nas simulações é o falso tomar-parte constante, hipócrita e principalmente confortável e conformadamente distante da problematização mais dura e perpassante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O modelista exagerado hipertrofia seus músculos e enfraquece seus ideais políticos; situação que não pode ser tratada com pensamento simplista. Quando se diz "enfraquece seus ideais políticos" não se diz propriamente que é criado um idiota (do grego; voltado somente para a esfera privada, para a individualidade, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ide&lt;/span&gt;), mas sim um indivíduo que não tem contato com os questionamentos das divisões básicas da sociedade e que trata de assuntos dicotômicos com constante relativização cinzenta ou conservadorismo maquiado. Este enfraquecer é a distância que se cria e não uma determinística noção de voltar-se para os próprios interesses sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A práxis política concreta é exaltada neste ponto como única forma de se criar um ser político engajado e consciente, não de ideais determinados, mas de seu papel e força de ação de mudança. O engajamento nas esferas públicas com a noção de coletivo relacionada com valores de solidariedade, democracia, liberdade, consciência das mazelas sociais, fraternidade, dignidade e respeito em relação à todos os seres humanos é o único meio de conseguir e buscar tais jóias. Se dá a importantização do fim como fim e não propriamente do meio como fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não é sentados nas cadeiras acolchoadas, não é de roupa social, com fala empolada e plaquinhas mutantes que indivíduos se iniciam na vida política concreta, que isto esteja claro. O ambiente acadêmico é importante pois propicia não só a simul&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ação&lt;/span&gt;, mas a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ação &lt;/span&gt;e é esta que deve ser tida como ato privilegiador do público e do coletivo. As lutas de poder e pesadas polêmicas de opiniões podem ser muito bem simuladas, contudo como negar que depois todos os modelistas vão para suas casas situadas, neste caso, em São Paulo (cidade que pode aqui ser substituída por uma genérica que indique o retorno à realidade). As injustas lutas de poder, espoliação e privilégios se dão, querendo ou não, na sangrenta, suja e desengonçada concretude e fugir disso é engajar-se em não engajar-se; a tal postura se mostra desta maneira covarde defronte às problemáticas extensamente complexas e profundas que se colocam como patentes na realidade fluidamente circundante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;modelista profissional&lt;/span&gt; é o equivalente político de um fisiculturista, um cultuador consumista do corpo. Este ser é presa a ser caçada na busca de uma compreensão e fundamentalmente de uma ação na realidade que reflita os valores do engajamento sério já citados. A resolução das opressões e dos problemas gigantes da realidade por exemplo só pode ser efetivada com ação e discussão concreta e fundamentalmente atuante. A práxis política não pode prescindir de atores condutores desta atividade, quadros que se formam e se constroem ao longo do duro e penoso processo político real, que não é nada simulado. Estes precisados são atores reais, engajados e concretos e não atores de um teatro discussionário distante, hipócritas de uma mentirinha muitas vezes perpetuada por tipos tacanhos, cinzentamente relativizadores e cultistas da confortável vida que se resuma à cada feriado obter mais uma plaquinha (e por quê não uma menção honrosa?) que representa o desprezo pelo escolher se projetar rumo à algum objetivo de corpo e alma.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-8864431089794133452?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/8864431089794133452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=8864431089794133452' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8864431089794133452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8864431089794133452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/11/24.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RzEWO3YTKEI/AAAAAAAAAFM/OBSyUnl3E1Q/s72-c/MUNBW2004StuttgartGermany.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-4173684122612428803</id><published>2007-11-05T00:52:00.000-02:00</published><updated>2007-11-05T01:01:54.431-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grades'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Rápidas III&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;A. O imbróglio das grades (o de sempre)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De fato aqueles semipostes que eu descrevi infestam todo o perímetro do Santa Cruz. Por mais inútil que isso pareça é como se fosse uma constante vozinha dentro da minha cabeça dizendo algo como: "você tinha razão". Não que eu me ache um oráculo, óbvio que não, até porquê era evidente que isso ia acontecer. Fico pensando qual será o próximo passo - talvez uma via subterrãnea para os pais não terem que abrir a porta em espaço público para pegar os filhos; câmeras nas salas de aula; melhor, nos banheiros, claro. Sei não - para mim isso tudo fica cada vez mais cheirando a peixe podre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. Prévia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Talvez, mais para o final do ano, eu solte algum(s) texto(s) de balanço de 2007. Acho que deve ser uma boa idéia - só preciso ter uma inspiração. Além disso acho que ainda em novembro remodelo o layout deste blog.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-4173684122612428803?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/4173684122612428803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=4173684122612428803' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/4173684122612428803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/4173684122612428803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/11/rpidas-iii.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-1755194118268356348</id><published>2007-10-31T23:54:00.000-02:00</published><updated>2007-11-04T16:33:10.878-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='XI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Esquerda'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;23.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Estava a algum tempo para escrever algo sobre o que vem acontecendo comigo na Faculdade. Durante todo este ano questionamentos profundos caíram sobre mim e recentemente tomei a decisão de entrar num grupo chamado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fórum da Esquerda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;. Este texto é dedicado à este grupo e à minha decisão. Não é uma tentativa de justificativa e sim algo bem mais importante que isso. Espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RylCE3YTKDI/AAAAAAAAAFE/c5DgEmzcIBA/s400/ernst_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127702302090799154" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RylCE3YTKDI/AAAAAAAAAFE/c5DgEmzcIBA/s1600-h/ernst_1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A importância do engajamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;"Cuidado, Chico, muito cuidado com eles", era o que falavam todos os meus conselheiros sobre os membros de grupos de política acadêmica - em especial os de esquerda. O medo dos vermelhinhos foi fomentado em mim mesmo antes do dia da matrícula e por isso o meu relacionamento com este plano de espaço político já começou com um pé atrás. Por um lado existia a exaltação de uma ágora presente, latente e consistente na São Francisco mas por outro o alimento de um desdém, um desprezo em relação a atualidade deste espaço.&lt;br /&gt;Pesando isso fui muito cauteloso. Não queria tomar nenhuma decisão errada, nenhuma que eu pudesse me arrepender. Não queria decepcionar as pessoas que mais me contavam da Faculdade, de suas histórias e tradições. Não podia desconsiderar seus conselhos afinal conheciam aquele ambiente a mais tempo que eu e sempre considerei seu bom senso e sua inteligência. E assim meu ano de calouro foi passando, passando, passando. Passou a ocupação, a greve, o primeiro semestre. Nem sei quantas vezes neste período minha visão mudou de lado e a complexidade das questões sobrevoava minha mente induzindo uma espécie de paralização de congelamento. Eu pouco sabia o que fazer e o que apoiar. Comecei a perder as bases. Ora criticava e ora elogiava as atitudes de ambos os lados das polêmicas. Acumulei bagagem e principalmente realizou-se em mim um começo de uma sedimentação política mais séria, claro que ainda meio manca.&lt;br /&gt;E veio o segundo semestre e com ele uma carga muito mais intensa de vida acadêmica. A ocupação de 22 de agosto. A Assembléia Geral Extraordinária e a "destituição" do presidente do XI, Ricardo. O tanto de energia e razão que eu tinha recuperado nas férias eu perdi e num dia que buscava clareza sobre minhas opiniões e princípios escrevi um &lt;a href="http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/09/15.html"&gt;texto&lt;/a&gt; sobre tais fatos, publicado aqui mesmo neste blog. Creio que este texto foi o início não de uma clarificação propriamente dita, mas de um processo de exposição a mim mesmo de como algumas coisas mereciam sua devida atenção. Alguns integrantes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;daquele&lt;/span&gt; grupo do qual eu tinha medo mas de certa maneira defendia no texto leram aquilo que eu tinha escrito e gostaram. Comecei a considerar seriamente sobre eles, sobre as suas atitudes. Não que eu tenha colocado num pedestal as atitudes do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fórum da Esquerda&lt;/span&gt; este ano, muito pelo contrário, as coloquei sobre uma lente de pesada crítica pessoal. Neste momento despontou em mim um intenso sentimento de admiração. Sério e profundo este sentimento ajudou-me a verificar que via neste grupo qualidades que eu considero louváveis e essenciais na vida política; coragem, senso de justiça, ideais sólidos e acima de tudo um comportamento de projetar-se sobre algo, de tomar posição.&lt;br /&gt;É neste ponto que quero me ater, no engajamento - porque de fato tomei a decisão de participar deste grupo, de vestir esta camisa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Baseei-me tanto no ideário que percebi como também em atitudes individuais e coletivas deste grupo e disso posso tirar algumas conclusões.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Não venho aqui me justificar como alguma criança que  fez levadeza, malcriação, até porque não acho que o que fiz foi algo parecido com isso nem muito menos quero aqui adotar uma atitude prepotente de salvador da pátria de ter entrado numa equipe de anjos salvadores da Terra dos homens comuns. O que desejo é relevar a importância do meu questionamento e dizer que depois de ter o feito concluir que sim, eu fiz a escolha certa, e disso me orgulho. É claro que neste ponto cabe ressaltar a importância do uso da expressão "escolha certa" não como sendo algo dogmaticamente eterno mas sim como um importante passo num processo pessoal. Amiga minha disse-me que em seu processo de entrar no grupo foi aconselhada que talvez fosse mais difícil se travasse uma batalha consigo mesma ao invés de toda a Faculdade se não fizesse essa escolha e é justamente isso. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fazer&lt;/span&gt;, o&lt;span style="font-style: italic;"&gt; engajar-se&lt;/span&gt;, para então poder questionar, criticar, levar porrada e construir junto. A crítica de fato é tão importante quanto propriamente a decisão pois é nela que o grupo cresce e é com o constante movimento interno que os sentimentos e as idéias amadurecem e se tornam cada vez mais sólidos, coesos e coerentes - e mais suscetíveis a mudanças também, claro.&lt;br /&gt;Não me importa se ganhamos ou não estas eleições que disputamos. Para mim isso não é tão importante quanto o fato de neste momento eu ter percebido que minha vida nunca mais será a mesma. Esta semana una e poderosa conseguiu mudar toda a minha concepção da Faculdade e me fez perceber que por mais que tenha sido importante todo o processo de ruminar este alimento político engoli-lo é o momento crucial, foi o momento crucial.&lt;br /&gt;Um veterano de outro partido me perguntou o porquê eu estava vestindo aquela camiseta vermelha em um dia de votação, caçoando de mim. Sério eu pensei e rapidamente todas estas questões me passaram pela cabeça: valia a pena bater de frente com pessoas que eu tinha aprendido a gostar para esses ideais e este programa defender? Valia levar inúmeras patadas e esforçar-se para não perder a postura após ser surrado numa roda de conhecidos por visões políticas irredutíveis e contrárias? Ponderei alguns segundos. Aquele veterano representava tudo o que me fazia ter receio de vestir a camiseta vermelha, todos os poréns e os contras que eu estava adotando e sofrendo. Depois de assim considerar soltei: "Visto pois prefiro tomar uma posição". Nesta afirmação respondi para mim mesmo que sim, valia sim a pena sofrer de tudo por aquilo. Era o que eu acreditava e acredito. O importante não é só pensar e se dizer algo e sim efetivamente entrar de cabeça e se projetar neste ideal, mesmo que a piscina seja rasa e possa doer.&lt;br /&gt;Se eu começar a tentar explicar toda a importância existencialista do engajamento vou acabar fazendo uma paráfrase ridícula de Sartre mas tenho de afirmar (o menos pretenciosamente possível) que muito nele pensei durante as minhas ações desta semana passada. É nas ações e nas escolhas que o homem se constrói e quando escolhe para si algo escolhe para toda a Humanidade. Por mais chavão que isso pareça eu acredito. O lado que eu escolhi eu escolho para todo mundo, mesmo. Deste modo faço uma escolha e me engajo e é importante que essa escolha e esse engajamento não sejam cegos e creio que não o são. Considerando que pensei nesta possibilidade durante alguns meses não posso deixar de dizer que não foi uma decisão feita guiada pelo sentimento até por que é nas escolhas, nos atos praticados, na ação, segundo Sartre, que ele se constrói. Foi uma opção autenticamente genuína mas nem por isso burra, cegamente idealista ou perenemente teimosa, eterna.&lt;br /&gt;Os vermelhinhos são perigosos como me diziam? O engajamento pode ser perigoso mas não é por isso que temos de ter medo ou receio dele e é isso que as pessoas que afirmam a invalidade da prática vermelha sentem. Medo, receio e egoísmo foram os sentimentos que levaram o&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Fórum&lt;/span&gt; a perder as eleições - não qualquer estratégia política. Medo de encarar o confronto que é perigoso sim, perigoso por destruir, desconstruir toda uma base política que trazemos de casa, de bagagem. Covardia reducionista de achar que a matrícula da Fuvest é uma escritura de propriedade da Faculdade. Receio de abrir uma porta que pode mostrar o que temos de mais podre, receio de fazer autocrítica. Hipocrisia de declarar-se muito partidário da justiça social e blábláblá, mas revelar em seu voto intenções de continuidade de opressões e omissões corrosivas. É evidente que temos de tomar cuidado com generalizações e considerar o processo pessoal de aceitação da idéia de cada um e o respeitar. Nem todos os que não se engajam o fazem por medo e existem questões e mais questões envolvidas nisso mas o que trato aqui é o impacto e o existente enorme valor que isso tem em uma vida, no caso, a minha. De qualquer maneira podemos confirmar que os vermelhinhos são perigosos e que isso é bom.&lt;br /&gt;Lembro aqui só a questão da individualidade inserida na coletividade e como essas duas entidades andam juntas na construção de uma parceria vantajosa de ambos os lados. A balança nunca deve pesar demais para um dos lados que o outro é prejudicado e é importante lembrar que há momentos - uns para uma dedicação quase-exclusiva ao grupo e outros para uma instrospecção e reflexão também claramente importante até mesmo para uma saúde do coletivo.&lt;br /&gt;Estou feliz no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fórum da Esquerda&lt;/span&gt;. Conheço muito pouco de todos os seus integrantes profundamente, é verdade, e muito pouco dos problemas que todo grupo tem. Não acho que estar desse lado é fazer parte de algum exército da perfeição ou algo parecido, longe disso. É saudável que um grupo se questione e que nele, dentro dele, haja constestação, questionamento e crítica - senão esse grupo não anda, nem para frente, nem para trás - e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; não andar&lt;/span&gt; é sinônimo de engajar-se em não engajar-se, certo? Sinônimo de optar por não escolher o que é também uma escolha que anda lado a lado com uma engajamento envergonhado maquiado de indiferença. Apesar disso percebo que faço parte de algo e este algo faz parte de mim. Não é carência ou modismo como podem acusar alguns e sim uma profunda identificação e admiração.&lt;br /&gt;O acolhimento que tive é também motivante para um agradecimento. Sei que o sonho não irá acabar com uma derrota que no fundo eu sabia que era provável que sofrêssemos e sei que o mais importante não é isso. Vão me acusar de fazer juízos de valor mas respondo que em algum momento da vida quando definimos os nossos princípios algumas questões axiológicas vêm e não podem ser deixadas de lado. O importante é que, como eu já disse, escolhi por mim e por todos os homens algo que eu considero não só belo mas correto, justo, digno e bom. O importante é, também, que eu não estou sozinho. Obrigado, amigos, e, agora, companheiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-1755194118268356348?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/1755194118268356348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=1755194118268356348' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1755194118268356348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1755194118268356348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/estava-algum-tempo-para-escrever-algo.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RylCE3YTKDI/AAAAAAAAAFE/c5DgEmzcIBA/s72-c/ernst_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2725895899013694867</id><published>2007-10-29T21:49:00.000-02:00</published><updated>2007-10-29T21:58:16.315-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reinaldo Azevedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciano Huck'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Rápidas II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;A.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Não consigo encontrar adjetivos para descrever a satisfação que tive quando li o &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" href="http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=391057"&gt;artigo&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; de Zeca Baleiro de hoje (segunda-feira dia 29 de outubro) sobre o a polêmica huckiana. Que beleza! Maravilha. E é arrebatador como Baleiro trata Reinaldo Azevedo e seu conceito infeliz e desumano de democracia. Simples e indispensável. Palavras batidas mas não vazias quando descrevem a atitude do cantor-compositor maranhense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;B.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ainda não sei se os semi-postes colocados nas grades do Santa se desenvolverão como grades ou como qualquer outra coisa. De qualquer maneira me parece suspeito e cada vez mais papador da liberdade querida por Charbonneau. A "segunda casa dos meninos", arejada, verde e recheada com um sentimento de liberdade e vanguarda que o padre falava quando concebia o colégio está virando algo como "o segundo condomínio fechado dos meninos". Realidade mais compatível com a realidade paralela, vil e falsa em que os "meninos" vivem e viverão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;C.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpas pela ausência na passada semana. Discorro depois sobre os motivos do ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2725895899013694867?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2725895899013694867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2725895899013694867' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2725895899013694867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2725895899013694867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/rpidas-ii.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2824105804062688798</id><published>2007-10-22T15:26:00.000-02:00</published><updated>2007-10-22T15:30:19.886-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;É com enorme satisfação que venho anunciar que hoje por volta da uma da tarde o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;Palavras de Ordem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:100%;" &gt; recebeu seu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;1000º&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;visitante diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Como sempre agradeço por demais o prestígio de todos. Algo escrito só vale alguma coisa se alguém o lê e eu tenho consciência disso. Obrigado para todos que doaram alguns minutos de atenção para ouvir as opiniões aqui colocadas, obrigado mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Abraços,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Chico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2824105804062688798?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2824105804062688798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2824105804062688798' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2824105804062688798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2824105804062688798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/com-enorme-satisfao-que-venho-anunciar.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-5929960852728847589</id><published>2007-10-18T16:28:00.000-02:00</published><updated>2007-10-18T19:20:53.598-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reinaldo Azevedo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;Rápidas I&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;A.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Reinaldo Azevedo, o não-idiota, resolveu publicar um outro &lt;a href="http://arquivoetc.blogspot.com/2007/10/reinaldo-azevedo-capito-nascimento-bate.html"&gt;artigo&lt;/a&gt; na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Veja &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;desta semana que me fez rir. Digo que ele até conseguiu captar sim alguma coisa do filme &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; e, pelo menos, não resolveu heroicizar o capitão Nascimento - é, até certo ponto. Bandido é bandido Como este cidadão tem a pachorra de chamar de lixo Michel Foucault por puro orgulho de posição política? É mesmo, esse sociólogo francês de meia-tigela deve ser só &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;outro idiota&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; sem-valor. Eu pensava que este tipo de direita, ops, perdão, que a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Veja &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;e seus colaboradores eram menos mal-informados. Sociologia vagabunda, devolvendo a acusação do Tio Rei, é o que Azevedo faz traduzindo e "entendendo" o pensamento de Foucault.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Passei perto do Colégio Santa Cruz e vi indícios de algo que eu já imaginava que iria acontecer quando escrevi o Anexo-Manifesto I de "Palavras de Ordem", "&lt;a href="http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/03/venho-agora-com-mais-um-texto-grades-o.html"&gt;Pedagogia do enjaulamento&lt;/a&gt;". As grades que separam a escola do "mundo exterior" estão, pelo visto, sendo aumentadas mais um metro e, por mais cri-cri que isto seja, não posso deixar de manifestar meu repúdio, meu asco por esta atitude. Atitude que provoca fisicamente um aumento do enorme abismo entre o "mundo maravilhoso" do Santa Cruz e o resto do Brasil. Feitos como esse só demonstram a decadência dos valores humanistas de Charbonneau e como os pais finalmente conseguiram dobrar o Colégio na sua ânsia por proteger predatoriamente os seus filhos e suas frágeis e puras mentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-5929960852728847589?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/5929960852728847589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=5929960852728847589' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5929960852728847589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5929960852728847589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/rpidas-i-reinaldo-azevedo-o-no-idiota.