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quinta-feira, maio 29, 2008

Rápidas XIV
A. Uspianos de todo o mundo - uni-vos! (III)
É, pessoal, o V Congresso da Universidade de São Paulo foi inviabilizado pelas manhas autoritárias da reitora. Deixando a decisão de liberar ou não os funcionários às unidades a altaburocracia universitária deu um tiro fatal no evento que pretendia discutir a "Universidade que Queremos". Por mais que seja possível criticar a posição irredutível do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) de se retirar é necessário que nos solidarizemos com os funcionários, sacaneados, que ainda haviam se proposto a manter os serviços essenciais dos campi, como circular e bandeijão.
Também não é animadora a posição adotada pelo ME na Assembléia do dia 26/05, mas acho inútil colocarmos a culpa disso em grupo X, Y ou Z que é "aparelhado" por "partideco" A, B ou C - o problema foi do movimento, que dissolveu a estrutura montada para o Congresso e adotou um calendário confuso de uma tal "Jornada de Lutas". A questão é: se esse é a único espaço no qual a Universidade tá sendo discutida nós temos que participar.
B. Novidades
Acho que vou poder me dedicar mais à manutenção e à produção cá aqui no Palavras. Estou me demitindo do emprego, pra poder levar melhor a Faculdade.

segunda-feira, abril 28, 2008

Rápidas XII

A.  Uspianos de todo o mundo - uni-vos!
O V Congresso da USP vem chegando aí para unir as lutas das 3 categorias da Universidade. Os eixos temáticos "Educação e conjuntura", "Fundações e financiamento", "Ensino, pesquisa e extensão", "Acesso, permanência e expansão de vagas", "Estrutura de poder e democracia" e "Organização das lutas unificadas após o Congresso" serão pauta do Movimento Estudantil da Universidade de São Paulo durante a última semana de maio.
Vamos ficar atentos! Logo mais começa o processo eleitoral para delegados e a criação de teses!

B. Mural de Eventos do PdO
Estarei a partir dessa semana inaugurando um "mural de eventos", que é basicamente publicar convites para eventos que possam ser considerados interessantes que rolarão por aí e que eu, por intermédio do Fórum da Esquerda, organize, ajude a organizar ou fique sabendo. Em breve já posto algumas coisas...

terça-feira, abril 08, 2008

35.


Uma grande falácia perigosa

Ou como estragar o Movimento Estudantil

É interessante que na Faculdade de Direito a gente ouve muita coisa, muitos discursos meio bizarros - especialmente na chamada "política acadêmica", que é o jeito que chamam o Movimento Estudantil (ME) lá pelas Arcadas. Tem gente que prega a monarquia, tem outros que alopram geral e soltam uma publicação racista pra fazer "piada" e ainda podemos observar aqueles outros que, não tendo mais o que fazer, vão nos debates e resolvem literalmente cuspir fogo.
Claro que existem outros lados desse prisma que são mais sérios (ou que tentam ser) e que apresentam para o corpo de alunos uma proposta minimamente coesa de representação, em especial no que diz respeito à disputa política pela entidade representativa dos alunos, a saber, o Centro Acadêmico "XI de Agôsto". É rala a compreensão de que se trata de uma briga por poder, pois o conflito transcende e deve transcender o carguismo ou o oportunismo (mesmo não transcendendo às vezes) e se coloca num embate de projetos de representação e ação política perante os espaços ocupados pelos estudantes (sociedade, discussão sobre educação, ME) de Direito (debates na e da Faculdade) na USP (logo, ME da USP).
Todos esses viéses de compreensão da política estudantil encontram resposta na e da Faculdade e a influenciam e transformam de maneiras e intensidades diferentes, com orientações evidentemente diferentes. Na minha opinião algumas dessas correntes são, no mínimo, mancas e enfadonhas e, verdadeiramente, completamente tacanhas, conservadoras e subservientes à projetos de Universidade e Brasil sem compromisso com a igualdade e com a emancipação popular.

Falo especificamente de um discurso muito comum nas Arcadas caracterizado pela idéia de que o Direito pode e deve passar a ser ferramenta essencial do ME para ele se renovar perante os a atualidade e que, sendo o XI o Centro Acadêmico da Facudade de Direito, nada mais natural que esse lidere o movimento nas suas ações que encontrariam ou tentariam encontrar espaço por e pelas normas. O Direito, em todos os sentidos que cabe a expressão, transformaria a realidade e nele se daria a luta política. As leis e os procedimentos adotariam roupagem progressista e a norma seria a forma da emancipação.
Aos que pensam assim faço um desafio: que me mostrem uma situação histórica onde a mudança legal, jurídica, foi mola propulsora do movimento e da luta política e social. Provavelmente por ignorância eu vejo pouquíssimos senão nenhum exemplo. Não é possível criar regra fatalista na História sem cair em simplismos, mas é possível identificarmos tendências. O Direito não é e nunca foi meio. Ele não é e nunca deve ser fim. Ele é conquista - e só é conquista verdadeira se existem mecanismos para assim se tornar eficaz. O Direito não transforma, ele é transformado. O Direito não é sujeito transformador da sociedade, muito menos seus operadores se eles não souberem responder às demandas que a realidade traz e não se colocarem como parte dela.
Lutar pelo Direito não é fazer política "nos termos corretos" pois a política não se dá nos termos do Direito quando tratamos de vontades materiais e concretas por conquistas reais, substantivas e substanciais. O que deve ser feito pelos estudantes em sua maneira de protestar e contestar um "Estado de Direito" que muitas vezes se apresenta opressor e aliado à explorações capitalistas não está no Direito. Ele não vai dizer para que rumo temos de seguir e não é nem deve ser pauta política do movimento se tivermos compromisso com a realidade. A liberdade e a igualdade não devem se apresentar numa lógica e roupagem formal e(ou) legalista, mas de uma maneira real - até porquê só são reais se aparecem dessa maneira.
Esse jeito de pensar coloca o papel do XI como assistente jurídico externo ao ME da própria Universidade que a FD faz parte de uma cultura de distanciamento da práxis política e de ruptura com agentes transformadores e de luta que atuam na sociedade tais como movimentos sociais dos