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-6566027103016136791</id><published>2007-10-16T16:51:00.000-02:00</published><updated>2007-10-18T00:52:03.400-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reinaldo Azevedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciano Huck'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como vocês todos já sabem a saga huc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;kiana é sucesso total. Uma polêmica de proporções globais, pelo menos desde que Ferréz publicou uma &lt;a href="http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=386880"&gt;resposta&lt;/a&gt; no mesmo espaço da &lt;/span&gt;Folha de São Paulo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; exatamente uma semana depois de "&lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.geocities.com/gremio_sudeste/fsp_011007.htm"&gt;Pensamentos quase póstumos&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;". O rapper do Capão Redondo elevou à décima potência a intensidade das discussões sobre o rolex de Huck com opiniões bastante desconstrutivas e interessantes à respeito da opinião do ilustre colega apresentador. Uma semana após este artigo do escritor da periferia ser publicado e depois de várias publicações tratarem do assunto (vide &lt;a href="http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/21.html"&gt;texto 21&lt;/a&gt;) o jornalista e colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo resolveu pôr as manguinhas de fora e ir ciscar fora de seu &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/"&gt;blog vinculado ao website da Veja&lt;/a&gt;. Indignado Azevedo publicou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; um &lt;a href="http://arquivoetc.blogspot.com/2007/10/pluralidade-e-revoluo-dos-idiotas.html"&gt;artigo&lt;/a&gt; (clique no link para acessar) no mesmo espaço que Ferréz e Huck o fizeram e, em razão deste cidadão já ter se opinado bastante a respeito de assuntos uspianos e franciscanos, resolvi que seria interessante tentar analisar e comentar o seu texto para a Folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RxUMMHitVHI/AAAAAAAAAEY/sBAwQ_yZcAk/s1600-h/RA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RxUMMHitVHI/AAAAAAAAAEY/sBAwQ_yZcAk/s400/RA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122013553526396018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A democracia azevediana dos não-idiotas&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;Huck, Ferréz, Ascher. Centenas de leitores. Da Matta, Baleiro. Mais centenas de leitores. Revistas &lt;i&gt;Veja&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;da&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Semana&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Época&lt;/i&gt;. É, amigo Luciano, você conseguiu criar um belo de um bafafá. As palavras inconseqüentes do apresentador que deixa o Brasil acima de tudo "mais bacana" repercutiram e chegaram a seu vértice oposto nas palavras do rapper do Capão Redondo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;As declarações de Ferréz atingiram os alicerces da burrice nacional que as tomou como uma apologia ao crime. Burrice comparável à dos empolgados grupos que viram &lt;i&gt;Tropa de Elite&lt;/i&gt; e agora veneram em enormes comunidades de Orkut as torturas e os lemas perversos do BOPE. Ferréz, em minha leitura, não defende o crime e muito menos o justifica. "Faz ficção" como diz o &lt;i&gt;ombudsman &lt;/i&gt;da &lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt; Mário Magalhães e uma ficção exagerada com a intenção clara de ser diametralmente oposta ao pensamento do global. Tenho certeza que o rapper não acha certo o uso de violência pelo simples fato dele a ter sempre perto no bairro de onde é oriundo. Ninguém gosta de ser constrangido, violentado ou ter seu espaço pessoal invadido agressivamente, é fato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;A crítica aguda do caponista é sempre relativa ao texto de Huck, à sua opinião reducionista do problema social. Ferréz tenta demonstrar que é mais complexa a realidade; deve ser ressaltado que a afirmação "&lt;span style="color:black;"&gt;Não vejo motivo pra reclamação, afinal, num mundo indefensável, até que o rolo foi justo pra ambas as partes" não pode ser tomada como foi pela maioria dos leitores. A frase deve ser lida por inteiro pois quando se lê "até que o rolo foi justo" fica-se com a clara noção de apologia ao crime, ao assalto. Noção errada. No aposto "num mundo indefensável" está a chave para a ironia sagaz do rapper. Numa clara referência ao adjetivo usado por Luciano Huck para descrever a situação de São Paulo Ferréz coloca o "mundo indefensável" como o mundo simplista do global. No mundo de Huck não tem espaço a solução, só o ciclo vicioso da repressão e do aumento da violência tanto de seus algozes como do capitão Nascimento. Ferréz percebe o paradoxo e o simplismo huckiano e seu mundo indefensável. Se então o mundo é indefensável então o assaltante desprovido de posses está desprotegido contra a exploração e espoliação de seu espaço social, urbano, econômico e político e &lt;i&gt;tem de roubar&lt;/i&gt; para se proteger, certo? Assim ele pelo menos se protege, mesmo que de modo selvagem. No mundo indefensável o apresentador ganha se viver e, pelo menos assim, protege seu bem mais precioso: a vida. É o mundo indefensável de Huck. Mundo, cidade, que todos tem de recorrer à violência para resolver seus problemas - tanto Huck como seus extraterrestres desfilantes. Mundo retratado na visão estúpida já exaustivamente analisada do Lu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Surge então a figura de Reinaldo Azevedo. Jornalista, colunista da revista &lt;i&gt;Veja&lt;/i&gt;, o neutro e jornalístico panfleto ideológico mais lido do país, Azevedo faz uma tentativa, em seu artigo "A pluralidade e a revolução dos idiotas" de crítica ferrenha ao texto de Ferréz. Para Azevedo Ferréz é um "empresário" que "ao lado de Mano Brown (vocalista do grupo de rap "Racionais MC"), é um bibelô mimado pelas esquerdas e pelo pensamento politicamente correto&lt;i&gt;". &lt;/i&gt;A posição do artigo do rapper é, "por defender o crime" irrespondível e faz parte de uma "revolução dos idiotas" que começa, segundo o vejista, "agredindo a lógica" e termina justificando o assassinato. Segundo Azevedo a Folha errou em publicar o artigo de Ferréz pelo seu cunho "solapador dos princípios democráticos". A voz de Ferréz é inaceitável para o magnífico jornalista, inaceitável dentro da pluralidade democrática da imprensa e a única resposta à ela é a contestação de seu conteúdo "criminoso". Afinal, como dizem, "quem defende criminoso nada mais é do que criminoso".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Adiante Reinaldo Azevedo defende a repressão, a prisão dos marginais como solução imediata e mágica para a violência. Critica um professor da Faculdade de Direito da USP que contestava o alto índice de prisões no estado de São Paulo por este, numa relação lógica admirável, reduzir os índices de homicídios. Termina com "&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;A minha pluralidade não alcança tolerar idiotas que querem destruir o sistema de valores que garantem a minha existência. E, curiosamente, até a deles".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Azevedo entendeu o texto de Ferréz assim como eu entendo textos escritos em sânscrito. Se eu soubesse falar três palavras em sânscrito daria um desconto para o intelectual - o problema é que só sei falar uma palavra. &lt;i&gt;Durmedha&lt;/i&gt; quer dizer "estúpido, ignorante".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;A opinião de Azevedo se mostra completamente controversa a partir do entendimento parco da ironia de Ferréz e continua nesta linha até atingir o ponto ótimo do direitismo do jornalista. Democracia? Pluralismo de opiniões? Claro, claro. Só que uma democracia azevediana dos não-idiotas afinal o jornalista exclui de seu pluralismo ideal a voz de Ferréz. Não-idiotas que lêem a &lt;i&gt;Veja &lt;/i&gt;e tem uma opinião só sua sobre absolutamente tudo no Brasil, na ponta da língua. Não-idiotas que, por não serem idiotas, conseguiram ganhar algum dinheiro. O mundo indefensável de Huck é a democracia azevediana, o mundo que quer resolver o assalto feito por motoqueiros no Jardins em trinta dias. O mundo que quer discutir políticas de segurança pública séria, que quer discutir projetos. Proponho a Azevedo o mesmo muro que propus a Luciano - dele espero uma rejeição e um grito indignado de "comunistóide!", "uspiano remelento volte para a casa da mamãe!". Eu moro sim na casa da minha mãe, Titio Rei, e acho melhor já começar a me retratar. Como bom não-idiota é melhor eu me submeter à vossa opinião superior de mestre da verdade afinal de contas você, bom, você escreve para a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt; A democracia azevediana é análoga à sociedade pretensamente democrática que não dá voz aos despossuídos, aos marginalizados, aos idiotas que fazem libelo criminoso na Folha. Esses idiotas não podem ser tolerados! Querem destruir o sistema de valores que garante a existência de Azevedo e deles mesmos! Sim, claro, a existência de Azevedo como confortável jornalista da Veja a dos bandidos do Capão como bandidos idiotas do Capão. Sistema de valores? Que valores são esses? Repressão? "Direitos humanos só para humanos direitos"? "Dane-se problemas crônicos sociais, lugar de bandido é na cadeia"? A democracia azevediana é o inverso da democracia, é o "Estado de exceção" - nome chique de ditadura. O jornalista idealiza um regime que não dê a mínima voz aos idiotas. Eles são idiotas mesmo; se lhes dermos voz só falarão idiotice, né Tio Rei?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt; O "companheiro", as massas despossuídas, os movimentos sociais, "ensinaram" a esquerda a não pensar, diz Azevedo. É a &lt;i&gt;Veja&lt;/i&gt;, óbvio, que deve &lt;i&gt;ensinar&lt;/i&gt; todo mundo a pensar. A &lt;i&gt;pensar do jeito certo&lt;/i&gt;, do jeito azevedianamente não-idiota, claro. O regime "democrático" aos moldes imaginados por Reinaldo Azevedo pode estar por vir e não gosto muito desta idéia, espero que todos os idiotas como eu também.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Perdoem-me pela breve digressão que segue, mas, aliás, não é a primeira vez que Reinaldo Azevedo observa atentamente o que ocorre na Academia do Largo. Como blogueiro acompanhou de perto a "invasão de idiotas", utilizando seu vocabulário, em agosto e apoiou inconseqüentemente a deposição do presidente Ricardo Leite Ribeiro e o massacre do Fórum da Esquerda. A partir daí o intelectual conceituado foi surpreendido em seu blog com por uma enxurrada de comentários de apoio "anticomunista" à suas observações indevidas, airosas, patéticas e próprias de quem não tem nada, absolutamente nada, a ver com àquela Casa. Não sei se algum parente de Reinaldo Azevedo já passou por lá ou se ele mesmo fez São Francisco mas não o vi por lá nenhuma vez nos últimos meses, estranho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-6566027103016136791?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/6566027103016136791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=6566027103016136791' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6566027103016136791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6566027103016136791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/22.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RxUMMHitVHI/AAAAAAAAAEY/sBAwQ_yZcAk/s72-c/RA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-3955752998819130595</id><published>2007-10-11T18:58:00.000-03:00</published><updated>2007-10-11T22:00:31.326-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciano Huck'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;21.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Tenho acompanhado de muito o caso do Huck. Talvez isso tenha virado até espécie de paranóia ou de obcessão mas acho que no caso tange o autodescobrimento. Ah! Esse post é dedicado à meu futuro calouro Felipe Catalani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/Rw6023itVGI/AAAAAAAAAEQ/81ilh4999hI/s1600-h/huck_capa_arcoflecha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 293px; height: 331px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/Rw6023itVGI/AAAAAAAAAEQ/81ilh4999hI/s400/huck_capa_arcoflecha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120228681082295394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(É ele mesmo, só pra constar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;Tiros fora do alvo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Saíram duas revistas que têm o assunto da polêmica huckiana como capa nesta semana. Comprei as duas para dar uma olhada - será que valeu a pena?&lt;br /&gt;A primeira delas é a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Revista da Semana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, publicação da Editora &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Abril&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; que está ainda engatinhando no sétimo número. A &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Revista da Semana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; tem caráter de informativo rápido e tem preço acessível e seu posicionamento é atrelado ao da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Veja&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; que em sua entrevista claramente adota à corrente de pensamento criada e defensora pelo ilustre colega. A manchete da capa é "A culpa é da vítima - O apresentador Luciano Huck é assaltado, escreve artigo e recebe críticas e insultos como resposta. Os ricos (e famosos) brasileiros não tem direito de reclamar?" e a matéria claramente passa o quanto é "absurda" a opinião de quem criticou o artigo "Pensamentos quase póstumos". A publicação consegue ser mais simplista do que Luciano e, numa matéria que conta com generosas duas páginas, recorta de maneira extremamente incompleta e leviana o pensamento de Ferréz, o rapper que respondeu a Huck com um texto bastante bombástico e de fácil falso entendimento. Para a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Revista da Semana&lt;/span&gt; Huck somente resolveu contar sobre o assalto de que foi vítima e, em síntese, pagou por ser rico e famoso. Digo o seguinte: Luciano Huck não "resolveu contar".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O artigo de Huck não foi uma narração com pretensão realista nem obra de ficção - foi um artigo. Artigos geralmente, disse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;geralmente&lt;/span&gt;, têm opinião, não sei se a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Abril &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;sabe. O que se critica é claramente não o fato do global ser ou não assaltado, isso é segundo plano, o que se critica é sua opinião, sua análise, seu recorte. Já disse que é péssimo ele ser assaltado, lamento muito mesmo. É chato, todo mundo sabe. Mas daí para o malandrão escrever que cidadania é sinônimo de pagar impostos e consciência social é ter uma ONG é outra coisa. Isso não é fato, isso é opinião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A segunda publicação com o amigo na capa é, evidentemente, a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Época&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. A revista carro-chefe da Editora &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Globo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; traz estampado: "Ele merecia ser roubado? - O que o debate sobre o assalto a Luciano Huck mostra sobre a alma do brasileiro". Profundo, nossa. A alma?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A reportagem da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Época&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; é bem mais completa do que a da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Revista da Semana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Num grande caldeirão de influências e com uma base bastante ampla de opiniões e pitacos a revista se dá ao luxo de, de tudo isso, tirar uma conclusão: o Brasil &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;tem que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; perceber que, dadas as proporções elitistas e escorregadas simplistas e simplórias do artigo de Huck ele é inocente. O Brasil &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;tem que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; perceber &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;de uma vez por todas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; que bandido é bandido. "Ponto", diz a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Época&lt;/span&gt;. Os ataques a Huck deixam claro que ainda há um enorme caminho a percorrer pelo Brasil "até que se consolide a convicção que um país justo socialmente oferece segurança a todos - incluída a 'elite'". Exatamente, um país justo socialmente oferece segurança a todos. Temos só que lembrar que em um país socialmente justo não tem "a elite". Hm. E também quem disse que aqui a "elite" não tem segurança? Ela compra a sua, logo, ela tem. Quem não tem é quem não compra. E quem não compra é por que não pode, afinal, como disse Huck, ninguém gosta de ser assaltado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A justificativa da revista pela indignação dos leitores do artigo de Luciano foi ou de quem está se sentindo injustiçado no momento ou de quem tem inveja (colocação densamente reforçada ao longo do texto). É claro que não existe a possibilidade de alguém achar besteira o posicionamento do texto do apresentador por achar ele próprio falho, mal-feito, tem de ter um porquê externo e de viés determinístico. Ele é inocente, claro! Até onde eu sei um inocente pode falar uma bobagem tão grande quanto qualquer culpado. Inocente é quem não tem culpa. Dizer que Huck tem culpa que foi assaltado é polêmico e inconseqüente porém falar que o mesmo tem responsabilidade em relação ao que escrever não é. Ele tem e deve responder por isso pois seu artigo foi polêmico e inconseqüente, com ênfase na segunda característica. Inocência não o livra de ser responsabilizado pelo que escreveu, muito menos sua pretensa cidadania de bolso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um outro ponto destacável que aparece na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Época &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;é a opinião distinta do intelectual Roberto Da Matta. O antropólogo afirma que as reações contrárias aos "Pensamentos quase póstumos" são antidemocráticas, "como se a elite não pudesse reclamar de nada, como se tivesse de se conformar com qualque tragédia porque na cabeça dessas pessoas a elite já tem tudo, então já está no lucro. Isso é neofacismo". Ahn?! Neofacismo? Da Matta, a elite pode reclamar quanto quiser. Ninguém que eu saiba foi contra a manifestação-reclamação do Luciano Huck mas em relação a seu teor, seu conteúdo aleijado. Entre a manifestação e o conteúdo das mesmas existe grande diferença e não faz sentido afirmar que tais reações são contra a democracia e a liberdade de expressão se as mesmas usam destes princípios para existirem. Sem sentido. Ninguém "tem de se conformar"; nem com o assalto muito menos com a mistura do Caldeirão que passou do ponto. E de onde o intelectual distinto tirou neofacismo não sei, realmente não sei. Me parece uma colocação tão indevida e absurda que realmente para mim o uso da mesma não faz nenhum sentido, nenhum. É como se Da Matta afirmasse que as reações "parecem com um transatlântico" ou "tem cheiro de pepino fresco". Non-sense ou humor fino de antropólogo? Bom, definitivamente não é humor zorra-total do nosso amigo Lu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não deixo de admitir que a reportagem da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Época &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;não tenha seus silvos breves de lucidez. Foram além de Huck e claramente além da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; Revista da Semana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Algumas opiniões se mostraram bastante razoáveis como por exemplo a de que a comparação dos ladrões com ETs é absurda mas de qualquer maneira isto é lucro numa publicação que advém da corporação que emprega o próprio Luciano, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E concluo? Ah, será que eu tenho essa pretensão de concluir? Tenho sim. Luciano Huck escreveu asneiras mas isso não quer dizer que ninguém mais possa escrever. Estão aí duas provas, comprem para conferir. Não; pensando melhor, não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-3955752998819130595?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/3955752998819130595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=3955752998819130595' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3955752998819130595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3955752998819130595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/21.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/Rw6023itVGI/AAAAAAAAAEQ/81ilh4999hI/s72-c/huck_capa_arcoflecha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-987385815324025071</id><published>2007-10-08T20:16:00.000-03:00</published><updated>2007-10-08T20:22:31.372-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciano Huck'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:21;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;20.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:21;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Este texto foi reduzido para a a publicação n'O Pátio, o jornal acadêmico da São Francisco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O caldeirão e sua vergonha&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:21;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Lamento por esta situação limite que passou o colega Luciano Huck. Ilustre companheiro das Arcadas, Luciano não merece ser assaltado e assustado como foi, ninguém merece. É evidente que a atitude de seus algozes é criminosa e esse passa longe de ser o mérito deste texto. O problema é que o &lt;i style=""&gt;global&lt;/i&gt; “cansou” e decidiu “desabafar” na &lt;i style=""&gt;Folha de S. Paulo&lt;/i&gt;. Sinceramente achei triste - quiçá ridículo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Começa sua análise imaginando o que ocorreria se o pior tivesse acontecido e depois dessa mórbida descrição começa a se questionar e se mostrar indignado, desesperado por soluções – aí começa o problema. É fatal quando faz a conexão "pago todos meus impostos, uma fortuna" com "como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa". Esta conexão argumentativa representa a chave para o entendimento do pensamento do apresentador. Seu raciocínio simplista e desesperado pára quando acaba seu interesse e este é estritamente pessoal. Bradando clichês e lugares comuns confunde cidadania com o simples ato de pagar "tudinho" de seus tributos - desprezando o resto das acepções da palavra. Como Luciano conseguiu realizar algumas matérias na faculdade com tanta dificuldade em definir conceitos básicos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“A situação de São Paulo está ficando indefensável" diz ele em mais uma colocação indevida. Para Huck a situação de São Paulo não "está ficando indefensável" e sim ficou indefensável de uma hora para a outra devido a algo que lhe aconteceu. Este é indício da perspectiva individualista do pagador-de-impostos-cumpridor-de-seus-deveres Huck que tudo resolve com a cívica (ou seria cínica) pergunta clássica de um pretenso jogo de esconde: "onde está a segurança no nosso país? Onde está a polícia? Onde estão os heróis que tem de nos salvar?!". Não vem nenhum não, Luciano, não tem, não existe herói assim. Mas ele quer é a polícia mesmo, a "Tropa de Elite", para resolver seu problema do assalto de motocicleta nos Jardins agora, já, em 30 dias. Quer discutir segurança pública de verdade dizendo isto? Boa, filhão. Não sou nenhum perito no assunto mas imagino que a violência urbana não pode ser resolvida com seriedade em 30 dias a não ser que a idéia de Luciano seja cercar os Jardins com um imenso muro lotando o bairro de tanques de guerra e viaturas policiais. Não acho que ele acharia má idéia. De fato, Luciano: talvez seja a hora de construirmos o muro. Neste ponto é feliz a observação de um leitor da &lt;i style=""&gt;Folha&lt;/i&gt; que no dia seguinte da publicação do artigo que Huck afirmou que este poderia ter sido mais direto e perguntado estaria a Tropa &lt;i style=""&gt;da&lt;/i&gt; Elite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Aí encontro um parágrafo cômico em meio a toda esta aguda e inteligente análise política do nosso complexo país. O amigo exacerba sua missão social de apresentador de tentar fazer este país se tornar mais “bacana” divertindo na TV e trabalhando na direção de uma ONG séria. Huck se diz alguém que não está indignado com a perda de seu rolex, mas sim como uma pessoa que "de certa maneira" dirigiu a sua vida e sua energia para ajudar a &lt;i&gt;construir &lt;/i&gt;um cenário mais &lt;i&gt;maduro&lt;/i&gt;, mais &lt;i&gt;profissional&lt;/i&gt;, mais &lt;i&gt;eqüilibrado &lt;/i&gt;e &lt;i style=""&gt;justo&lt;/i&gt;. Admira-me a maneira que este o faz. Seu programa realmente detém os aspectos mais maduros da TV brasileira e engrandece o povo tornando o Brasil mais bacana. Sinceramente. O "Caldeirão" é o que existe de mais imaturo na TV brasileira e representa a nossa ânsia de se alimentar com uma cultura que mais parece uma massa disforme verde-acinzentada que é amontoado de sexo, fofoca, sexo, música subformada, repetitiva e sem nenhum conteúdo, sexo, entretenimento importado americano, sexo, pernas e seios femininos, sexo e uma pitada de humor zorra-total. Triste que Huck ache mesmo que está construindo ou contribuindo para construir um cenário mais justo ou maduro no nosso país. Ele é provavelmente um visionário; ele e a Dani Bananinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Ah! Mas ele mantém uma ONG séria! Ah, ok, a cidadania não é só pagar impostos, é também ser obrigado a ter uma ONG-desencargo-de-consciência. Faço das palavras de Thiago Candido da Silva, diretor do DCE livre da USP, as minhas: "A solução não é a repressão, e sim a distribuição maior de renda e de oportunidades. E não é meia dúzia de pessoas em curso de cinegrafia que irá mudar a situação". Que eu saiba bailes ou leilões (d)e caridade nunca conseguiram resolver essencialmente qualquer problema social mesmo porque se o tivessem conseguido não teríamos mais uma dezena deles por semana nas colunas sociais. E fazer parte disso não te dá carteirinha cativa de cidadão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Seguindo o global constata debilmente uma afirmação genuína: a existência de desigualdades no Brasil. Pergunto-me se não deveríamos conferir a este genial pensador alguma espécie de prêmio por constatar algo tão inédito. Parabéns Luciano, descobriu a América.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;"Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia?". Luciano Huck está à procura de um salvador da pátria e isso me dá medo. Não imagino o que ele tem na cabeça quando diz isto. É o velho personalismo político brasileiro que desconsidera a existência da política das idéias e não das pessoas em sua acepção mais bela? Ou seria um neomessianismo estilo Canudos? Não vai ser um "salvador" que resolverá o problema de nossa pátria, caro amigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;E não é só esta afirmação de Luciano Huck que me assusta. Ainda pergunta qual seria a lógica de algumas coisas dentre elas "um par de 'extraterrestres' fortemente armados desfilando pelos bairros nobres de São Paulo" e isso me parece a mais simbólica e forte afirmação do apresentador do "Caldeirão" no que diz respeito à natureza simplista e arrisco dizer elitistamente tapada (pois acredito que é possível talvez um pensamento elitista menos imbecil, sem entrar neste mérito) do seu ideário. Usar a expressão "extraterrestres" o denuncia completamente e mostra como Huck deseja que o muro seja construído o mais rápido possível&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e que os seus assaltantes fiquem bem enfiadinhos no barraco onde nasceram vendo seu programa e mandando cartinhas para terem o carro reformado. Em vez disso ficam “desfilando” fortemente armados pelos bairros que não os pertencem – crime! Que chamem a "Tropa de Elite” e seu fascista capitão Nascimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Nosso colega não deseja a solução mais justa, mais madura ou mais "bacana" para nosso país e sim a mais adequada e mais "bacana" para ele próprio, a mais rápida, o muro. O franciscano Huck está envergonhado de ser paulistano? Deveria estar, em vez disso, envergonhado por ser Luciano Huck depois de escrever tamanhas bobagens. A mistura deste caldeirão passou do ponto.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-987385815324025071?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/987385815324025071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=987385815324025071' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/987385815324025071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/987385815324025071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/20.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-6252689557623922700</id><published>2007-10-08T18:41:00.000-03:00</published><updated>2007-10-08T18:47:29.132-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciano Huck'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a história continua. Minha confusão também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou anexar aqui links para dois textos. O &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=386880"&gt;primeiro&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; escrito por Férrez na &lt;/span&gt;Folha de São Paulo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; de hoje. O autor é conhecido como um escritor da periferia da metrópole paulistana que retrata e conhece seu cotidiano. O &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/10/entre-hobsbawm-e-huck.html"&gt;segundo&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; texto foi escrito também para a &lt;/span&gt;Folha&lt;span style="font-style: italic;"&gt; por Nelson Ascher, poeta, tradutor e jornalista formado em administração de empresas pela FGV.&lt;br /&gt;Essa polêmica vai longe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-6252689557623922700?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/6252689557623922700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=6252689557623922700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6252689557623922700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6252689557623922700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/e-histria-continua.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-5970900861826565679</id><published>2007-10-07T23:02:00.000-03:00</published><updated>2007-10-08T00:08:44.869-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciano Huck'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;19.&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O caldeirão não tem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mais &lt;/span&gt;vergonha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RwmTKXitVFI/AAAAAAAAAEI/UNJ6iBhl3Zg/s1600-h/entrevista1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RwmTKXitVFI/AAAAAAAAAEI/UNJ6iBhl3Zg/s400/entrevista1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118784257810846802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"O apresentador Luciano                      Huck diz que as reações&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;                    negativas a seu desabafo depois de um assalto&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;                    partiram de quem não conhece a periferia"&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Subtítulo da entrevista de Luciano Huck à Veja deste sábado 6 de outubro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ele  falou de novo, o Luciano Huck. Vocês desculpem a minha obcessão contudo não posso deixar de lado as palavras de um senhor que além de ter cursado pelo menos algum tempo da mesma faculdade que eu ainda esteve no mesmo colégio que eu. Espantoso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fiquei muito confuso quando li a &lt;a href="http://arquivoetc.blogspot.com/2007/10/veja-entrevista-luciano-huck.html"&gt;entrevista de Huck à Veja&lt;/a&gt; neste sábado. O global falou bonito sobre a importância da educação para o país e que todos temos que fazer alguma coisa. Dissertou sobre a importância de não termos um estado penal e sim um com enfoque na educação, com enfoque em projeto para a educação. É o "Cristovam Buarque" do "Caldeirão" que não está nem aí para as bobagens que falaram. Disse já foi milhares de vezes mais para a periferia para gravar quadros de seu programa e passa de carro com vidro aberto na Rocinha. Ele afirmou que ouve, ouve muito, e conhece a realidade brasileira.&lt;br /&gt;Não sei se vale a pena ficar falando sobre esse meu colega. Para mim é evidente que esse discurso não passa de uma bem-feita &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pasteurização &lt;/span&gt;das besteiras que Luciano Huck escreveu e nada mais porque continua fazendo uso de lugares comuns, de máximas, assim como todo entendedor-de-tudo. Se travestiu agora de justamente o que buscava no artigo, de salvador da pátria. Não acham? Olha a cara dele na foto que eu coloquei aqui para vocês verem.&lt;br /&gt;Em vez de procurar respostas nessa entrevista o nosso herói nos dá, e é por isso que eu fiquei confuso. No lugar de perguntar ele responde e vejam só que instrutivo, responde com coisas que quem tem o mínimo de discernimento já sabe sobre o nosso país: é evidente que precisamos democratizar o acesso à educação. Claro que o filho do assaltante tem de ter oportunidade de entrar na faculdade que quiser, isso é óbvio. Huck agora quer posar de bom-moço, de bastião da razoabilidade. Para mim Luciano não passa de um hipócrita.&lt;br /&gt;Como tem coragem em falar de educação conduzindo seu programa desta maneira? Como tem a panca de vir dizer que conhece mais da realidade brasileira do que qualquer um que o criticou? Este homem que trabalha para a Globo tem a pachorra de vir falar em mudança social?&lt;br /&gt;Seu programa e suas atitudes como homem público só vem contribuir para o estado aleijado que nosso país se encontra, aleijado justamente do que ele pede, educação. Não cabe aqui descer a lenha no "Caldeirão" mais uma vez mas me indigna este vendedor, que é exatamente o que Huck é, um vendedor de produtos muito hábil, vir aqui dizer disso tudo.&lt;br /&gt;Luciano você pode ouvir o quanto você quiser, não vai resolver o problema. Pode fazer quantas ONGs quiser, não vai resolver o problema. Enquanto você não perceber que trabalha para o contrário do que deseja estará remando com um cabo de vassoura, sem sair do lugar.&lt;br /&gt;Das duas uma: ou Luciano Huck está no lugar errado e mal-instruído não passando de um ingênuo bem-intencionado ou tudo o que disse de fato é uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pasteurização &lt;/span&gt;e o que deseja realmente é um estado policial, que o cap. Nascimento de "Tropa de Elite" construa um muro em volta de sua sociedade perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ainda estou sobre isso matutando. Não acho que este texto tenha ficado especialmente bom. Me sinto como um peixinho dourado que caiu fora do aquário - realmente sinto-me confuso com esta entrevista, me debatendo comigo mesmo para tentar verificar em ponto este colega me pegou, porque ele me pegou em algum ponto. Ainda me sinto driblado. Tento me sentir superior, é inútil, não o sou. Preciso de uma dose de autocrítica, talvez realmente eu seja um mané como ele disse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-5970900861826565679?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/5970900861826565679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=5970900861826565679' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5970900861826565679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5970900861826565679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/19.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RwmTKXitVFI/AAAAAAAAAEI/UNJ6iBhl3Zg/s72-c/entrevista1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-5469266854733372730</id><published>2007-10-02T18:51:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T21:24:44.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciano Huck'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;18.&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Acho que nunca escrevi aqui em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;PdO &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;qualquer texto que tratasse de assuntos de ordem nacional. Todos os escritos que acabei de rever são sobre o cotidiano escolar, a juventude, a universidade - nunca seriamente sobre algo de importância e interesse comum a muita gente. É verdade que a greve e a ocupação de maio na USP ocuparam uma parte significativa dos noticiários mas tenho de diz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;er que era meu dia-dia; estava lá. Se eu nada falasse seria omisso, penso. Porém não me atrevi a dissertar sobre o Lula, sobre o Renan ou sobre qualquer tema da política nacional. Acho pretenciosa e ambiciosa tal tentativa e creio que sobraria leviandade se eu o fizesse. Deve ser medo e é bom que este aqui tenha lugar e eu seja contido de falar bobagens sobre assuntos que merecem ser tratados com um entendimento de uma complexidade que eu ainda não consigo apreender.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Entretanto surg&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;e algo nesta segunda-feira (1º/10/2007) que desperta profundamente meu interesse e minha vontade de escrever. É possível que seja algo ainda limitado mas de fato é o mais longe que me permito ir em análises de cunho externo (em relação ao toque do meu olhar). Um colega acadêmico do Largo sofreu uma situação limite em sua vida e em um jornal de grande tiragem fez um desabafo. Seu nome: Luciano Huck.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;A história foi &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" href="http://revistaquem.globo.com/Quem/0,6993,EQG1644349-3428,00.html"&gt;essa&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;. O desabafo está &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0110200708.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; (quem não conseguir acessar mande-me um email em fbritocruz@gmail.com que eu mando o texto na íntegra). Comentarei o texto de Huck - verem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;os do que ele e eu somos capazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RwL3SnitVEI/AAAAAAAAAEA/x9I8Y3R5eWo/s1600-h/lucianohuck.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RwL3SnitVEI/AAAAAAAAAEA/x9I8Y3R5eWo/s400/lucianohuck.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116924025870570562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O caldeirão e sua vergonha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lamento muito por esta situação limite que passou o colega Luciano Huck. Companheiro das Arcadas, o apresentador paulistano não merece, assim como ninguém merece, ser de tal maneira achacado, roubado, importunado de maneira tão violenta e medonha. É evidente que a atitude de seus algozes é criminosa e esse passa longe de ser o mérito desta discussão. O problema é que o global decidiu escrever, desabafar, e, penso eu, cometeu alguns atos-falhos e pecou em diversos pontos de sua análise. Sinceramente achei triste - quiçá ridículo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Começa sua análise imaginando o que ocorreria se o pior tivesse acontecido. De maneira mórbida narra o acontecimento e é evidente a carga emocional destas primeira passagens. O problema chega quando Huck se diz indignado e começa a clamar bordões e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;palavras de ordem &lt;/span&gt;&lt;span&gt;clichês&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt; É fatal quando faz a conexão "pago todos meus impostos, uma fortuna" com "como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa"; é o começo de todo um raciocínio simplista, desesperado e patético cheio de lugares comuns indevidos. Esta conexão argumentativa representa a chave para o entendimento do pensamento do apresentador. Ele paga todos os impostos; sua dívida está quitada com tudo. Ele paga para isto não acontecer. Paga e diz que o "resultado" de os pagar é um assalto que lhe ocorreu. Penso que deveria observar melhor se este assalto é mesmo o resultado disto ou de alguma outra coisa. Seu raciocínio para quando acaba seu interesse e este é estritamente pessoal. Confunde cidadania, ser cidadão, com o simples ato de pagar "tudinho" de seus tributos - despreza o resto das acepções da palavra. Pergunto-me aqui como conseguiu realizar algumas matérias na faculdade sem saber definir com o mínimo de razoabilidade tais conceitos.&lt;br /&gt;Percebe em seguida que a situação de São Paulo "está ficando indefensável", justamente esta cidade que adora, que nasceu. A mim parece-me mais uma vez indevida tal colocação. A situação de São Paulo não "está ficando indefensável" para Huck e sim ficou indefensável de uma hora para a outra devido a algo que lhe aconteceu (ou "algos", no plural, pois, segundo ele foram três assaltos próximos do próprio na cidade no mesmo dia). Este é indício da perspectiva individualista do pagador-de-impostos-cumpridor-de-seus-deveres Huck que tudo resolve com a cívica pergunta clássica de um pretenso jogo de esconde: "onde está a segurança no nosso país? Onde está a polícia? Onde estão os heróis que tem de nos salvar?!". Não vem nenhum não, Luciano, não tem, não existe herói. Mas ele quer é a polícia mesmo, a "Tropa de Elite", para resolver seu problema, o problema de assalto de motocicleta nos Jardins em 30 dias - agora, já. Quer discutir segurança pública de verdade dizendo isto. Dizendo isto?&lt;br /&gt;Não sou n&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;enhum perito no assunto mas imagino que um problema como a violência urbana não pode ser resolvido com seriedade em 30 dias a não ser que a idéia de Luciano seja cercar os Jardins com um imenso muro anti-assaltantes lotando o bairro de tanques de guerra e viaturas policiais (ainda mais do que de costume e ainda mais das viaturas das empresas de segurança privada). Não acho que ele acharia má idéia. "Dois ladrões a bordo de  uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e  um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de  Barros para o infinito" diz ele. De fato, Luciano - vamos construir o nosso muro.&lt;/span&gt; É feliz a observação de um leitor chamado Fernando da Silveira que diz numa carta à Folha de São Paulo no dia seguinte que Huck poderia ter sido mais direto e perguntar em vez de "onde está a Tropa de Elite?" onde estaria a Tropa da Elite.&lt;br /&gt;Aí encontro um parágrafo cômico em meio a toda esta aguda e inteligente análise política do nosso complexo país. O amigo neste e em outros pontos exacerba sua missão social de apresentador de tentar fazer este país se tornar mais bacana divertindo na TV e trabalhando na direção de uma ONG séria. Huck se diz alguém que não está indignado com a perda de seu rolex, mas sim como uma pessoa que "de certa maneira" "dirigiu a sua vida e sua energia para ajudar a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;construir &lt;/span&gt;um cenário mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maduro&lt;/span&gt;, mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;profissional&lt;/span&gt;, mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eqüilibrado &lt;/span&gt;e justo". Admira-me a maneira que este o faz. Seu programa realmente detém os aspectos mais maduros da TV e da cultura brasileira e engrandece o povo tornando o Brasil mais bacana. Sinceramente. O "Caldeirão" (quem goste que me perdoe) é o que existe de mais imaturo na TV brasileira e representa a ânsia de se alimentar com uma cultura que mais parece uma massa disforme verde-acinzentada que é amontoado de sexo, informações supérfluas, sexo, fofoca, sexo, música subformada, repetitiva e sem conteúdo, sexo, entretenimento importado americano, sexo, pernas e seios femininos, sexo e uma pitada de humor zorra-total, aquele que suga seu cérebro e não te deixa pensar em mais nada. Triste que Huck ache mesmo que está construindo ou contribuindo para construir um cenário mais justo ou maduro no nosso país. Ele é um visionário provavelmente; ele e a Dani Bananinha.&lt;br /&gt;Ah! Mas ele mantém uma ONG séria! Ah, ok, a cidadania não é só pagar impostos, é também ser obrigado a ter uma ONG-desencargo-de-consciência. Faço das palavras de Thiago Candido da Silva, diretor do DCE livre da USP, as minhas: &lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;É um pensamento típico: apenas quando somos diretamente afetados, nos movemos em gritos esparsos, em passeatas sem sentido ou apoiando políticas de repressão intensa. A solução não é a repressão, e sim a distribuição maior de renda e de oportunidades. E não é meia dúzia de pessoas em curso de cinegrafia que irá mudar a situação". Bailes (d)e caridade nunca conseguiram resolver realmente qualquer problema mesmo porque se tivessem conseguido não teríamos mais uma dezena deles por semana nas colunas sociais. E fazer parte disso não te dá carteirinha cativa de cidadão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seguindo o global constata debilmente uma afirmação genuína: a existência de desigualdades no Brasil. Pergunto-me se não deveríamos conferir a este genial pensador alguma espécie de prêmio por constatar algo tão inédito. Parabéns Luciano, descobriu a América. Ainda nisso sua análise apresenta problemas por aproximar situações completamente diversas que nada tem a ver uma com a outra a não ser como um recurso parco para tentar demonstrar uma idéia desesperada. A desigualdade observada por Huck é pateticamente superficial, uma desigualdade de acontecimentos, não de causas, e isso deixa sua observação simplista. Sua emoção também o toma a medida que relata que "assaltos a mão armada sendos executados em série nos bairros ricos" - "em série"? Sem querer desvalorizar esta verdadeiramente odiosa situação que Huck passou transformar isto num acontecimento em série é algo que lhe foge a competência, o faz por emoção, por achar que seu problema é o maior de todos - disso não o culpo, mas não acredito ser verdade.&lt;br /&gt;"Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia?". Luciano Huck está à procura de um salvador da pátria e isso me dá medo. Não imagino o que ele tem na cabeça quando diz isto. É o velho personalismo político brasileiro que desconsidera a existência da política das idéias e não das pessoas em sua acepção mais bela? Ou seria um neomessianismo estilo Canudos? Isto abre espaço para idolatrias e defendo que estas nunca são muito boas, quando se tem um problema tão complexo quanto o Brasil, tão difícil quanto nossa realidade. Não vai ser um "salvador" que resolverá o problema de nossa pátria e sim todos nós se nos dermos conta de suas reais causas.&lt;br /&gt;E não é só esta afirmação de Luciano Huck que me assusta. Ainda pergunta qual seria a lógica de algumas coisas dentre elas "um par de 'extraterrestres' fortemente armados desfilando pelos bairros nobres de São Paulo" e isso me parece talvez a mais simbólica e forte afirmação do apresentador do "Caldeirão" no que diz respeito à natureza simplista e arrisco dizer elitistamente tapada (pois acredito que é possível talvez um pensamento elitista menos imbecil, sem entrar neste mérito) do seu ideário. Usar a expressão "extraterrestres" o denuncia completamente e mostra como Huck deseja que o muro que eu idealizei seja construído o mais rápido possível. Ele quer dizer que aqueles não pertencem aquele local apesar da Rua Renato Paes de Barros ser pública, não deveriam estar lá, deveriam estar enfiados nos barracos onde nasceram. Em vez disso ficam desfilando (como verdadeiras madames) fortemente armados pelos bairros que não os pertencem - que chamem a "Tropa de Elite", do filme que atua Wagner Moura, como se esta fosse a solução mais adequada.&lt;br /&gt;Percebe-se que nosso colega não deseja a solução mais adequada, mais justa, mais madura ou mais "bacana" para nosso país e sim a mais adequada e mais "bacana" para ele próprio, a mais imediatista, o muro (que equivale a nossas blindagens e aos nossos condomínios megafechados). O franciscano Huck está envergonhado de ser paulistano? Deveria estar, em vez disso, envergonhado por ser Luciano Huck depois de escrever tamanhas bobagens. A mistura deste caldeirão passou do ponto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-5469266854733372730?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/5469266854733372730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=5469266854733372730' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5469266854733372730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5469266854733372730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/18.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RwL3SnitVEI/AAAAAAAAAEA/x9I8Y3R5eWo/s72-c/lucianohuck.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-6782865474436267949</id><published>2007-10-02T00:18:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T00:19:18.458-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Peço desculpa pela atual escassez de posts mas isto é normal, creio eu.&lt;br /&gt;Em breve retorno com novidades interessantes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-6782865474436267949?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/6782865474436267949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=6782865474436267949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6782865474436267949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6782865474436267949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/10/peo-desculpa-pela-atual-escassez-de.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-8959242349542105969</id><published>2007-09-14T21:09:00.000-03:00</published><updated>2007-09-14T21:21:17.423-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RuslQE03BrI/AAAAAAAAAD4/MZB8QgZpPzE/s1600-h/117269412_9d3cdb2486_m.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RuslQE03BrI/AAAAAAAAAD4/MZB8QgZpPzE/s400/117269412_9d3cdb2486_m.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110219160285546162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agora fiquei com vontade de acrescer aqui algumas considerações que um grande amigo meu, André Vignola Zurawski, vulgo Nest, fez em minha companhia sobre o assunto do último post-texto (nº17), o teatro. Considerações estas que talvez passaram despercebidas pela minha análise da peça e que provavelmente seria interessante colocar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A questão é que existe a possibilidade de uma das intenções da peça ou de quem a fez fosse justamente a intenção passada, o sentimendo passado. Me parece razoável tal colocação à medida que não se trata de nenhum grupo tecnicamente defeituoso, muito pelo contrário. Nest abriu-me os olhos numa conversa franca na qual refleti sobre alguns pontos que aqui coloquei no domingo (9.8.2007), no post-texto 17. Esta abertura e ampliação do olhar deixa em xeque algumas de minhas críticas justamente pelo fato de que talvez a intenção fosse aquela; talvez queriam deixar-me irritado.&lt;br /&gt;E isso não é necessariamente ruim, apesar de incômodo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o incômodo muitas vezes não só é útil como engrandecedor.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Abraços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-8959242349542105969?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/8959242349542105969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=8959242349542105969' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8959242349542105969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8959242349542105969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/09/agora-fiquei-com-vontade-de-acrescer.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RuslQE03BrI/AAAAAAAAAD4/MZB8QgZpPzE/s72-c/117269412_9d3cdb2486_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-7294404420145575597</id><published>2007-09-09T17:17:00.000-03:00</published><updated>2007-09-10T22:07:35.068-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;17.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div face="trebuchet ms" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RuS5TMWhaHI/AAAAAAAAADg/65O2NrDhfbw/s1600-h/neweden.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RuS5TMWhaHI/AAAAAAAAADg/65O2NrDhfbw/s400/neweden.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108411616729327730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;"A partir daí brotam obras e mais obras incompreensíveis, comparadas a quadros infantis ou mesmo pintados por elefantes prodígios. Ou uma exposição simplesmente repleta de cenas e mais cenas de sexo explícito. Porque um pouco de sexo é sempre bom.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;O sexo é insistentemente usado pelos nossos estimados artistas pós-modernos. Dificilmente você vai encontrar uma exposição que não tenha uma imagem ou um texto falando desse tema tão corriqueiro. Um tema tão “revolucionário e escandaloso” agora virou corriqueiro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Eu não me choco com sexo. Eu sou bombardeado noite e dia por sexo. Revolucionário pra mim seria justamente não falar de sexo. Seria tentar ao menos manter um mínimo de discrição sobre a sua vida sexual, ou a dos outros. Mas é claro que eu sou só um reacionário moralista que sonha com um mundo em que um artista não berre por aí as experiências que teve com conchas, travestis romenos e arroz integral.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Essa busca pelo “novo”, pelo que irá quebrar todo o sistema vigente acaba gerando um outro tipo de movimento. Um movimento em que a causa perde a importância, e que o próprio “movimento” se fortalece. Não interessa muito pelo que você luta, o importante é justamente lutar. Cria-se a “revolta pela revolta”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;E essa “revolta pela revolta” evidencia que estamos no meio de uma corrente cultural seca, simplesmente desprovida de qualquer idéia ou causa na sua base. O simples ato de rebeldia gratuita é a estrutura do contexto intelectual em que estamos inseridos. Não existe nem razão para se discutir, porque não há o que se discutir. Muitas dessas pessoas envolvidas nos pós-modernismo não têm idéia de por que estão fazendo o que estão fazendo. É preferível ao menos um estúpido que não faz nada, do que vários estúpidos que se juntam com outros estúpidos pra fazerem estupidez.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, eis o vosso pós-modernismo: um monte de estupidez."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Começo este texto citando meu grande amigo Benjamin. Perfeita a sua colocação sobre o sexo, absolutamente perfeita, e gostaria muitíssimo de manifestar meu apoio à estas palavras que talvez tenham passado incólumes por quem leu "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;O Pós-Modernismo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;", post do próprio Benjamin.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É claro que ele e eu somos desimportantes, não entendemos nada de arte seja ela dramática, plástica, cinematográfica ou mesmo arquitetônica. Nossa opinião leiga é imbuída com ingenuidade e sinceridade de quem não entende ou entende errado o que vê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você caro leitor deve estar a se questionar o que o Chico quer dizer desta vez colocando este trecho benjamínico e o comentando puxando para esta parte artística que o texto carrega. O Chico quer tratar aqui diretamente de teatro. De uma peça que ele viu com Benjamin e com toda a família Chico neste sábado dia 8 de setembro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O nome da peça? "El Truco". O lugar? Espaço Satyros 2, na Praça Franklin Roosevelt. O enredo? Na Segunda Guerra Mundial diversas pessoas estão trancadas num bunker para se proteger dos bombardeios e das batalhas. Estas se propõe a encenar "Sonho de uma noite de verão", de Shakespeare. O tema? Uma batalha entre ficção e realidade; uma demonstração da loucura; da "vida como ela é"; do nosso lado animal; das máscaras-personagens que usamos; uma visão sobre o mundo louco que quer que sejamos isto ou aquilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não quero dizer que este tema seja de pouca importância muito menos que estes questionamentos não devem ser levantados contudo tenho de admitir que a peça para mim foi um martírio. Nenhuma cena passava sem a menção, simulação ou propriamente exibição explícita de algum aspecto sexual qualquer que seja. Não existiu um momento em que as falas, os movimentos, os corpos, os olhares ou as andanças em cena não passassem uma conotação extremamente sexual e vulgar. Para mim isto não é qualidade, não é vantagem.&lt;br /&gt;Parece muito carola, muito ridículo, muito conservadoramente podre e retrógrado esse meu ataque ao excesso de sexo. Eu não me importo que seja. Me importo com a minha incapacidade de prestar atenção em um enredo com tantos floreios sexuais. Só consegui abstrair alguma coisa daquela encenação pelas minhas conversas posteriores com as pessoas pois na hora eu só pensava em levantar e ir embora.&lt;br /&gt;Fiquei durante um bom tempo me perguntando o porquê da minha extrema repulsa a tudo isso. É complicado criticar principalmente sendo leigo. Muitos diriam que eu deveria ter retirado meus filtros-de-preconceitos antes de entrar na peça e é por aí que eu começo. Preconceitos? Preconceitos tem contra o que digo aqueles que me acusam de carola e retrógrado. Mais despido de preconceitos que fui impossível justamente indicado pelo fato de eu não ter ficado chocado com a enxurrada sexual e sim irritado. Para mim parecia totalmente descabido e desnecessário contar aquela história daquela maneira. Fui sem nenhum preconceito e o que vi, puramente falando, foi um punhado de cenas sexuais que para mim nada acrescentaram. Pareceu-me justamente o "choque pelo choque". O único problema é que minha geração não se impressiona com sexo do mesmo jeito que a dos meus pais. Nasci do sexo. Cresci com sexo na TV. Sexo transpirando pelo computador, pelos outdoors, pelo rádio, pelas músicas, pelas baladas, pelas gírias. Tudo fala de sexo. Os filmes que eu assisto só tem sexo. Como diz o Benjamin, revolucionário para nós (faço das palavras dele as minhas) seria não falar de sexo, não contar as coisas com sexo.&lt;br /&gt;O que seria pra chocar, para me causar impressão aflitiva causou-me vergonha. Não vergonha pudica, vergonha de carola, de virgem da igreja da Santa Maria Imaculada Conceição mas uma vergonha relacionada com a falta de lugar deste sexo, com seu descabimento. Uma vergonha de estar tão insanamente inseguro observando aquilo que para mim não fazia o menor sentido.&lt;br /&gt;Não entendo o sexo desta maneira. Não entendo a quantidade de vezes que este apareceu na peça. Se foi para insinuar um clima de loucura e de insanidade da guerra não me pareceu convincente pois não me parecia um sexo sujo ou desesperado mais luxurioso e insinuante. Imagino que na guerra, em qualquer uma, cenas de violência sexual sejam comuns, mas cenas secas, duras, com muito choro, raiva, tristeza, tragicidade. Não consegui captar isso nas insinuações orgiásticas do grupo.&lt;br /&gt;Não entendi a necessidade de mostrar os seios de algumas atrizes. Não entendi a necessidade de simular masturbação em uma dancinha patética. Não entendi a necessidade do uso de um pênis de borracha numa simulação do ato sexual no qual o portador do membro vestia máscara de cavalo. Isso era pra quê?&lt;br /&gt;É possível mostrar tudo o que foi mostrado de outro jeito, tenho certeza. É evidente que é possível argumentar que tal jeito seria, de uma maneira ou de outra, totalmente diferente do antigo mas para mim isto não representaria perda e sim melhora. Melhora por que não precisamos que realizem tal ultraje à nossa imaginação, à nossa capacidade de criar metalmente o clima. Não sinto apuro por questionar as coisas desta maneira.&lt;br /&gt;Pergunto-me verdadeiramente qual é a intenção de uma peça teatral que tem como platéia um público evidentemente leigo, um público que não escreve, atua, dirige ou estuda teatro. Presumo que as peças tem como objetivo (não sei se é a melhor palavra) uma comunhão ator-platéia com o intuito de relatar alguma mensagem; uma espécie de envolvimento em razão de um questionamento, seja trágico, cômico ou romântico, da realidade; um corte interessante da mesma; uma nova visão; uma crítica à um aspecto presente, passado ou até futuro. Só presumo. Esta peça não teve tal efeito em relação à mim. Os temas que ressaltei foram uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tentativa &lt;/span&gt;de recorte mas não posso dizer que tal tentativa foi bem feita. Esse envolvimento, essa comunhão, esse "passar algo", não conseguiu me atingir. Cavei raso. Para passar tudo aquilo seria extremamente necessário tal leitura sexual?&lt;br /&gt;É isso que venho discutir. Não a relevância dos questionamentos pretensamente trazidos mas esse desastroso jeito de ver tais questionamentos. Porquê todo tipo de inovação artística polêmica tem de passar pelo sexo?&lt;br /&gt;Para mim sexo não é mais tabu. Devo estar cometendo milhares de crimes psicológicos freudianos e de crítica teatral com este texto mas eu não me importo. Me revolto com a necessidade que têm-se por todo o lado de se falar sobre esse assunto. Tesão reprimido.&lt;br /&gt;Bombardeam-nos pelo lado "pop" ou "de mercado" da cultura com os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;humps &lt;/span&gt;da Fergie e pelo lado underground dos teatros da praça Roosevelt.&lt;br /&gt;E agora? Onde me esconderei? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Num bunker&lt;/span&gt;? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que tal encenarmos "Sonho de uma noite de verão"&lt;/span&gt;? Nossa, mas que idéia, cara. Boa mesmo, filhão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-7294404420145575597?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/7294404420145575597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=7294404420145575597' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/7294404420145575597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/7294404420145575597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/09/17.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RuS5TMWhaHI/AAAAAAAAADg/65O2NrDhfbw/s72-c/neweden.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-385172177364453608</id><published>2007-09-08T01:17:00.000-03:00</published><updated>2007-09-08T01:37:03.703-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;font-size:180%;" &gt;16.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RuImyMWhaGI/AAAAAAAAADY/ezb_hC7nKwo/s1600-h/Allisvanity.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RuImyMWhaGI/AAAAAAAAADY/ezb_hC7nKwo/s400/Allisvanity.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107687571142568034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Mas eu me divirto com esse blog, admito.&lt;br /&gt;Acho engraçado algumas situações que você se vê tendo um blog e refletindo sobre a própria humildade que todos que escrevem deveriam ter. Bom, no final tudo se acerta, o justo acaba emergindo.&lt;br /&gt;Uma das coisas mais chatas ou engraçadas (como preferirem) é contar para as pessoas que você possui, constrói, desenvolve, escreve ou tem um blog. No fundo no fundo não faz a mínima diferença. A pessoa vai, dá uma olhadinha, lê o último texto, solta um comentário e pronto, trabalho cumprido. É como jogar um peixinho pra aquela foca amestrada. Muito bem Floopsie, muito bem!&lt;br /&gt;Falando isso fico com a seguinte impressão de mim mesmo: "mas esse cara é bem malandro, fala essas coisas e ainda esnoba quem entra naquele blog dele! Quem ele pensa que é? O Jabor? Mainardi? Simão? Bonner? Fica falando que não quer falar que tem blog e depois diz que tem que valorizar o que se escreve! Não faz nenhum sentido! Além de prepotente é burro!".&lt;br /&gt;Não desautorizo estas acusações mas queria enfatizar que o sentido não é esse. Acredito profundamente no que escrevo, acredito que isto adiciona alguma coisa tanto para mim como para quem aqui acessa. Continuo crendo na dignidade do autor. No papel da humildade frente às críticas e comentários. Na discussão-construção espiral e em tudo o que já disse nos textos anteriores.  O que aqui tento dizer é que venho desacreditando nessa propaganda oral que se faz. O que se ganha é um leitor instantâneo e fujão que vem uma única vez lhe fazer o favor de um comentário. Oras. Se eu precisasse de favores eu pediria. Tá, ok, tem a possibilidade da pessoa não curtir e ir embora - mas então porquê deixa comentários de que gostou? A única pessoa que faz críticas mais diretas e estruturais aos meus textos é o Márcio e ele está de prova que nunca estas críticas entraram-me por um ouvido e saíram-me pelo outro.&lt;br /&gt;Não estou querendo falar mal dos leitores instatâneos também. Aqui faço crítica à propaganda verbal. Assintiva, pedinte, pedante, coercitiva. Propaganda essa que obriga, que lança mão do sujo recurso do "dá uma olhada". Todos temos direito de descobrir o que queremos ler sozinhos. Somos grandinhos e não precisamos de ajuda - certo? Certo? Não sei, de verdade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Eu faço - ou fazia, agora - este tipo de coisa. Achava necessário justamente para as pessoas notarem a existência de PdO, por exemplo. Agora vou pensar duas, não, três, vezes para fazê-lo de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-385172177364453608?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/385172177364453608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=385172177364453608' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/385172177364453608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/385172177364453608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/09/16.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RuImyMWhaGI/AAAAAAAAADY/ezb_hC7nKwo/s72-c/Allisvanity.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-67040494280495076</id><published>2007-09-05T01:28:00.000-03:00</published><updated>2007-09-05T01:50:28.079-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/Rt41QMWhaEI/AAAAAAAAADI/dglGTXyx4wE/s1600-h/Multiplication_of_the_Arcs.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/Rt41QMWhaEI/AAAAAAAAADI/dglGTXyx4wE/s400/Multiplication_of_the_Arcs.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106577579794589762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por volta desta data os primeiros escritos do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Palavras de Ordem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; completam 1 ano. O texto que já está em sua nona versão (e se encaminhando à décima) já não expressa mais completamente o que penso do Santa Cruz. Não que eu ache inútil, longe disso. A questão é que penso que as coisas são mais complexas do que eu as coloquei lá e não estou me dando por satisfeito com somente aquelas idéias. É preciso ir mais longe. Mais pesquisa, leitura, conversa. Não só para entender este colégio como a minha, a nossa, comunidade; essa classe média paulistana tão próxima, tão shoppinianamente próxima.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;É evidente que volto um pouco mais agora aos assuntos da São Francisco mas isto não quer dizer que eu abandonei meu olhar ao Santa. Acho que dificilmente abandonaria. Acho importante este entendimento, esta compreensão, esta crítica. Algo que é tão intrínseco à mim não deve ser desprezado. É aquela etiqueta que colou já em mim: "Fez Santa Cruz", assim como eu disse em &lt;/span&gt;PdO&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, no capítulo 2, "&lt;/span&gt;O problema, o hoje&lt;span style="font-style: italic;"&gt;".&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E as coisas lá tem estado em constante mudança - cada vez num ritmo maior.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Talvez o que mais tenha me decepcionado a respeito do texto é que ele provocou muito menos discussões do que eu achara. Não estou falando de grandes debates ou enormes divergências de opinião entre centenas de pessoas, nada disso. Estou me referindo a conversas comigo, com os meus colaboradores. Não sei se estou sendo chato ou até mesmo cricri porém eu tenho a impressão que estas foram bastante insuficientes. Precisamos nos reunir e conversar. E uma conversa não se faz com só um lado gritando &lt;/span&gt;&lt;span&gt;palavras de ordem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar do nome faço tudo para este lugar seja um lugar de debates interessantes entre gente interessada. Obviamente acabo limitando bastante os temas devido ao meu caráter de autor do blog mas já disse e ressalto que qualquer pessoa que quiser aqui publicar qualquer coisa é só mandar no meu email (&lt;/span&gt;fbritocruz@gmail.com&lt;span style="font-style: italic;"&gt;) que eu publico. Também é óbvio que passa por um filtro mas digo que este é quase-somente gramatical. Reforço então aqui o pedido: o espaço está aberto, o canal esta aberto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Espero a participação ou, pelo menos, a leitura de vocês; já os considero amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-67040494280495076?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/67040494280495076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=67040494280495076' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/67040494280495076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/67040494280495076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/09/por-volta-desta-data-os-primeiros.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/Rt41QMWhaEI/AAAAAAAAADI/dglGTXyx4wE/s72-c/Multiplication_of_the_Arcs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-8413768879605198046</id><published>2007-09-02T16:05:00.000-03:00</published><updated>2007-09-14T21:09:25.664-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ocupação'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;15.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos,&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Esse post vem falar sobre fatos que aconteceram em minha Faculdade nos últimos dias. Como eu já descrevi em post anteriores movimento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;s sociais (MST, Educafro entre outros) realizaram manifestação na Academia criando enorme rebuliço. A tropa de choque entrou e realizou a &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.youtube.com/watch?v=Qia0cCEgYKo"&gt;desocupação na mesma madrugada&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;. Enormes debates e intensas discussões sobre tais acontecimentos começaram a ter lugar a partir deste momento e a direção do Centro Acadêmico XI de Agosto foi questionada se sabia ou não da manifestação e, se sabia, por que não havia avisado os estudantes. Ricardo Leite Ribeiro, o presidente do XI, em Conversa Aberta com os estudantes em conjunto com o diretor da Faculdade João Grandino Rodas, afirmou que os integrantes da gestão &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Fórum da Esquerda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;, que cumpre o mandato de 2007, sabiam d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;os planos de ocupação entretando não avisaram os alunos pela dificuldade do diálogo com os movimentos sociais e a possibilidade de que a notícia chegasse ao diretor que, sabendo de tudo, fecharia a São Francisco com o intuito de interromper a manifestação.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Os motivos ou não de Ribeiro não ter avisado ao corpo discente tratarei em meu texto mas o fato é que membros da oposição à esta gestão começaram a organizar uma Assembléia para discutir as ações do &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Fórum da Esquerda &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;e o resultado de tudo isto foi &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u324996.shtml"&gt;este&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;E é disso que pretendo tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.sampa.art.br/saopaulo/sitefotolargosfrancisco1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.sampa.art.br/saopaulo/sitefotolargosfrancisco1.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O que muito nos falta &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente devo expressar que não quero discutir fundamentalmente o fato do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fórum da Esquerda&lt;/span&gt; saber ou não da manifestação de 24 de agosto. Meu objetivo com este texto não é relevar as positividades ou negatividades da atitude deste grupo até porque em meu entendimento estes se encontraram numa verdadeira "sinuca de bico" e isso temos de considerar para analisar os fatos. Por um lado se a gestão avisasse os alunos cumpriria sua premissa de os representar plenamente discutindo assunto de capital importância dada a magnitude das manifestações planejadas e até talvez conseguindo importantes aliados neste movimento - mas correria sério risco de um aviso ao diretor João Grandino Rodas, que fecharia a Faculdade aos movimentos o que causaria uma traição direta à Carta-Programa da própria gestão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fórum da Esquerda&lt;/span&gt; que tem como uma de suas premissas essenciais o apoio àquele tipo de movimento. Por outro lado se a gestão não avisasse os alunos, o que de fato ocorreu, esta deixaria a manifestação adentrar a Faculdade sem obstáculos, de surpresa, assim cumprindo com o seu apoio já manifestado à tais movimentos - porém ferindo seriamente sua relação com o corpo discente que, evidentemente, entrou em fúria com o fato de ter sido pego de surpresa por um órgão que teoricamente os representaria. E esta relação, este vínculo, de fato feriu-se bastante. Temos de ter em mente que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fórum&lt;/span&gt; tinha noção da dimensão política de seus atos e é óbvio que considerou que provavelmente a reeleição neste ano após a tomada desta decisão seria uma quimera. Além disso é preciso pensar que, apesar desta decisão em especial ter conseqüências tão peculiares e grandiosas, este grupo agiu de forma coerente com suas promessas incluídas em sua Carta-programa. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fórum da Esquerda&lt;/span&gt;, eleito democraticamente em 2006, foi justamente colocado na posição que ocupa pelas promessas que fez e, pensando desta maneira, representou assim os alunos que o elegeram. Coerência e honestidade são qualidades que percebi nestes atos (além de uma espécie de suicídio político) e não traição e mau-caratismo e é nisso que fundarei meus argumentos em relação às atitudes que se seguiram dos grupos de oposição à gestão do XI encabeçada pelo presidente Ricardo Leite Ribeiro.&lt;br /&gt;Disseram que a atitude do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fórum&lt;/span&gt; de Ribeiro foi antidemocrática, crápula e traidora em relação aos estudantes mas penso que a decisão da convocação da Assembléia Geral Extraordinária e as deliberações desta foram ainda mais antidemocráticas e arrisco dizer ilegítimas. Além das inúmeras ilegalidades que levam a Assembléia a ter de ser considerada nula e golpista não consigo conceber como o grupo de alunos se prostra de maneira tão ridícula, ingênua e submissa à grupos com interesses tão baixos.&lt;br /&gt;A destituição do presidente Ribeiro por uma Assembléia extraordinária teria tudo para ser adequada se o próprio tivesse desviado verbas do XI ou se sua gestão não cumprisse nenhuma das promessas que fez - o que evidentemente não acontece. Para mim está claro que grupos de oposição ao Fórum da Esquerda estão explorando a fragilidade da decisão política do Fórum além da conta, além do razoável. É razoável apontar uma baixa representatividade na atitude desta gestão observando o fato da omissão de informações acerca da ocupação. É razoável criticar tal decisão. É razoável dentro de um debate transparente e adequado colocar diversos ataques à burrice ou não dos atos de Ribeiro. Destituí-lo por cumprir suas promessas não é nem um pouco razoável.&lt;br /&gt;Nós estudantes de direito devíamos ser os primeiros a perceber os momentos que fazemos parte de uma manipulação. Não digo que esta seria uma manipulação descarada ou que o grupo X ou a chapa Y tem intenções de dominar o mundo e ficam freneticamente rindo enquanto seguram crânios. O que penso é que deveríamos refletir o que significa uma destituição de um presidente do XI que cumpriu (mesmo que de maneira duvidosa e, para muitos, burra) seu discurso. Significa que se quer por meio deste movimento massacrar a gestão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fórum da Esquerda&lt;/span&gt;. Não se contentam com uma justa e democrática vitória (que evidentemente acontecerá) nas urnas na próxima eleição que ocorrerá em outubro. Não, não, não é o bastante. É preciso esmigalhar a esquerda dentro da Faculdade - é preciso destruí-la com todos os métodos possíveis, mesmo que isso possa soar a alguns antidemocrático e golpista. Devemos varrer este grupo e este homem para fora do Largo para que nunca mais voltem.&lt;br /&gt;A verdade é que seus opositores sentem medo da esquerda. Sentem medo justamente na força idealista a que ela remete, principalmente nos calouros. Sentem medo de muitas outras coisas que aqui não quero falar. Mas sentem tanto medo que apoiaram até a entrada de alguns homens vestido de preto no solo sagrado da Academia. Este medo e o desejo ardente por poder é o que faz a oposição recorrer à tais medidas absurdas e insensatas, na minha visão.&lt;br /&gt;E o pior é que estes tem sido apoiados por muitos, muitos alunos, o que que me parece totalmente absurdo. Como não percebemos que estamos sendo utilizados para um açoiteamento político de um grupo que, por mais que tenha errado, merece e tem o direito de democraticamente cumprir seu mandato?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt; Como não nos entra na cabeça que este açoiteamento não é necessário e não é saudável para o debate político dentro da Academia?&lt;br /&gt;O Fórum da Esquerda? Que sofram ou aproveitem as conseqüências de seus atos nas urnas.&lt;br /&gt;A oposição? Que tome vergonha do que está fazendo profanando as Arcadas com discurso imoral e doentio se aproveitando do estado emocionalmente alterado pela presença do Choque no Largo.&lt;br /&gt;O que nos falta? Olhar para dentro de nossa mente e em volta. Estamos participando de algo que realmente podemos nos arrepender. É necessário examinar as intenções dos envolvidos e perceber que nossos atos podem estar sendo conduzidos sem sabermos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-8413768879605198046?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/8413768879605198046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=8413768879605198046' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8413768879605198046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8413768879605198046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/09/15.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-3423773975645686467</id><published>2007-08-30T01:14:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T01:41:51.603-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RtZGiMWhaDI/AAAAAAAAADA/XTmvHf-lCeQ/s1600-h/Reply_to_Red.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RtZGiMWhaDI/AAAAAAAAADA/XTmvHf-lCeQ/s400/Reply_to_Red.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104344780916222002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Deve estar muito chato ultimamente ler o Palavras. Estes meus últimos posts sobre punhetas filosóficas, sobre bases axiomáticas, premissas e sobre como eu vejo uma boa discussão ficaram cansativos e diferentes dos outros aqui presentes - estes últimos sempre sobre algum assunto mais concreto, plausível, e, assim, com uma maior probabilidade de ficarem mais interessantes e melhor argumentados.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Tem um grande problema em escrever estes textos com aquelas opiniões que neles estão.&lt;br /&gt;Em parte causa uma reflexão interna um tanto corrosiva e um início de falta de motivação. Acho que excesso de humildade também é prejudicial, talvez vire uma espécie de sensação contínua e eterna de vexame, de medo da sua produção sempre sair péssima ou voltada à um outro objetivo que não a relevância daqueles aspectos da realidade. Pesar a humildade e a prepotência provavelmente é o caminho contudo é bastante delicada essa balança.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Continuarei aqui no Palavras, evidentemente. Agora muito mais malvado comigo mesmo. Espero que isso dê resultados interessantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Ah! E acatarei a sugestão do Marcio. Numerarei os textos a partir dos posteriores à março deste ano começando no primeiro texto sobre a bomba "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Será mesmo o rebeldismo-sem-causa?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;". Não numerei nem os textos do Benjamin nem os recados, avisos e pequenas reflexos - a maioria feita em itálico como esta.&lt;br /&gt;Creio que desta maneira fica mais fácil o acesso e a identificação dos textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado,&lt;br /&gt;Chico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-3423773975645686467?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/3423773975645686467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=3423773975645686467' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3423773975645686467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3423773975645686467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/08/deve-estar-muito-chato-ultimamente-ler.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RtZGiMWhaDI/AAAAAAAAADA/XTmvHf-lCeQ/s72-c/Reply_to_Red.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-8259281868995591276</id><published>2007-08-28T00:40:00.000-03:00</published><updated>2007-08-28T00:47:45.443-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Este é um post rápido de felicidade.&lt;br /&gt;Hoje, às 00h40, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Palavras de Ordem&lt;/span&gt; acaba de receber o seu &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;500&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;º&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;visitante diferente atingindo um número de pessoas que eu nunca imaginei antes.&lt;br /&gt;Queria agradecer sinceramente a todos que prestigiaram a mim, ao Benjamin e à todos nossos contribuidores.&lt;br /&gt;Obrigado pela atenção e grande abraço,&lt;br /&gt;Chico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-8259281868995591276?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/8259281868995591276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=8259281868995591276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8259281868995591276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8259281868995591276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/08/este-um-post-rpido-de-felicidade.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-3017864637129667089</id><published>2007-08-25T23:59:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T01:38:24.450-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;14.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RtD0esWhaAI/AAAAAAAAACo/xf3JY2Ohl6w/s1600-h/J1107x1413-746.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RtD0esWhaAI/AAAAAAAAACo/xf3JY2Ohl6w/s400/J1107x1413-746.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102847185949648898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Amigos;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Me avisem se eu estiver errado nesta indagação, por favor - nesta eu realmente preciso da ajuda de vocês. Estou ciente do meu pedantismo com estes milhares de posts sobre a punheta filosófica - sobre o ter ou não base para se dizer algo e etc. É irritante mesmo para mim e como o Márcio meu amigo diz é um algo meio sem sal, sem polêmica. Talvez algo que nem realmente valha ser lido - ou escrito. É uma discussão em relação à um tipo de humildade que nem sei se chego a possuir. Tudo isso parece e provavelmente é uma tentativa desesperada de justificar todo o meu discurso, meio que adocicá-lo e torná-lo mais tragável, além de se tornar um ciclo de prepotência e "se achice" da minha parte. Gostaria que não fosse, sinceramente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Num breve passeio que fiz hoje sozinho pensei bastante sobre um assunto que está em voga na minha Faculdade. De quarta para quinta movimentos sociais ocuparam a São Francisco para protestar e foram retirados pela tropa de choque na madrugada. Uma intensa discussão entre calouros está acontecendo por emails e milhares de pessoas dão suas opiniões relevando os mais diversos argumentos. É interessante, é sim, mas isto me incomoda justamente no que tange aquela discussão sobre a falta de bases e tal. Pensei o seguinte durante o passeio.&lt;br /&gt;Supomos que a discussão sobre algo como isso deve ser construtiva, ou seja, o ideal é que falando e sendo ouvido eu possa clarificar minhas idéias e engradecer ou questionar minha própria opinião. Não há problema que esta opinião seja a mesma de outras pessoas contanto que eu pense nela e a tome com consciência. Se a discussão é uma construção como esta pode ficar se eu não tiver todos os tijolos, ou se estiver sem ferramentas, ou se os próprios construtores estiverem sem nenhum plano? Eu sempre preguei ardentemente a discussão aqui em PdO mas nunca tinha pensado na enorme importância de um bom silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Não sei se isto leva a alguma polêmica mas o fato é que percebi o quanto é necessário esse bom silêncio. Nós, os construtores, precisamos achar as ferramentas todas, procurar os bons materiais para o projeto - projetá-lo junto com o arquiteto - e concluí-lo observando a nós mesmos reparando se na nossa maneira de construir está incutido algum vício, algo impensado que possa fazer a construção sair pendendo para o lado e não para o alto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Ok, ok, a metáfora é estúpida. Aí entram milhares de perguntas e indagações importantes como o fato de a construção sempre ter de ser para cima (existe uma verdade a ser buscada?) e a questão de realmente sermos diferentes uns dos outros implicando assim que as nossas características muitas vezes são indissociáveis de nós mesmos. Mas eu não estou querendo ir por aí. A construção é para cima não em direção à verdade mas em direção à uma reciprocidade verdadeira e  reflexiva que adentra nos construtores.  Não defendo também a abstração total da nossa individualidade mas sim a assimilação da humildade frente ao outro e frente à si mesmo. Antes de se dizer que o discurso de alguém é "vazio e cliché" penso que deveríamos ter a autocrítica para pensar se o nosso é e a coragem de - se o for - admiti-lo. Quando falo de vício penso não em coisas que podem ser curadas pois, como se diz, um alcóolatra nunca deixa de o ser, e sim penso no que temos em nossa cabeça e termos de ter consciência disso e saber a sua procedência. Controlar o vício e submetê-lo em relação à uma consciência razoável - não necessariamente racional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Nossa; estas últimas duas frases não ficaram boas. Acho que adentro questões filosóficas superficialmente e se realmente o fiz peço perdão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Esta que apresentei é a minha mais sincera opinião. Não justificarei que "é só um devaneio de sábado" ou "é só um rabisco neste caderno" pois estes escritos não o são. Tá lá é para ser lido e não devemos nos justificar diminuindo a importância do que escrevemos ou falando que é "só" um devaneio ou uma "frase solta". Ninguém escreve o que acha imbecil ou algo que não dá valor - não faria sentido eu gastar meu tempo tentando defender aqui algo que não julgo importante ou pertinente. Essa é uma hipocrisia que me irrita pois o que escrevemos tem valor, e muito. Não considero quando leio que "estes escritos são só uns sonhos e viagens" ou qualquer coisa do tipo. Se a pessoa resolveu sentar o traseiro e escrever no maldito computador é porquê tinha alguma motivação, é porquê acha que o que vier a escrever vai acrescentar ou algo a alguém ou algo a si mesmo. Então por quê estes trejeitos inúteis e floreadores de uma realidade inexistente? Para mim o texto mostra o que a pessoa acha e o que ela quer dizer sobre aquele determinado assunto. Todos eles tem compromisso diluído na essência. Creio que devemos admitir e assinar com sinceridade e dignidade nossos pensamentos. "Mas tem gente que não consegue passar o que quer escrevendo", diriam-me alguns. Eu pergunto: Então porquê raios resolveu escrever, filhão?&lt;br /&gt;E que sofram as conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-3017864637129667089?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/3017864637129667089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=3017864637129667089' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3017864637129667089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3017864637129667089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/08/amigos-me-avisem-se-eu-estiver-errado.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RtD0esWhaAI/AAAAAAAAACo/xf3JY2Ohl6w/s72-c/J1107x1413-746.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-9135474687412967515</id><published>2007-08-19T20:28:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T01:39:23.576-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;13.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bom, este é outro texto que eu resolvi escrever sobre aquela bomba do início do ano. Fora de hora? Talvez. Eu senti um pedantismo no meu texto e não fui capaz de retirar, por favor relevem esta consciência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;font-size:20;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;font-size:20;" &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A hipótese do soluço cíclico do sistema&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;font-size:20;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i style=""&gt;Soluço&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;: ² (...)  fenômeno reflexo que se manifesta por contração espasmódica e involuntária do diafragma, seguida de movimento de distensão e de relaxamento, pelo qual o pouco ar que a contração forçara a entrar no peito é expulso com ruído característico. (...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dicionário Houaiss&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;"&lt;span class="textoeditorial"&gt;As coisas precisam mudar para continuar as mesmas”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="textoeditorial"&gt;&lt;b style=""&gt;Personagem de Alan Delon em “O Leopardo” (Il Gattopardo) de Luchino Visconti (&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="titulo01b"&gt;&lt;b style=""&gt;1963)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Devo admitir que tenho outra análise, outra hipótese de análise, para este caso da bomba. Esta que mostrarei neste texto se conecta e toca muitas vezes a análise feita no texto anterior, mas tem uma abordagem diferente que penso ser mais abstrata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tese?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;"A bomba é como um soluço de um micro sistema ligado ao sistema capitalista pós-moderno – complexo? Nem tanto."&lt;br /&gt;Sendo a escola, sistema doutrinário de controle e ensino, não mais que um micro-sistema, uma máquina burocrática que reproduz os princípios da ordem social capitalista pós-moderna a que serve, não vejo o dito atentado mais do que uma espécie de soluço da estrutura social que vivemos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Um colégio é nada mais do que uma instituição que visa, de alguma maneira, preparar, moldar reproduzir um certo tipo social, que visa perpetuar nas novas gerações um determinado jeito de ver o mundo. O Santa Cruz não é diferente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Não podemos perder de vista que o Colégio está inserido em algo e tem seu papel. Não acho que tenha gabarito para discorrer sobre o papel em si principalmente pois, como sabemos, tal texto não passa de uma mera punhetinha filosófica minha, algo que eu faço para demonstrar a vocês como eu sou bom em não agir, não fazer nada, uma postura bastante confortável de observador mas que me deixa num dilema que aqui tratei tantas vezes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A maneira que o colégio tratou deste assunto que me fez pensar sobre tal conceito, um soluço. Dada a definição do Houaiss vemos “soluço” como um espasmo involuntário, um movimento de distensão e relaxamento que acontece sem controle para normalizar uma situação. E não é isso que vemos nesse caso? A bomba explode; uma brincadeira inconseqüente de jovens pertencentes à classe A da sociedade. A escola se vira indignada para resolver o problema dentro de si mesma usando dos aparelhos e artifícios que tem para tal matéria – desprezando formas externas à sua própria estrutura administrativa. A diretoria se recusa à discutir com os alunos (também membros da comunidade escolar) o ocorrido – feito realizado singular e voluntariamente por alguns professores independentes. Não proponho entretanto uma espécie de inquisição, uma “caça às bruxas”, este não é o ponto. O ponto é discutir com os alunos o porque um deles fez aqui não deixando isso cair em acusações chulas e totalmente desimportantes para a formação deles próprios. A realidade se põe à frente deste corpo social e me coloca uma pergunta na cabeça – seria melhor tratar isso como se não existisse e impor grades, barreiras, justamente à esta discussão? Logo essa? Esta conversa que pode, mais que tudo, começar ou continuar a construir um raciocínio de questionamento? A dúvida numa escola deve ser suprimida? Qual é o porquê disto tudo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;O Colégio trata assim por que lhe convém. É melhor tanto para o colégio reafirmar sua condição de autoridade quanto para toda a sociedade guiada pela elite paulistana continuar sendo guiada pela mesma na repetição da fórmula de sociedade que temos hoje no Brasil – desigual, injusta e maculada por uma total ausência de valores. Não interessa discutir e ensinar a criticar, muito menos se for por meio de um fato concreto, um que está perto, aqui do lado - não uma conquista lá perdida da História num século distante. Aprender a criticar e problematizar um incidente recente, um fato que se viveu, é parte do pensar pleno e humanista que a escola &lt;i style=""&gt;diz&lt;/i&gt; que ensina. Agora, se ela faz isso de fato é outra coisa. Já vimos em Palavras de Ordem que &lt;i style=""&gt;discurso&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;ação&lt;/i&gt; no Santa Cruz não dizem respeito à mesma coisa. Na verdade ultimamente venho pensando como definir isso e cheguei à uma boa frase: “o Santa Cruz é um colégio conservador em todos os aspectos mas tem uma complexa maquiagem de discurso que o deixa mais engolível pelas elites ‘intelectual’ e ‘econômica’”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A bomba, reiterando, é como um soluço. Uma válvula de escape para energia do jovem que, punido eventualmente, não pensa e questiona a origem de seus atos - só muda de posição. Passa de culpado para futuro acusador. Acusador este que será pelo resto da vida – acusador de uma violência que este não percebe que faz parte. É-lhe estendido o que é certo e não há diálogo – utilizando um pouco do pensar de Paulo Freire. Neste caso há &lt;i style=""&gt;extensão&lt;/i&gt; e não &lt;i style=""&gt;comunicação&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;É evidente que a diretoria não pensa maquiavelicamente: “&lt;i style=""&gt;hahaha, vamos manter o sistema&lt;/i&gt;” mas, como já diz a definição de soluço, esta se ajusta, distende e relaxa, involuntariamente, para retornar ao &lt;i style=""&gt;status quo&lt;/i&gt;. É bom que existam essas bombas pois trataremos elas sempre assim, desta maneira anti-dialógica e profundamente condizente com a supressão de liberdades que vemos neste aparentemente inocente colégio situado à margem do rio. Liberdade de fazer e de se engajar em qualquer ato com a carga da responsabilidade que este ato implicará. Esta liberdade verdadeira não é só a liberdade de poder matar aulas e sim a de ir e vir, de se discutir sem censura. A liberdade que vem com sinceridade e abertura frente à realidade – não com grades, físicas ou ideológicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Temos então, por esta hipótese de análise, a bomba como um ato benéfico para a própria elite que a critica - esta ajuda tanto a formar o papel tão importante de autoridade escolar (que por sua vez suprime o ensino dialógico e a atitude crítica) que a mesma usa para educar seus filhos (que buscarão manter a supremacia política e econômica do grupo) como por constituir uma válvula de escape para a energia transformadora do jovem – energia oriunda de suas transformações mais fisiológicas, mais anatômicas. A questão é que não quero entrar no mérito do “porquê alguém fez isso?” e sim “porque a escola veio a agir desta maneira?”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;E, assim, esperemos a próxima pois muito provavelmente ela virá.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-9135474687412967515?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/9135474687412967515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=9135474687412967515' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/9135474687412967515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/9135474687412967515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/08/bom-este-outro-texto-que-eu-resolvi.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2098015349950822801</id><published>2007-08-06T00:17:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T01:38:02.251-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E prossigo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Toda esta questão de base é também duvidosa na fonte. Até parece que tenho. O que coloco é que também me incluo nestas constatações podres do nosso círculo social. Enojo-me quando alguém se exclui disso e creio ser este o maior dos males. A visão distanciada, a observação blasé (que muitas vezes pratico), é só parte de uma arrogância que revela nossa ignorância do significado das coisas. Do significado do que é observar propriamente a realidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A distância com o mérito de crítica só é válida no plano científico ou acadêmico então? Não, creio que nem sempre. Não é preciso colocar sempre as opiniões numa monografia, tese ou estudo. Basta que o faça concatenando pontos que tenham pertinência e que criem unidade, autoridade e alguma idéia plausível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tenho ficado aficionado nos últimos dias por discutir os objetivos das coisas. É sintomática a vontade de passar por cima desta parte nos dias de hoje. É indicativo de que os objetivos seriam subentendidos? – ou que nós pensamos erroneamente que estes o são? Nunca acho suficiente o que falamos sobre estes aspectos de tudo o que fazemos e é por quê na explicação são usados conceitos que sem definição são vagos e replicam meramente o que o interlocutor, no caso eu, quereria ouvir. O problema é que quando se aponta algo desta maneira há necessidade de explicar o que para o tal indivíduo significa aquele conceito – e aí que reside o problema. Palavras como “sistema”, “sociedade”, “crítica”, “alienação” e muitas outras preenchem de vazio os nossos discursos mas na verdade pouco sabemos sobre seu real significado. É algo meio redação-da-Fuvest, creio eu. Decoramos uma fórmula pré-determinada de realizar apontamentos ou críticas e a replicamos muitas vezes de maneira totalmente patética.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além de tudo isso ainda me irrita como valorizamos aquilo que carrega um lado outsider, “alternativo”, crítico, como pensamos que somos. É essencial para que algo tenha qualidade que isto tenha em si qualquer indício deste lado, mesmo que seja por uma relação fraca e tênue. O problema é que, ao meu ver, nem sempre é bom que as coisas carreguem este lado. Não sei se me faço claro mas quando alguém me diz que tal livro é bom por que mostra bem a nossa sociedade eu penso na seguinte pergunta em minha cabeça: “e por que é bom que se mostre a nossa sociedade?”. As coisas não têm qualidade por que fazem crítica ou retratam a realidade da vida do nosso país e sim por que fazem isto de alguma maneira. Às vezes esta maneira é não fazendo crítica. Outras vezes é utilizando um recorte e uma metodologia interessante. Em suma (lembrando uma conclusão fuvestiana), não creio e afasto a idéia de que as coisas que carregam, por exemplo, um ataque na essência da nossa elite sejam interessantes. Podem ser – ou não. Assim como um livro sobre a organização biossocial das abelhas pode ser interessante – ou não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Depois continuo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2098015349950822801?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2098015349950822801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2098015349950822801' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2098015349950822801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2098015349950822801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/08/e-prossigo-toda-esta-questo-de-base.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2245297848985862595</id><published>2007-08-04T02:10:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T01:35:30.874-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Já estou farto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Amigos e amigas, devo dizer que já estou farto. Para mim já chega - cheguei no meu limite. Um pensamento me devora iniciado pelo texto do meu querido amigo Benjamin; um pensamento a respeito do que somos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Como assim "somos"?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, perguntaria o ávido leitor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Devo dizer que talvez numa atitude muito blasé igualmente sincera me dá nojo tudo o que nós (frequentadores diretos e em potencial deste blog e dos meus círculos sociais em geral) somos. Não importa aonde eu coloque o meu foco de pensamento eu posso ativar a metralhadora giratória de críticas e muitas vezes de palavras de baixo calão contra tais objetos observando tudo o que está em minha volta com extremo asco. É evidente que existe o afeto, a amizade, além ou simultaneamente a este sentimento mas que ele existe - existe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Somos todos uns bundões, uns relaxados, e nada queremos fazer para isso parar de ser - afinal de contas qual seria a serventia. Não consigo sinceramente ver a diferença entre alguém que aqui escreve, como eu, ou uma pessoa que nunca na vida pudesse ter o interesse de ler qualquer coisa que aqui está escrita mas ao mesmo tempo frequente o mesmo ambiente social que eu, que vocês. Essa história de "poder da palavra" parece para mim agora um mero subterfúgio, apenas um golpe lépido com os pés para jogar areia nos olhos do touro que nos olha. O "poder da palavra", da discussão, que admito que muito defendi, é na realidade a maldita "punheta filosófica", e nada mais. Mostramos como somos mais inteligentes que os outros. Usamos táticas retóricas, mesmo sem saber, para, mesquinhamente, interagir dentro do nosso próprio grupo praticando um onanismo que só produzirá prazer e frustração para nós mesmos.&lt;br /&gt;O objeto de nossas discussões é, na maioria das vezes, muito mais digno do que propriamente discutimos. Não sei como propor isso mas creio que deveríamos ter mais respeito com termos diversos e complexos como já foi bem colocado por Márcio em um de seus comentários nos textos anteriores quando demonstrou sua preocupação com a palavra "sociedade". Penso as vezes numa lei que proibisse as afirmativas, enunciados, respostas, posts, comentários, textos, ensaios e qualquer coisa que eventualemente pudesse surgir com caráter leviano, indigno, desrespeitoso - isso para com o tema tratado. É óbvio que não proponho censura, amigos; só penso em maneiras impossíveis e imorais para solucionar meu problema de hoje - posso?&lt;br /&gt;E aí entra a discussão da falta de base¹. Quem fala sem base - e se engana quem não dá importância à isso - inevitavelmente descredibiliza a discussão; e não só a sua discussão particular mas como todas as que o leitor possa vier a participar. Ele impinge uma marca eterna que fala e repete incessantemente que uma pessoa pode falar sobre qualquer coisa em qualquer hora - mas isso tem problemas! Muitos! Isso causa uma reação em cadeia que desqualifica toda a nossa época. Isso enche de lixo nossos ouvidos com opiniões das mais diversas. Isso lota o mundo de sabichões. O falatório sem base é na verdade o alicerce da punheta filosófica - ou seria o contrário? De qualquer maneira é certo que estes aspectos andam juntos e flertam com animosidade.&lt;br /&gt;E por que deveria me eximir de tudo isso? Mesmo este texto é uma porcaria de punheta filosófica dedicada somente ao meu bel-prazer e minha carência de atenção - à nossa carência de atenção.&lt;br /&gt;Ninguém faz nada de graça. Se esta pessoa está fazendo é por que naquilo vê alguma vantagem. Talvez o problema seja que ninguém as avalie &lt;span style="font-style: italic;"&gt;profundamente&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bom, para esclarecer minha querida amiga Tainá&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; o que eu chamo de não ter base é falar uma coisa sem ter na própria mente argumentos que respaldem tal afirmação. É levianamente mostrar propriedade em relação à um assunto mas no fundo usar expressões que são muito delicadas de serem usadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2245297848985862595?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2245297848985862595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2245297848985862595' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2245297848985862595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2245297848985862595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/08/j-estou-farto-amigos-e-amigas-devo.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-5200936581610059107</id><published>2007-07-22T21:59:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T01:35:44.895-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Gostei do texto do Benjamin, sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Achei adequado, mainardianamente interessante e irônico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;De qualquer maneira, se o autor permitir tais atos, pretendo colocar aqui mais dois ou três questionamentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RqQDs2K01II/AAAAAAAAACg/wCPK7e8kiUY/s1600-h/09-liberte-3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 453px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RqQDs2K01II/AAAAAAAAACg/wCPK7e8kiUY/s400/09-liberte-3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090197547825550466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Comentando um grande amigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A questão é que tenho certeza que o Benjamin não está pregando qualquer tipo de conformismo ou de antiidealismo e gostaria de dessa maneira explicitar o que eu entendi. O modelo do "rebelde" e do "ser legal ser rebelde" é que está fundamentalmente criticado e não separar isso da possibilidade de mudança concreta do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;status quo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; por parte do próprio jovem seria pobreza de espírito e inteligência e creio que desvirtuaria o pensamento do texto que vai contra justamente a efemeridade do ser "rebelde" ou "revoltado" hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A verdade é que no mundo pós-moderno mesmo as coisas anti-sistêmicas são engolidas na máquina humana e assim usadas para o propósito oposto para a qual essencialmente existem. Qual a real possibilidade e disposição destes jovens de abrir mão de sua confortável vida burguesa? E qual a chance disto admitirem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma revolução, devo dizer, não se faz com all-stars ou camisetas do nosso amigo Che, sinto muito (apesar de não nada contra tais itens; aliás, eu uso all star) - e talvez seja este o ponto chave da imbecilidade pós-moderna. Como tudo se banaliza as discussões nunca saem do plano do "achismo", do senso comum e do senso comum do anti-senso comum, se é que vocês me entendem. Tudo se planifica e nada se aprofunda. O que irrita Benjamin, e posso dizer o mesmo, é que a base de tudo que afirmam não existe, ela não passa de uma massa quebradiça, disforme e inconsistente. Hoje temos a mania de falar sem pensar. De falar sobre qualquer coisa, de saber qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Queriam "aproveitar" a ditadura por que não entendem a real gravidade dela e nela nada aprenderam. Algum pode vir e dizer que a maior ditadura é a atual, uma ditadura velada, mas desculpe ser chato; eu preciso mais do que isso para concordar com esta idéia. O pensamento deste seres que Benjamin tanto odeia não é nem retrógrado por que nem isso consegue ser. É uma lógica pretensamente coletiva e em busca do justo e do certo mas em seu cerne profundamente individualista e egoísta. Usando palavras de nosso amigo Benj: (...) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Que a sua visão fechada, preconceituosa e indisposta à discussão serve apenas pra inflar o seu ego&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. (...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mundo do "eu acho" é algo que também me irrita, amigo. O mundo do "eu acho" e também do "eu não acho". O errado aí não é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;o quê&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; um ou outro acha. O errado aí é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;achar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;; é achar sem base, sem conteúdo real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nossos pequenos (ou grandes) poderosos arautos do bem mundial, reizinhos da plebe revoltada, que tanto pregam a "antropofagia" deviam se alimentar mais, penso eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-5200936581610059107?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/5200936581610059107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=5200936581610059107' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5200936581610059107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/5200936581610059107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/07/gostei-do-texto-do-benjamin-sim.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RqQDs2K01II/AAAAAAAAACg/wCPK7e8kiUY/s72-c/09-liberte-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-2249035072636678183</id><published>2007-07-08T02:21:00.000-03:00</published><updated>2007-07-08T02:32:55.368-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_m2CzCMCIjqM/RpB2X38izaI/AAAAAAAAAAM/qyj8whmWk1Y/s1600-h/legal,+legal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084694131828247970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_m2CzCMCIjqM/RpB2X38izaI/AAAAAAAAAAM/qyj8whmWk1Y/s320/legal,+legal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou para escrever esse texto há muito tempo, mas tive algumas complicações acadêmicas. Finalmente, estou de férias e pude concretizar essa idéia que está rondando minha cabeça faz tempo. Espero que gostem. E, se alguém se sentir ofendido, só posso pensar uma coisa:missão cumprida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Invasão da reitoria. Muitos cartazes, interesses, discussões, opiniões, brigas... Todo esse rebuliço me faz lembrar de um outro movimento, bem mais amplo que nos persegue há algum tempo. Tem seus muitos nomes, como “Pseudo-revoltismo”, “Movimento Pós-Moderno”, ou o meu preferido, “bobice”.&lt;br /&gt;Mas afinal, do que se trata a bobice? Vamos tentar explicar e compreender o que ocorre por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Pós-Modernismo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Desde os tempos remotos, há uma adoração ao “rebelde”. Essa pessoa que quebra barreiras,ultrapassa limites é adorada por todos nós. O que fica evidenciado no modernismo, quando verdadeiros dogmas na arte vieram abaixo. Seja nos filmes, nos livros, na televisão ou na sua rua, todos gostamos de rebeldes.&lt;br /&gt;Temos, portanto, no âmbito cultural, uma idealização do revolucionário. E o pós-modernismo se mantém a essa regra. A lei é ser revolucionário. Se ponha contra o mundo e ganhe uma balinha. E, dessa forma, vemos uma verdadeira banalização do que seria uma rebeldia, uma revolução. Afinal, a revolução é um meio, e o que temos aqui é uma revolução como causa.&lt;br /&gt;Nessa busca incessante por regras a serem destruídas, criam-se regras fictícias e imaginárias para serem, a partir daí, quebradas. O artista pós-moderno quebra barreiras que existem na cabeça dele, e somente na cabeça dele. Porque regras existem única e exclusivamente para serem quebradas.&lt;br /&gt;A partir daí brotam obras e mais obras incompreensíveis, comparadas a quadros infantis ou mesmo pintados por elefantes prodígios. Ou uma exposição simplesmente repleta de cenas e mais cenas de sexo explícito. Porque um pouco de sexo é sempre bom.&lt;br /&gt;O sexo é insistentemente usado pelos nossos estimados artistas pós-modernos. Dificilmente você vai encontrar uma exposição que não tenha uma imagem ou um texto falando desse tema tão corriqueiro. Um tema tão “revolucionário e escandaloso” agora virou corriqueiro.&lt;br /&gt;Eu não me choco com sexo. Eu sou bombardeado noite e dia por sexo. Revolucionário pra mim seria justamente não falar de sexo. Seria tentar ao menos manter um mínimo de discrição sobre a sua vida sexual, ou a dos outros. Mas é claro que eu sou só um reacionário moralista que sonha com um mundo em que um artista não berre por aí as experiências que teve com conchas, travestis romenos e arroz integral.&lt;br /&gt;Essa busca pelo “novo”, pelo que irá quebrar todo o sistema vigente acaba gerando um outro tipo de movimento. Um movimento em que a causa perde a importância, e que o próprio “movimento” se fortalece. Não interessa muito pelo que você luta, o importante é justamente lutar. Cria-se a “revolta pela revolta”.&lt;br /&gt;E essa “revolta pela revolta” evidencia que estamos no meio de uma corrente cultural seca, simplesmente desprovida de qualquer idéia ou causa na sua base. O simples ato de rebeldia gratuita é a estrutura do contexto intelectual em que estamos inseridos. Não existe nem razão para se discutir, porque não há o que se discutir. Muitas dessas pessoas envolvidas nos pós-modernismo não têm idéia de por que estão fazendo o que estão fazendo. É preferível ao menos um estúpido que não faz nada, do que vários estúpidos que se juntam com outros estúpidos pra fazerem estupidez.&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, eis o vosso pós-modernismo: um monte de estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nossos Pseudo-Revoltados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora que já falamos da corrente vigente, vamos tratar de seus adeptos. Os gloriosos “pseudo-revoltados”.&lt;br /&gt;Os pseudo-revoltados são pessoas incríveis. São superiores ao resto da humanidade, pois eles e somente eles sabem o quanto esse mundo é injusto e precisa ser mudado a todo custo. Então eles fazem o que sabem fazer de melhor: se revoltam. E não estão de brincadeira, caro leitor que está rindo.&lt;br /&gt;Eles usam roupas pouco usuais, porque não pertencem a esse mundo imundo capitalista. Quer dizer, não pertencem na maior parte do tempo, porque é impossível resistir à um Ipod ou a conversar no MSN ou no celular, certo?&lt;br /&gt;Mas não pára só por aí. Eles também têm discursos prontos a serem declamados contra instituições sabidamente maléficas, como a Igreja Católica, o governo, os Estados Unidos da América, a direção da escola e os professores de matemática(reacionários malditos). E argumentos muito fortes em favor de outras, como o comunismo(o sagrado comunismo), Cuba(viva Fidel!), o movimento estudantil secundarista(que merece ser respeitado e deve acreditar em si mesmo), Osama bin Laden, a pobre Palestina e seus singelos grupos terroristas e derivados.&lt;br /&gt;Os pseudo-revoltados não contam, mas lá no fundo de seus pequeninos corações eles sentem uma saudade da ditadura... Claro, eles não eram nem nascidos, ou se eram não estavam em condições de “aproveitar”. Porque era boa àquela época em que você acordava, e iria xingar alguns policiais, planejar alguma coisa contra os militares, e quem sabe até, com sorte, ser torturado e morto! Consegue imaginar, ser morto pela ditadura, que grandioso que não deveria ser?&lt;br /&gt;Mas infelizmente a geração acima da nossa guardou toda a festa pra si mesma, e largou a gente com só alguns pilantras em Brasília... E qual é a graça em protestar contra alguns ladrõezinhos, quando antigamente se podia jogar uma garrafa com gasolina em algum prédio e viver clandestinamente?&lt;br /&gt;O jeito então é se rebelar contra o que temos. Vamos então entrar na reitoria da universidade e mostrar que a nossa geração também pode! Que nós somos tão bons quanto a última. Que nós também sabemos lutar por alguma coisa. Que eu sou tão bom quantos todo mundo era. Que eu sou o máximo. Que eu me rebelo mais que todo mundo aqui!&lt;br /&gt;O que na verdade esqueceram de contar para os adeptos da bobice é que eles são seres egoístas, que só pensam na sua grandiosidade, que tentam se encaixar em grupos revolucionários pra se sentirem menos insignificantes nesse mundo, que entrando em qualquer movimento que aparece na frente deles eles acabam na verdade tornando o movimento banal, estúpido e sem razão de ser. Que a sua visão fechada, preconceituosa e indisposta à discussão serve apenas pra inflar o seu ego.&lt;br /&gt;São esses então os nossos pseudo-revoltados. Estúpidos que se juntam com outros estúpidos pra fazerem um pouco de estupidez.&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;Não temos mais saída? Estamos presos à essas pessoas que colocam frases soltas(de autores que supostamente leram e entenderam) no seu álbum do orkut, junto com fotinhos bonitas e revolucionárias de manifestações que fizeram?&lt;br /&gt;Embora nossos adeptos do pós-modernismo estejam por toda parte, e que suas críticas soltas e sem sentido ecoem pelos quatro cantos do mundo, existem, é claro, pessoas que realmente têm idéias e estão dispostas à discussão. E justamente essas pessoas que se rebelam contra a norma da rebeldia é que têm de ser levadas à sério.&lt;br /&gt;Só assim, quem sabe, podemos escapar um pouco dos estúpidos que se juntam a outros estúpidos pra fazerem um bocado de estupidez. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-2249035072636678183?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/2249035072636678183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=2249035072636678183' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2249035072636678183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/2249035072636678183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/07/estou-para-escrever-esse-texto-h-muito.html' title=''/><author><name>Benjamin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m2CzCMCIjqM/RpB2X38izaI/AAAAAAAAAAM/qyj8whmWk1Y/s72-c/legal,+legal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-8475003566538567050</id><published>2007-07-01T18:33:00.000-03:00</published><updated>2007-07-01T18:50:36.355-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.galerie.de/der-spiegel/7012.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.galerie.de/der-spiegel/7012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olá de novo. De volta? Mais ou menos mas definitivamente de férias. Minha internet continua quebrada mas devo dizer que isso não é justificativa para não colocar nada por aqui, certo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então melhor, neste momento, fazer algumas atualizações, dar algumas notícias e, depois, colocar alguns projetos para andar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ocupação e a greve na USP acabaram na semana retrasada e tudo 'voltou' ao normal. Devo dizer que o movimento foi bastante vitorioso em relação à pauta adotada mas, como é evidente e senso comum, tudo isto colocou o modelo universitário atual em discussão. Até mesmo o Estatuto da USP poderá ser reformado e, mesmo estando na universidade a apenas alguns meses, é necessário notar a magnitude do turbilhão que abala as estruturas no ensino superior público. O saldo foi positivo sim e não posso negar isso. Não posso negar também que todas as minhas opiniões anteriores se mantém e estas duas afirmações não se contradizem. Aprende-se muito nestes tempos - porém aprende quem quer, é claro. Eu ainda gostaria de estar mais presente nos acontecimentos e, assim, ainda aprendo o que eu deveria ter feito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não está tudo solucionado mas boas coisas aconteceram, é fato. O porém, o grande porém, que me engasga profundamente é a violência empregada. Pergunto-me a necessidade disso, de verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda espero a contribuição que Benjamin me prometeu. Agora que ele está em férias espero que consiga escrever. E parabéns pra ele e pra a Flora que fizeram anos ontem, dia 30.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Projetos futuros são muitos. E muitas leituras. Espero poder revelá-los em breve, pelo menos alguns deles. Enquanto isso solto um par de textos que tenho na manga até conseguir ter produzido algo mais interessante. E vou comentando nos alheios, evidentemente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-8475003566538567050?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/8475003566538567050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=8475003566538567050' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8475003566538567050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/8475003566538567050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/07/ol-de-novo.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-3850125406737414717</id><published>2007-06-06T01:21:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T01:33:52.289-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Bom; bem que eu disse que não postaria mas como deu vontade aqui estou.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Falarei sobre a situação da USP.&lt;/span&gt;  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RmZB6gAWzBI/AAAAAAAAACY/I_cFNk4_BDg/s1600-h/Trophy_Hypertrophied.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RmZB6gAWzBI/AAAAAAAAACY/I_cFNk4_BDg/s400/Trophy_Hypertrophied.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072814503559089170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"  &gt;Depois de 100 anos...&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Após todo este tempo o Serra resolve ressucitar um recurso jurídico que só fora usado duas vezes em toda história de nosso país. O decreto declaratório, uma lei que explica outra, para simplificar, só teve uso semelhante na época de Pombal e na reforma do Ato Adicional de 1834, na época do Império.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vemos aí a teimosa postura de nosso governador. Ele não admite que erra, de jeito nenhum. Ele não pode errar.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O novo decreto não resolve todos os problemas da autonomia como por aí se diz. A criação da Secretaria de Ensino Superior, como bem colocou o profº Dalmo Dallari, é onde consiste a mais aberrante das inconstitucionalidades que parecem que não existem e nunca existiram para o Executivo paulista. Serra diz em sua entrevista ao &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Estado de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, domingo passado (3/6/07) que os estudantes precisavam ler os decretos para ver do que estavam falando. Ilusão dele achar que poucos leram, ilusão dele achar que somente poucos gatos pingados inofensivos encontrariam o fio da meada a ser puxado por ele com objetivos de contingenciamento de verbas da universidade e vinculação desta à interesses políticos flutuantes. Sim, flutuantes, pois podem mudar ao sabor das ondas do jogo político.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O governador como manda o figurino da política, da retórica e da manipulação faz algo bem conveniente à ele. Omite o que não interessa à sua argumentação, faz como não existisse, e se concentra em noções razoáveis e perfeitamente defendíveis. A tal transparência que os vejistas pregam não é a transparência que todos pensam que é, por exemplo. O Sistema Mercúrio de Finanças da USP que registra todos os seus gastos é bem mais público, acessível e igualmente transparente no aspecto de contas do que qualquer proposto pelo governo - a questão não é essa. A questão concerne no governo Serra poder apoderar-se do controle total das finanças de suas autarquias para assim abocanhar partes de seu orçamento que iriam ser investidas para posterior re-locação destas para as despesas futuras das autarquias. É fácil falar de transparência quando esta parece tão simples.&lt;br /&gt;E é fácil falar dos estudantes como o governador fala, muito fácil. Desdém, desprezo e teimosia, é com isso que Serra nos trata. Exemplar um ex-líder estudantil de prestígio colocar a PM para confrontar os estudantes do jeito que pôs na última quinta-feira dia 31. Fala-se de um decreto do tempo do Covas que transformaria a área em volta do Palácio dos Bandeirantes uma "zona de segurança" na qual não seriam permitidos protestos - uma mera desculpa para não deixar os estudantes nem chegarem perto do nosso fresco governante, o mesmo que mandou instalar pela cidade as polêmicas rampas anti-mendigo. A tropa de choque não apareceu no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;início &lt;/span&gt;da Av. Morumbi por acaso. O governador é que tem a faculdade de fazer valer o decreto ou não e ele o fez. O fez por que nós, estudantes das universidades públicas de São Paulo, representaríamos à ele uma ameaça. Seria inseguro deixar os estudantes se aproximarem; vai que eles resolvem invadir o palácio!&lt;br /&gt;Raciocínio mais preconceituoso e desprezador não poderia haver. É triste, é triste. Além disso o careca ainda realiza o bloqueio com um contigente policial que barraria umas quinze mil pessoas fácil - detalhe: éramos três mil. Três mil &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estudantes&lt;/span&gt;. Uma barreira de PMs comuns, cinco fileiras da Tropa de Choque e centenas de policiais pulverizados entre elas com sprays de gás-pimenta, armas de tiro de borracha e bombas de gás lacrimogênio. Pergunto: precisava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas o outro lado também não é perfeito, claro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Porém é necessário admitir que tal decreto declaratório tem uma natureza de reação favorável à autonomia, de recuo. A ocupação, poderosa moeda de troca, cumpriu diversos papéis entre eles a pressão sobre o governo e a visibilidade midiática da questão.&lt;br /&gt;Não podemos nos satisfazer com as concessões feitas porém nossa força já foi mostrada. Em um Estado de direito não faz mais sentido o ME continuar com a manutenção da ocupação sem cessá-la. Por mais que as vias da negociação são duras, políticas, nebulosas e sobretudo ardilosas não adianta mais nada continuarmos ocupando, nada. Aliás, adianta sim. Adianta para a opinião pública se voltar ainda mais contra o movimento e adianta para continuar interrompendo o funcionamento normal da universidade sem nenhuma contrapartida.&lt;br /&gt;Falei no início desta ocupação que pareciam os estudantes crianças mimadas que governo havia tirado o doce. Disse que a ocupação seria uma espécie de birra violenta e inadequada. Sustento esta posição quanto à inadequação da escolha deste recurso político naquele ponto da situação; não acho e nem nunca achei certo. A questão é que depois de um tempo a ocupação produziu sim efeitos positivos como já citei, e teve suas vitórias. O governador já percebeu que a USP, como disse o Quércia em 1988 ao dar a autonomia à nós, é um vespeiro complicado de se mexer. Agora, neste momento, o caráter de birra retorna com doses de imaturidade de negociação: eles recuaram, por que nós não podemos também?&lt;br /&gt;Já somos uma força política reconhecida agora precisamos sentar e conversar sem pressões de ambos os lados. Pressão é uma coisa complicada em negociação e a da ocupação já cumpriu seu papel.&lt;br /&gt;É claro que também para nós estudantes também existe aquilo que o governador Serra usou em sua entrevista. A política, a retórica com algumas estratégias malandras, também serve aos porta-vozes do movimento da ocupação, é claro. Se fala do que interessa. O resto não existe, não presta e nem se precisa explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoto uma posição de ponderação. Não estou totalmente  em cima do muro pois tendo mais para o lado de nós, estudantes, mas devemos admitir que não somos nem um pouco assim donos da verdade como achamos. Nem sempre estamos totalmente certos.&lt;br /&gt;Mas apoio a luta em favor da manutenção da universidade pública autônoma de qualidade, acima de tudo. Não pode-se deixar o sucateamento completo destes bens da sociedade potencialmente transformadores da mesma que nos levará à aniquilação. Existem países que a universidade pública acabou e tudo começou com medidas parecidas com as de Serra. Isso é bom?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-3850125406737414717?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/3850125406737414717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=3850125406737414717' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3850125406737414717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/3850125406737414717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/06/bom-bem-que-eu-disse-que-no-postaria.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RmZB6gAWzBI/AAAAAAAAACY/I_cFNk4_BDg/s72-c/Trophy_Hypertrophied.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-6284745260923862593</id><published>2007-06-04T23:29:00.000-03:00</published><updated>2007-06-04T23:37:07.051-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RmTL9gAWzAI/AAAAAAAAACQ/_oYtNElVxNI/s1600-h/S_DesperatePunctual.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RmTL9gAWzAI/AAAAAAAAACQ/_oYtNElVxNI/s400/S_DesperatePunctual.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072403337749908482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Observei que o número de visitantes do PdO cresceu vertiginosamente devido ao lincamento deste endereço que ocorreu no blog de minha mãe, o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" href="http://frankamente.blogspot.com/"&gt;frankamente&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;, que descobriu a minha existência. Dou boas vindas à estes novos visitantes e peço desculpas pela escassez atual de postagens e justifico que é causada por um ritmo frenético de escrita no computador e de leitura - atividades ligadas à trabalhos que tenho de concluir para a minha faculdade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;De qualquer maneira peço que leiam as postagens antigas e deixem seus comentários. Não quero que esta enxurrada de page-views se torne inútil. Espero conseguir canalisá-la para uma esfera de discussão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Obrigado, abraços.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ah! Ainda venho aqui para perguntar se interessa a publicação dos trabalhos mais interessantes que eu fizer para a faculdade. Tem um de Teoria Geral do Estado que está ficando bastante razoável sobre a formação do Estado Imperial Brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-6284745260923862593?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/6284745260923862593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=6284745260923862593' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6284745260923862593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6284745260923862593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/06/observei-que-o-nmero-de-visitantes-do.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RmTL9gAWzAI/AAAAAAAAACQ/_oYtNElVxNI/s72-c/S_DesperatePunctual.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-4203813113739634336</id><published>2007-05-29T18:49:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T01:33:19.382-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Bom, decidi hoje colocar aqui a reportagem da Revista VEJA SP, a popular Vejinha, sobre a ocupação da reitoria. Capa dessa edição titulada "Caos na USP" a matéria tem uma visão no mínimo condenável, em minha opinião, do problema das universidades públicas paulistas. Nunca fui de criticar a VEJA, afinal a revista tem o direito de escolher a matéria que quiser e quando quiser. Agora daí para usar as palavras que foram usadas é outra coisa. A coisa é delicada, precisamos de mais seriedade.&lt;br /&gt;Eu decidi colocar em &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;vermelho&lt;/span&gt; palavras ou expressões peculiares usadas pela VEJA. É mais ou menos como eu dizer - "aqui eu teria um comentário a fazer, provavelmente discordando mas não necessariamente".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Após essa matéria eu colocarei aqui também um interessantíssimo texto de Dalmo Dallari. Professor do departamento de Estado da FDUSP (SanFran) e renomado jurista este ensaio faz uma análise muito competente dos decretos. Para mim não resta muita dúvida.&lt;br /&gt;Ainda, depois do texto do profº Dalmo eu decidi finalizar este post com mais dois textos, artigos. O primeiro de autoria de Maria Inês Nassif que disserta sobre a natureza atual do ME e o segundo do profº Sérgio Adorno (FFLCH-USP) - este que apresenta uma visão diferente da maioria dos professores desta unidade causando polêmica na USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;h1  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:14;" &gt;Estão brincando com fogo (reportagem publicada na VEJA SP de 27.05.2007)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:12;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;Com &lt;span style="color:red;"&gt;baderna&lt;/span&gt; e reivindicações &lt;span style="color:red;"&gt;oportunistas&lt;/span&gt;, uma &lt;span style="color:red;"&gt;inexpressiva&lt;/span&gt; parcela dos 80 600 alunos da Universidade de São Paulo &lt;span style="color:red;"&gt;mancha a imagem&lt;/span&gt; da maior e melhor instituição de ensino do país&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/h1&gt;&lt;i  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;  &lt;h2 style="font-weight: normal; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/h2&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais prestigiosa instituição de ensino superior do país e uma das mais concorridas – no último vestibular, houve 142 656 candidatos para 11 682 vagas –, a Universidade de São Paulo (USP) é orgulho e patrimônio dos paulistas. Com 61 cursos cinco-estrelas segundo a última avaliação do &lt;i&gt;Guia do Estudante,&lt;/i&gt; publicado pela Editora Abril, ela está bem à frente da segunda colocada no ranking de excelência, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que teve 26 cursos colocados no mesmo patamar. Desde o dia 3, no entanto, a principal universidade do Brasil vive um &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;drama que pode transformá-la em terra de ninguém&lt;/span&gt;. Naquela tarde, ela foi &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;atacada em seu coração&lt;/span&gt;, a reitoria, quando um &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;pequeno bando&lt;/span&gt; formado por cerca de 300 de seus quase 80 600 alunos (ou seja, menos de 0,5% do total) invadiu o prédio e ali acampou, ameaçando permanecer &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aquartelado&lt;/span&gt; até que uma lista com dezessete exigências, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;boa parte delas oportunista&lt;/span&gt;, fosse atendida.&lt;/p&gt;  &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="imagemdireita"&gt; &lt;/span&gt;Intitulando-se simplesmente membros do "movimento estudantil", &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;os arruaceiros&lt;/span&gt;, cuja ação seria repudiada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;destruíram uma porta e depredaram as placas de identificação de algumas salas do edifício&lt;/span&gt;. Onde antes se lia reitora, por exemplo, agora se vê apenas uma provocação &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;bobinha&lt;/span&gt;: a palavra rei. Na terça-feira (22), quase vinte dias após o início da ocupação, cerca de 200 deles não haviam arredado o pé de lá, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;indiferentes à fedentina&lt;/span&gt; que começava a se espalhar pelos ambientes. O mau cheiro vinha principalmente dos dois banheiros utilizados pelo &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;grupelho&lt;/span&gt;, formado em sua maioria por alunos dos cursos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e da Escola de Comunicação e Artes (ECA), que tiveram parte de suas aulas suspensa. Espalhados por um chão&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; ensebado&lt;/span&gt;, coberto por pedaços de papel, casais namoravam, rapazes divertiam-se em jogos de carteado e mocinhas pintavam as unhas – alguns deles vestidos com camiseta de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;microscópicos&lt;/span&gt; partidos da esquerda radical, como o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido da Causa Operária (PCO) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Num canto, alguns compenetrados ativistas preparavam uma cartilha a ser distribuída aos manifestantes. O conteúdo? Indicações do que fazer caso a Polícia Militar, cumprindo uma decisão da Justiça, ocupasse o prédio para desalojar os invasores, o que até as 20 horas da última quarta não havia ocorrido.&lt;/p&gt;  &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="imagemcentro"&gt; &lt;/span&gt; No dia 16, a reitora da universidade, Suely Vilela, recebeu um mandado de reintegração de posse expedido pelo juiz Jayme Martins de Oliveira Neto, da 13ª Vara da Fazenda Pública. Trata-se da autorização do uso de força policial para a retirada dos rebelados, mas a reitora preferiu, sem sucesso, negociar com eles. O senador Eduardo Suplicy (PT) foi chamado para mediar o debate entre as duas partes, a convite de ambas. Desde sexta-feira (18) ele esteve em contato com os estudantes, por telefone. "Na madrugada da quarta me ligaram dizendo que haviam resolvido só dialogar diretamente com o governador José Serra", conta Suplicy. "Pediram para tentar agendar uma conversa com ele, o que eu disse que seria praticamente impossível." Não adiantaram as suas sugestões para que deixassem o prédio. "O movimento radicalizou demais", avalia o senador. Apoiados pela Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), que &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aproveitou&lt;/span&gt; para entrar em greve na quarta (23), desrespeitando assim o direito dos alunos que querem estudar, e pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), os alunos reivindicavam principalmente a revogação de cinco decretos assinados pelo governador no início do seu mandato. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Segundo eles&lt;/span&gt;, as medidas comprometem a "autonomia das universidades públicas". A mais importante refere-se à criação da Secretaria de Ensino Superior, à qual as universidades paulistas estaduais (USP, Unicamp e Universidade Estadual Paulista, a Unesp) estão agora vinculadas. Antes elas eram ligadas à extinta Secretaria de Ciência e Tecnologia. Com a mudança, o médico José Aristodemo Pinotti assumiu a Secretaria de Ensino Superior.&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O anúncio da criação do órgão provocou alvoroço por causa de uma série de informações e ações desencontradas protagonizadas pelo próprio governo. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Ainda que indiretamente&lt;/span&gt;, a decisão &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;vai garantir mais dinheiro para o ensino superior público&lt;/span&gt;. Além do montante anual de 9,57% do ICMS do estado que desde 1989 é destinado às universidades (em 2006, isso representou 4 bilhões de reais), elas serão beneficiadas com os 15 milhões de reais que a Secretaria de Ensino Superior pretende gastar com projetos neste ano &lt;i&gt;(veja o quadro)&lt;/i&gt;. Ao mesmo tempo em que foi nomeado secretário, Pinotti tornou-se presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais do Estado de São Paulo (Cruesp), do qual também fazem parte os secretários de Educação e Desenvolvimento. Cabe ao conselho, por exemplo, definir o porcentual anual de reajuste de salários de docentes e funcionários das universidades. A situação provocou uma saia-justa. Afinal, seria Pinotti, um representante do estado, quem daria o voto de Minerva no caso de impasses em processos de tomada de decisão do conselho. "Percebi o mal-estar e pedi que a presidência fosse dada a outro", diz ele. O cargo acabou então entregue ao reitor da Unicamp, o engenheiro agrícola José Tadeu Jorge.&lt;/p&gt;  &lt;p face="trebuchet ms"&gt;Foi justamente a partir de 1989, quando por meio de um decreto as instituições públicas de ensino superior do estado ganharam autonomia para gerir seus recursos, que as universidades paulistas não pararam de crescer. Isso é medido, entre outros indicadores, pelo aumento do número de vagas oferecidas nos vestibulares. Há vinte anos eram quase 6 780 na USP, número atualmente 70% maior. Juntas, USP, Unicamp e Unesp são responsáveis por metade da produção acadêmica do país. A declaração dada por Pinotti de que remanejamentos de verbas entre os três grupos orçamentários dessas universidades (pessoal, investimento e custeio) precisariam ser aprovados pelo governador, ao contrário do que acontece hoje, despertou uma celeuma no meio acadêmico. Caso isso se confirmasse, decisões corriqueiras como a de realocar dinheiro previsto para a compra de material na contratação de um novo professor seriam obrigatoriamente submetidas a Serra, burocratizando o processo. O governo se apressou em apagar o incêndio. "O secretário da Fazenda nos enviou um ofício em que garante que&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; não será necessário fazer esse tipo de consulta&lt;/span&gt;", diz Tadeu Jorge. "Houve mal-entendidos", completa Pinotti. O que o governador exigiu – e conseguiu fazer cumprir – é que a prestação de contas das universidades no Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) passe a ser diária. Hoje a entrada de dados no sistema é mensal. "Até agora as universidades informavam, por exemplo, apenas o montante total gasto por mês com equipamentos", explica Pinotti. "Futuramente terão de discriminar todas as despesas que fazem, dia a dia." Por meio dessa ferramenta, disponível na internet, o contribuinte paulista pode acompanhar o uso de seu dinheiro. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Nada mais justo&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os estudantes que invadiram a reitoria da USP pegaram&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; carona&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; no debate desses assuntos para apresentar uma longa lista de reivindicações. Sua pauta de dezessete itens inclui eleições diretas para reitor, contratação imediata de professores e funcionários, construção de prédios, reforma de outros, criação de 600 vagas de moradia estudantil, garantia de alimentação nos fins de semana nos restaurantes universitários, liberdade de manifestação política (panfletagem, colagem de cartazes etc.) e cultural (realização de festas e festivais), e por aí vai... "&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Grande parte da mobilização não tem nada a ver com os decretos do Serra, que são apenas um bode expiatório da crise&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;", afirma o cientista político Fernando Abrucio, especialista em administração pública. "A solução do conflito é dificultada pela falta de uma liderança clara entre os alunos", diz o professor da Faculdade de Filosofia da USP Adilson Avansi de Abreu, um dos três nomes cotados para o cargo de reitor na última eleição, da qual saiu vitoriosa Suely Vilela. A reitora se recusa a dar entrevistas até o fim do impasse. Os alunos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;amotinados&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; também não atendem a imprensa. Jornalistas que conseguiram entrar no QG dos estudantes munidos de máquinas fotográficas só saíram de lá depois que as imagens foram checadas por uma comissão de censores – a preocupação é evitar que retratos dos manifestantes sejam divulgados. Entre as condições impostas para a desocupação da reitoria está a de que nenhum estudante sofra algum tipo de punição. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Brincando com fogo, eles são bem diferentes dos caras-pintadas, que em 1992 foram às ruas para protestar contra o governo Fernando Collor mostrando o rosto. Tentam se manter clandestinos apesar de seu endereço conhecido. Que, até a última quarta-feira, era o da USP. &lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://vejasaopaulo.abril.uol.com.br/revista/vejasp/edicoes/2010/m0129849.html"&gt;Para ler matéria na íntegra (com anexos e fotos) no site da Revista VEJA clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: trebuchet ms;"&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Autonomia agredida&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;por Dalmo de Abreu Dallari&lt;/i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O novo Governador do Estado de São Paulo, José Serra, iniciando o exercício de seu mandato no começo de 2007, editou um conjunto de decretos que parecem ter sido preparados de afogadilho e sem avaliação de suas conseqüências, tendo já acarretado algumas conseqüências negativas, estando neles a raiz da invasão da Reitoria da Universidade de São Paulo por estudantes daquela universidade. Seja qual for a opinião quanto à conveniência e oportunidade da invasão, o fato é que os decretos do Governador estão diretamente ligados àquele acontecimento. Talvez se diga que se os estudantes estivessem mais bem informados quanto ao exato conteúdo dos decretos e ao seu alcance poderiam manifestar desacordo, mas sem chegar àquela medida drástica, mas isso também revela a afoiteza e imprudência do governo na apresentação do fato consumado, sem maiores esclarecimentos. Na realidade, a análise jurídica dos referidos decretos leva à conclusão de que existem ali algumas evidentes inconstitucionalidades, havendo mesmo, em alguns pontos, uma tentativa de mascarar a realidade, por meio de uma espécie de ilusionismo jurídico, que, no entanto, não resiste a um exame mais atento, mesmo que baseado apenas no bom senso e na lógica. Bastaria observar que no dia 1º de janeiro de 2007 o novo Governador já emitiu extensos decretos, eliminando e criando Secretarias na organização administrativa superior do Estado, para tanto exercendo atribuições que não são do Executivo, mas da Assembléia Legislativa do Estado. É oportuno lembrar que o decreto é ato administrativo, que o Chefe do Executivo pode praticar para fixar regras de caráter regulamentar, mas que só têm validade e força jurídica se não contrariarem qualquer dispositivo da Constituição ou de alguma lei. E isso não foi observado.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um desses decretos, o de número 51.460, de 1º de janeiro de 2007, pode ser considerado extremamente audacioso, pois expressa uma tentativa de alterar pontos substanciais da ordem pública pública, criando e extinguindo órgãos de grande relevância na organização administrativa fundamental do Estado, fingindo que só estão sendo mudados os nomes de alguns desses órgãos, sem nenhuma consideração pelos objetivos que inspiraram a criação desses órgãos e pelas características de suas organização, bem como pela especialização de seus quadros. A par desse absurdo, ocorrem ainda agressões a normas constitucionais expressas e já tradicionais no sistema constitucional brasileiro, como as que consagram a autonomia das Universidades públicas. A mais absurda dessas investidas contra a Constituição e o bom senso é a que consta do artigo 1º, inciso III, desse decreto, cuja redação é mais do que eloqüente na denúncia do absurdo:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Artigo 1º. A denominação das Secretarias de Estado a seguir relacionadas fica alterada na seguinte conformidade:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;..............................................................................................................................&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;III. de Secretaria de Turismo para Secretaria de Ensino Superior.”&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Essa pretensa mudança de nome é uma aberração mais do que óbvia, pois o nome identifica toda uma estrutura, criada para atingir objetivos determinados e organizada para atingir essa finalidade. É do mais elementar bom senso que tendo sido criada para fomentar o turismo aquela Secretaria foi organizada de modo a poder atuar na área do turismo, com órgãos adaptados às características dessa área e, obviamente, com um funcionalismo especializado nesse setor de atividades. Se o Governador alegar que vai aproveitar a mesma organização e os mesmos funcionários estará afirmando um absurdo, pois ninguém será tão tolo a ponto de admitir que o mesmo dispositivo criado para atuar no turismo será competente e eficiente para desempenhar atividades de apoio e fomento à Educação Superior. E se disser que haverá completa alteração da estrutura organizacional e substituição do funcionalismo por outro capacitado para agir na área da Educação Superior, criando-se os cargos indispensáveis para tanto, estará confessando a fraude, a extinção de uma Secretaria e a criação de outra sob o simulacro de mudança de nome. Isso, além de tudo, configura uma inconstitucionalidade em face da Constituição do Estado de São Paulo. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na realidade, a Constituição paulista dispõe, no artigo 24, parágrafo 2º, que “compete exclusivamente ao Governador do Estado a iniciativa das leis que disponham sobre:...2) criação e extinção de Secretarias de Estado e órgãos da administração pública, observado o disposto no artigo 47, XIX”. Segundo este último dispositivo, enxertado na Constituição do Estado pela Emenda Constitucional nº 21, de 2006, o Governador poderá dispor, mediante decreto, sobre organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa, nem criação ou extinção de órgãos públicos. Ora, para que a Secretaria de Educação Superior possa agir com a mínima eficiência no âmbito da Educação é indispensável a existência de órgãos e servidores adequados e capacitados para esse objetivo, o que, evidentemente, não foi feito quando se criou a Secretaria de Turismo. A prova disso é que por meio de outro decreto, o de número 51461, também de 1º de Janeiro de 2007, o Governador do Estado definiu a organização da Secretaria de Educação Superior, ali incluindo muitos órgãos que, por motivos óbvios, não existiam nem existem na Secretaria de Turismo. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em sentido oposto à necessidade de criação de órgãos e de cargos para especialistas em educação, é evidente que muitos órgãos, ligados ao turismo, ficarão inúteis, por absoluta inadequação, com a simulação da simples mudança de objetivos, impondo-se a extinção de tais órgãos, pela exigência óbvia de eliminação de despesas inúteis. Acrescente-se que com a simulação de simples mudança de nome da Secretaria, tentando ocultar a extinção de uma e a criação de outra, o Governador ofendeu a Constituição do Estado de São Paulo. De fato, pelo artigo 19, inciso VI, da Constituição, compete à Assembléia Legislação, com a sanção do Governador do Estado, dispor sobre a criação e extinção de Secretarias do Estado. Ou seja, esses atos exigem a aprovação de uma lei pela Assembléia Legislativa, não podendo ser praticados por decreto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Outro ponto fundamental, relacionado com os decretos pelo atual Governador do Estado, é a ofensa à autonomia das Universidades Públicas, que tem apoio na Constituição da República e já constitui uma tradição no sistema público de educação superior no Brasil. Para que isso fique evidente, é oportuno lembrar o que dispõe a Constituição brasileira de 1988 sobre a autonomia das Universidades:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.” Autonomia é expressão de origem grega, que indica o direito de agir independentemente, com suas próprias leis, tendo-se consagrado na linguagem política, jurídica e administrativa brasileira como sinônimo de auto-governo e auto-determinação. A autonomia das universidades foi uma conquista que atravessou várias etapas, incluindo a luta pela libertação de limitações à busca de conhecimentos e à afirmação de novas verdades científicas impostas por motivos religiosos. Em séculos mais recentes, a luta pela autonomia na busca e aquisição e transmissão de conhecimentos teve por meta a eliminação das limitações e dos condicionamentos impostos por motivos de conveniência política ou por intolerância e ignorância de governantes. Como parte da luta pela autonomia, colocou-se a exigência de apoio financeiro e de plena liberdade nas decisões sobre os objetivos e o modo de utilização dos recursos recebidos, para que prepondere sempre o interesse da humanidade, que deve ser o parâmetro superior da comunidade universitária.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quanto ao sentido e à importância da autonomia, vem a propósito lembrar as observações feitas por dois notáveis juristas brasileiros que se detiveram no estudo do assunto e que com palavras claras e incisivas registraram suas conclusões. Um deles é Hely Lopes Meirelles, uma das mais importantes figuras do Direito Administrativo brasileiro, que, em estudo elaborado no ano de 1989, tendo em conta ameaças feitas à autonomia da Universidade Federal Fluminense, assim se expressou: “Na atual conjuntura, em face do artigo 207 da Constituição da República, “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”. É a carta de alforria dessa instituições educacionais, que, ao longo do tempo, estiveram, muitas vezes, jungidas aos interesses eleitoreiros e imediatistas de quantos se arvoraram “tutores” da universidade.” &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Outro notável mestre do Direito Público brasileiro, Caio Tácito, que foi professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em estudo publicado na Revista de Direito Administrativo, também no ano de 1989, discorreu, com clareza didática, sobre o significado e o alcance da autonomia universitária. Eis as palavras do mestre:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“A universidade deve nascer, viver e conviver sob o signo da autonomia, que é um conceito multilateral. Primordialmente, autonomia científico-pedagógica, porque é da essência da instituição universitária criar, pesquisar, ordenar e transmitir o conhecimento, como elemento fundamental para difundir a educação e fomentar a cultura. Essa missão básica da universidade pressupõe, no entanto, a disponibilidade de meios flexíveis e satisfatórios à plenitude da concreção de seus fins. Daí a necessidade de estender-se o princípio da autonomia aos meios de operação, consistentes na autonomia patrimonial, autonomia orçamentária e financeira, autonomia administrativa e autonomia disciplinar.”.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A Constituição do Estado de São Paulo reproduz a garantia de autonomia das universidades, coerente com o disposto na Constituição da República, adicionando alguns pontos que é oportuno conhecer. Dispõe a Constituição paulista, no artigo 154, que “a autonomia da universidade será exercida respeitando, nos termos do seu estatuto, a necessária democratização do ensino e a responsabilidade pública da instituição, observados os seguintes princípios: I. utilização dos recursos de forma a ampliar o atendimento da demanda social, tanto mediante cursos regulares quanto atividades de extensão; II. representação e participação de todos os segmentos da comunidade interna nos órgãos decisórios e na escolha dos dirigentes, na forma de seus estatutos.”&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um ponto muito evidente, é que pelo próprio conceito de autonomia, como foi consagrado no sistema Constitucional brasileiro, assim como pelas disposições expressas das Constituições da República e do Estado de São Paulo, cabe à Universidade, exclusivamente e sem qualquer interferência externa, definir suas prioridades e suas diretrizes. Isso implica, também, a competência exclusiva da universidade para definir suas atividades de estudo e pesquisa, sem nenhuma interferência, a qualquer título, de órgãos da administração pública estadual. Por esse ponto fica evidenciada a inconstitucionalidade do decreto estadual nº 51.461, de 1º de janeiro de 2007, que pretendeu dar à Secretaria de Ensino Superior uma série de atribuições que são exclusivas da universidade, porque inseridas no âmbito de sua autonomia. Com efeito, o artigo 2º do decreto diz que constitui o campo funcional da Secretaria de Ensino Superior “a proposição de políticas e diretrizes para o ensino superior em todos os seus níveis”. Como já foi demonstrado, a própria criação da Secretaria de Ensino Superior configura uma inconstitucionalidade, que é agravada pela atribuição àquela Secretaria de funções exclusivas da universidade e que esta tem o direito de exercer com autonomia.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Muitos outros pontos, que significam agressões à autonomia universitária, poderão ser apontados nos infelizes decretos editados pelo Governador do Estado no ano de 2007. Uma referência final deve ser feita a agressões à autonomia financeira da Universidade. Como já foi amplamente demonstrado, a autonomia compreende, necessariamente, a autonomia financeira, que, por sua vez, compreende o direito de receber recursos financeiros do Estado e de lhes dar destinação, pelo modo e no momento que a Universidade, por seus órgãos internos próprios, julgar adequados. Constitui agressão à autonomia da Universidade a sonegação desses recursos que lhe são legalmente assegurados, sendo inadmissível que por conveniência política ou administrativa o governo do Estado retenha esses recursos, mediante o artifício que se convencionou chamar “contingenciamento”, tentando ocultar a realidade da sonegação. A Universidade tem direito constitucional à autonomia e deve posicionar-se firmemente contra todos os artifícios tendentes a diminuição ou negação dessa autonomia.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O MST e o movimento estudantil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A saia justa do governador Serra &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;strong style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Por Maria Inês Nassif&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Um kit eleitoral básico, com direito a lote de camisetas e santinhos, para o político que se dispuser a estar na pele do governador José Serra (PSDB) nos próximos dias. Embora o constrangimento ande um artigo de luxo na política brasileira, não deve ser confortável para um ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) dos idos tempos em que o movimento estudantil tinha importância política no cenário nacional ser empurrado para a situação em que está.&lt;br /&gt;A Universidade de São Paulo (USP) está em greve parcial. Os funcionários aderiram. Os professores tomaram ontem o mesmo caminho. E estudantes ocupam, há 20 dias, o prédio da reitoria. A Polícia Militar de São Paulo tem em mãos uma ordem da Justiça de reintegração de posse e tenta negociar. Os alunos se recusam. Rejeitaram propostas do governo e da reitora Suely Vilela. Mantendo-se o quadro, em algum momento dos próximos dias será sob o governo Serra que a PM invadirá o prédio para colocar os meninos para fora. Sabe-se lá com que intensidade de resistência ou violência. Essa é a preocupação que está no ar. Circula um manifesto de professores da USP, já com 300 assinaturas, em que eles rejeitam "qualquer ação violenta de desocupação do prédio, tendo em vista a justeza de sua causa política em defesa da universidade pública". Os signatários são pesos pesados da intelectualidade brasileira, assim como o foi o próprio Serra antes de trilhar o caminho da política: Antonio Cândido, Alfredo Bosi, Marilena Chauí, Leda Paulani, Maria Victoria Benevides etc.&lt;br /&gt;Existem, no entanto, mais coisas a tornar essa reintegração uma missão de alto desgaste político. O movimento dos alunos é pacífico e organizado. Eles cuidam do patrimônio público e são muito mais "caretas" do que os do tempo de Serra líder estudantil. Vale a pena ler matéria de Laura Capriglione publicada na edição de ontem da "Folha de S. Paulo", intitulada "25 anos depois, estudante leva a mãe para a invasão" (os 25 anos a que ela se refere não é dos tempos de Serra, mas da revitalização do movimento estudantil, no final do período militar, que se iniciou justamente na USP). É um padrão de ocupação muito mais organizado, semelhante aos do Movimento Sem Terra (MST) e do Movimento dos Sem-Teto: não há depredação; existe uma divisão do trabalho que mantém a ocupação como uma decisão coletiva, com responsabilidades repartidas para a alimentação dos estudantes e também para a manutenção do prédio ocupado. O computador tirado do lugar reapareceu, assim como um documento secreto, que foi o estopim do pedido de reintegração.&lt;br /&gt;Quem quer entender a recente politização dos jovens universitários deve prestar bastante atenção nesse movimento. Laura Capriglione descreve uma situação onde ninguém manda mas todos se entendem. É de se perceber que o PCdoB, que manteve hegemonia sobre o movimento estudantil durante muito tempo, não apareceu nesse episódio, como também não se identificam grupos ligados a outros partidos. Pelo padrão de ocupação, a referência deles parece ser a do MST, que para essa geração constitui a única organização com militância política e social efetiva e talvez a única que tenha uma perspectiva de mudança revolucionária.&lt;br /&gt;A hegemonia da Ação Popular sobre o movimento estudantil no período pré-ditadura e a do PCdoB no período pós-ditadura, aliás, foram obtidas pelo fato de que eles se constituíram, para a maioria dos estudantes, como uma perspectiva de mudança. O idealismo é parte da juventude politizada. A AP, da qual Serra fazia parte quando se candidatou a presidente da UNE, foi um "racha" da Juventude Universidade Católica (JUC), um movimento pastoral da Igreja que, embora com alguma representação nas universidades, não tinha um componente revolucionário que atraísse a juventude. Uma das expoentes da AP, Madre Cristina (citada há algumas semanas nesta coluna), disse, em entrevista no "Teoria &amp; Debate" do 1º trimestre de 1990: "A JUC, no início, era um movimento que rezava muito, fazia muito retiro e muita contemplação. Ponto final. Eu achava que a JUC tinha que participar do movimento político, porque sempre acreditei que a gente devia lutar pelo socialismo e esse socialismo tinha que ser democrático e cristão". Isso foi em 1958. O racha da JUC, mais tarde, fez o "Grupão", que reunia os grupos de São Paulo, Belo Horizonte . Essa foi a origem da AP. Mas, antes de se tornar AP, o "Grupão" conseguiu a hegemonia do movimento estudantil. Em 1961, quando o presidente João Goulart assumiu, a facção fez presidente da UNE Aldo Arantes. Elegeu Vinícius Caldeira Brandt em 1962 e estava sem nome para a gestão de 1963. José Serra não era da turma. "Mas nós descobrimos que ele era inteligente e que, se déssemos uma engomada nele, ele toparia", contou Madre Cristina.&lt;br /&gt;Foi assim que Serra tornou-se um dos fundadores da Ação Popular. E presidente da UNE. E foi nessa condição que assistiu ao golpe militar de março de 1964. A UNE foi colocada na ilegalidade e sua sede, na praia do Flamengo, no Rio, incendiada. Perseguido, Serra exilou-se na França, e depois no Chile. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;É essa a biografia do governador que tem diante de si um problema dessa ordem e várias questões que remetem ao conceito pleno de autonomia universitária. A reitora, como administradora de uma instituição pública, tinha que pedir a reintegração, sob pena de ser punida por omissão. Mas a PM no campus fere a autonomia? Em 1968, por exemplo, quando o regime ditatorial endureceu ainda mais, a invasão da Universidade de Brasília por tropas militares foi o sinal definitivo dado pelo governo de que a autonomia acabara. Hoje, como seria interpretada uma invasão do prédio da reitoria pela polícia? Afinal, existem fatos cuja representação política fala mais do que a intenção efetiva de seus atores.&lt;br /&gt;O ex-presidente da UNE está numa enrascada. E embora desfile argumentos técnicos para todas as medidas que tomou em relação às universidades estaduais desde que assumiu o governo, o fato é que seus decretos foram muito mal digeridos pela comunidade acadêmica. Não existe solução para a crise que não passe por um debate democrático com toda ela, não apenas com os meninos que dormem na reitoria.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A USP e a desobediência civil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Sérgio Adorno - Profº Titular de Sociologia da FFLCH-USP&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt;    &lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;       Prezados colegas e membros do Conselho Departamental e do Colegiado de Pós-Graduação:&lt;/span&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Venho, como cada um de nós, acompanhando com enorme apreensão os rumos dos acontecimentos desde a ocupação do prédio da Reitoria da USP. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não quero entrar na discussão a respeito do mérito das reivindicações estudantis. Como todos nós, persisto acreditando na autonomia universitária, antes de tudo da pesquisa e do ensino, com apoio na autonomia administrativa e orçamentária. Igualmente, reconheço princípios de justiça em movimentos que cuidam defender a pertinência do ensino público assim como lutam pela melhoria das condições que permitam a realização das atividades-fim (ensino, pesquisa e extensão) e das atividades-meio (gestão administrativa) com vistas à formação de profissionais e pesquisadores capazes de responder aos desafios postos por uma sociedade cada vez mais sequiosa por justiça social. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que me parece estar em discussão não são os fins do movimento, mas seus meios. Pessoalmente, como pesquisador que venho há anos estudando violência e a violação de direitos humanos, não posso, sob qualquer hipótese, deixar de reconhecer que o ato de ocupação fez apelo à violência. Mesmo que a atitude das autoridades universitárias tenha sido arbitrária e violenta em não atender prontamente os alunos - não as estou julgado, até porque não disponho de informações suficientes para fazê-lo -, um ato violento não justifica outro. Por que entendo que a ocupação valeu-se de meios violentos? Porque impõe, pelo uso ou ameaça arbitrários do uso da força, barreiras ao livre acesso daqueles(as) aos quais a comunidade universitária, pelo sim ou pelo não, confiou o governo de nossas atividades. Impedi-los de assumir seus postos, é impedi-los não apenas de responder por seus atos, inclusive o de zelar pelo cumprimento das leis e regulamentos que nos regem, como também o de poder negociar conflitos. Nunca é demais lembrar, o uso arbitrário da violência impõe o silêncio, o mais insidioso dos arbítrios porque impossibilita o outro de expressar-se, vale dizer de pensar criticamente e agir com sabedoria política. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não é de se esperar que, em um espaço social e institucional onde viceja, por excelência, a ciência - como é a universidade - a violência seja recurso de pressão e imposição da vontade de uns contra a vontade de outros, contra o recurso à persuasão e ao convencimento pela palavra, atributos da razão. No decorrer dos acontecimentos, sei que foram feitos esforços para uma saída do impasse. Até onde tenho acompanhado, as autoridades universitárias estão tendentes a negociar e a atender parte das reivindicações, desde que o prédio seja desocupado. Por sua vez, os alunos - cuja representatividade política não me parece claramente definida haja visto o documento apócrifo publicizando as reivindicações logo no início do movimento (afinal, o DCE assumiu a liderança do movimento?) -, não parecem dispostos a aceitar a exigência da Reitoria, pretendendo inclusive explicitação de sua posição face aos decretos governamentais, o que parece ter sido atendido com o documento subscrito pelos três reitores das universidades estaduais, divulgado pela mídia impressa e eletrônica no final da semana passada e inserido no site da USP.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Diante do prosseguimento do impasse, à Reitoria pareceu não restar outra solução que não fosse recorrer à justiça para recuperar a posse do prédio. Se não o fizesse, poderia ser judicialmente interpelada, inclusive pelo Ministério Público, por improbidade administrativa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Decisão judicial determinou a reintegração. Cabe, portanto, o cumprimento da decisão, como se espera no estado democrático de direito. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sejamos ingênuos, porém: a execução da decisão judicial implica recurso ao poder coercitivo, cuja atribuição é da competência legal da Polícia Militar. Sabemos que, se houver resistência dos alunos - e tudo indica que possa haver - as conseqüências poderão ser imprevisíveis, sobretudo para a integridade física de quem quer que seja e, no mínimo, para a preservação do patrimônio público e tudo o mais que esteja sob a guarda e tutela das autoridades universitárias, como documentos e registros oficiais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sem razão, a comunidade uspiana guarda em sua memória as intervenções violentas da polícia (civil e militar) durante a ditadura. Tem motivos para desconfiar do apelo ao poder coercitivo mediante o uso - ainda que legítimo porque regulamentado no estado democrático de direito - da violência, mesmo que seja para o cumprimento de decisão judicial. Essa a razão pela qual foi produzida a moção, por iniciativa de docentes da FFLCH, que refuta "qualquer ação violenta de desocupação do prédio". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Refleti sobre o documento e decidi não subscrevê-lo, porque creio que ele é insatisfatório. Ele silencia sobre questão fundamental. Ao silenciar, hesita sobre o papel das leis e do direito em sociedades democráticas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;De fato, também guardo profundas desconfianças quanto ao recurso à polícia militar. Igualmente receio que seu emprego possa produzir resultados indesejados, mormente porque - os estudos que venho desenvolvendo assim o indicam - não estou convencido de que a polícia militar possa exercer seu papel - neste caso, o de cumprir decisão judicial - sem apelo ao uso abusivo da força física. E, se compararmos a experiência internacional, por mais preparadas que as forças policiais sejam não é raro que intervenções em movimentos de protesto coletivo resultem em feridos, quando não em mortos. Inclino-me também à solução negociada. O que a moção não diz é como a decisão judicial vai ser cumprida sem o recurso ao poder coercitivo, enquanto a resistência à desocupação se mantiver. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse silêncio pode ser interpretado de vários modos. Chamo a atenção para apenas três: primeiramente, a moção não aceita a decisão judicial. Bem, em tese, isso é legítimo. Se é assim, por que não propôs, como seria esperado no estado democrático de direito, o recurso à instância judicial superior para barrar os efeitos da decisão? Assim, seria suspenso o cumprimento da decisão e as negociações correriam por conta do livre jogo político. Poder-se-ia argumentar que a intermediação judicial é morosa. Todavia, não tem sido assim em casos de extrema urgência política, que envolvem decisões que não podem ser postergadas, tanto assim que o pedido de reintegração de posse mereceu resposta imediata. Eu confesso que me sentiria mais confortável se poucas palavras tivessem sido ditas a respeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alternativamente, a moção reconhece a decisão judicial e indica por que meios o poder coercitivo vai ser exercido já que negociação e entendimento, por sua própria natureza, estão excluídos dessa modalidade de poder. Certamente, é preciso certa dose de imaginação política para anunciá-los, mas nunca é demais tentar essa sorte de "poder coercitivo alternativo". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mais preocupante, no entanto, é que o silêncio - seja quais forem suas razões - pode sugerir que a moção não reconhece legitimidade à intermediação judicial. Neste caso, pode-se estar sugerindo que a Reitoria não deveria ter ido bater à porta do poder judiciário. Mas, se ela não fosse, estaria deixando de cumprir leis que reclamam deveres e responsabilidades no trato da coisa pública. Em outras palavras, poder-se-ia estar dizendo que a negociação, em uma sociedade democrática, prescinde de leis, de pactos, da resolução de conflitos pelas vias institucionalmente reconhecidas como imperativas porque legítimas já que legitimadas pelo processo político que as assim constituiu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se eu, em um exercício algo arbitrário de aproximação, transpuser esse raciocínio para o domínio da violência urbana - com todo o cenário que os(as) colegas bem conhecem e acompanham, se não através de estudos que alcançam os mais variados objetos ao menos através do noticiário cotidiano - serei levado a descrer nas leis, nas agências encarregadas de controle da ordem pública e deslegitimar a justiça criminal como o lugar onde - a despeito de todas as críticas que vimos acumulando nas duas últimas décadas - é possível enfrentar os problemas e lutar por resolvê-los, ou seja encontrar saídas no interior da ordem constituída e não en dehors. Caso contrário, paradoxalmente, eu serei levado a atribuir a uma certa ordem natural - o jogo de forças que inclusive apelo para as armamentos cada vez mais poderosos, a "guerra de todos contra todos" etc. - o lugar onde o consenso pode ser conquistado (já que estamos em guerra). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não há solução para o problema da violência e do crime urbano que não passe pela polícia e pela justiça criminal; não há solução, neste domínio, que possa prescindir do uso da força e do poder coercitivo legitimamente constituído, emprego esse utilizado por quem legalmente investido para tanto e exercido de modo responsável, com respeito aos limites legais, com prestação de contas à sociedade civil e com a mais resoluta recusa às formas abusivas e excessivas de seu emprego. Não é o poder coercitivo que é ilegítimo ou moralmente reprovável por sua própria natureza; o que o torna ilegítimo é ou a ilegitimidade de quem o emprega por não estar legalmente investido, ou a forma arbitrária ou violenta de que se reveste. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em suma, entendo que há sim violência nos acontecimentos envolvendo a ocupação do prédio da Reitoria porque os atores não estão legalmente investidos do direito de recurso à violência para solução de conflitos nas relações sociais e institucionais. Mais preocupante é constatar que o apelo à violência coloca a comunidade universitária no mesmo espaço jornalístico destinado à violência urbana cotidiana. Ao invés de comparecer ao caderno de cultura, destinado à produção da obra de arte e da ciência e tecnologia, passássemos agora a fazer figuração no noticiário policial. Espero que este não seja o prenúncio final de um projeto grandioso que começou com uma elite política de vanguarda, visionária e capaz de pensar um projeto de universidade décadas à frente - como foi o projeto de criação da USP - e culmine tristemente numa grande repartição pública tocada por "especialistas sem espírito, gozadores sem coração" (Weber). No impasse da USP, não há solução que não passe pela recusa à violência, parta de onde vier. Mas, igualmente, não há solução que passe pela suspensão das leis e das decisões judiciais. Não há meia-democracia, senão seremos levados a dizer que há meia-ditadura. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="trebuchet ms" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Espero que a multiplicação de atores, para além da universidade - classe política, OAB e Ministério Público - possa ajudar a desfazer o nó. Está nas mãos dos alunos demonstrarem maturidade política neste delicado momento. A desocupação do prédio é o melhor sinal na disposição para negociar. Não se trata aqui de contabilizar vitórias e derrotas. Para os alunos, a mobilização da sociedade e sua encenação no espaço público, inclusive mediático, colocam em evidência suas reivindicações para além dos muros da USP. Pressionam pela discussão de temas candentes como o das relações entre o governo de estado e as universidades. Contribuem, ainda que de modo torto, para a composição da agenda política. Para as autoridades universitárias, a dura lição das ruas - a da urgência política, a do diálogo permanente, constante e mediado com todas as lideranças da universidade, sem o que episódios e acontecimentos como este tenderão a se repetir com mais e maior freqüência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por fim, espero que:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;1 - as negociações desta segunda-feira (21/05) cheguem a bom termo, o que inclui a desocupação do prédio;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; 2 - seja restabelecida a liderança legítima do movimento estudantil;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; 3 - seja constituída uma comissão de alunos, professores e funcionários para encaminhamento das demandas, mais propriamente relacionadas com as condições de trabalho, de ensino e de pesquisa;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; 4 - seja constituída uma comissão, igualmente tripartite, para estudar com maior densidade as iniciativas do governo estadual para que se possa compreender seu alcance e extensão, inclusive eventuais motivações latentes, não manifestas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;5 - que se possa, mais à frente, mobilizar, ao menos a comunidade da USP, para refletir sobre um projeto universitário para as próximas décadas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-4203813113739634336?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/4203813113739634336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=4203813113739634336' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/4203813113739634336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/4203813113739634336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/05/bom-decidi-hoje-colocar-aqui-reportagem.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-6677576270200299038</id><published>2007-05-28T23:50:00.000-03:00</published><updated>2007-05-30T20:23:43.070-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RluWP31rAfI/AAAAAAAAACI/2cb6oGV9gcg/s1600-h/reitoria2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RluWP31rAfI/AAAAAAAAACI/2cb6oGV9gcg/s400/reitoria2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069811004966896114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"  &gt;Mão na massa I&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu fui lá na reitoria. Adentrei o edifício e participei atentamente da Assembléia Geral dos Estudantes da USP. Muito interessante. Estou cheio de coisas para contar e falar. Amanhã escreverei um texto mais adequado.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De qualquer maneira segue a foto do UOL que eu apareci.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até amanhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;retificação em 30.05.07:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A carinha branca à minha esquerda é do Marcio. Ele que teve a idéia de ir lá na Assembléia ontem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-6677576270200299038?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/6677576270200299038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=6677576270200299038' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6677576270200299038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/6677576270200299038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/05/mo-na-massa-i-hoje-eu-fui-l-na-reitoria.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/RluWP31rAfI/AAAAAAAAACI/2cb6oGV9gcg/s72-c/reitoria2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-1023357689786300354</id><published>2007-05-20T23:13:00.001-03:00</published><updated>2007-05-22T00:21:34.428-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decretos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para entender os decretos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;Vou colocar aqui os links para os cinco decretos do governador José Serra e uma breve explicação, para, assim, deixar a discussão menos abstrata.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;1. Decreto &lt;a href="http://www.sintusp.org.br/51460.htm" target="_parent"&gt;51.460&lt;/a&gt;, de 1°/Jan/07&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Este decreto divide competências no setor da educação do estado. Enquanto o ensino básico (fundamental e médio) continua na pauta da Secretaria da Educação o ensino superior é tranferido para a SES (Secretaria do Ensino Superior), nova secretaria, pasta do sr. José Aristodemo Pinotti. É o decreto que trata da mudança das pastas no estado e fragmenta a educação estadual pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;2. Decreto &lt;a href="http://www.sintusp.org.br/51461.htm" target="leftFrame"&gt;51.461&lt;/a&gt;, de 1°/Jan/07&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sendo o mais polêmico dos decretos é o que legisla sobre a competência da SES. Segundo o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) este destrói a autonomia universitária privilegiando a pesquisa operacional e desprezando a básica e desmontando o tripé ensino-pesquisa-extensão. Altera a estrutura do Cruesp que passa a ter participação dos secretários da Educação, do Ensino Superior e do Desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;3. Decreto &lt;a href="http://www.sintusp.org.br/51471.htm"&gt;51.471&lt;/a&gt;, de 02/Jan/07&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Este veda a contratação de pessoal nas universidades até segunda ordem do governador. Além disso centraliza as decisões.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;4. Decreto &lt;a href="http://www.sintusp.org.br/51636.htm" target="leftFrame"&gt;51.636&lt;/a&gt;, de 9/Mar/07&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Submete as universidades estaduais ao Siafem afivelando, assim, o controle sobre suas finanças. Coloca normas orcamentárias e financeiras e é onde reside a questão da Secretaria da Fazendo descontar das liberações financeiras o gasto correspondente às contribuições previdenciárias “patronais” não recolhidas pelas universidades (questão presente no artigo 11 e 12).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;5. Decreto &lt;a href="http://www.sintusp.org.br/51660.htm" target="leftFrame"&gt;51.660&lt;/a&gt;, de 14/Mar/07&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Este último cria a CPS (Comissão de Política Salarial) que estabelece as regras da política salarial do funcionalismo público do estado, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ficando todas as reivindicações, instituições ou revisões de vantagens e benefícios a serem analisadas pela Unidade Central de Recursos Humanos da Secretaria de Gestão Pública, fato que o Sintusp julga prejudicar a condição dos funcionários no que concerne à questão salarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Bom, é basicamente isso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37741470-1023357689786300354?l=palavrasdeordem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/feeds/1023357689786300354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37741470&amp;postID=1023357689786300354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1023357689786300354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37741470/posts/default/1023357689786300354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasdeordem.blogspot.com/2007/05/para-entender-os-decretos-vou-colocar_20.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16847369562220166154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37741470.post-646038495772054593</id><published>2007-05-13T22:32:00.000-03:00</published><updated>2007-05-13T22:38:27.856-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/Rke9inEOGrI/AAAAAAAAABQ/OLnftkOBvOE/s1600-h/turner_colour.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WUYLj4adTLk/Rke9inEOGrI/AAAAAAAAABQ/OLnftkOBvOE/s400/turner_colour.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064224708301298354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Temos um novo companheiro aqui em PdO!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Benjamin Feldmann que tanto já escreveu aqui foi convidado por mim para fazer parte das nossas discussões. Vamos ver se assim ajudamos o pobre proto-en
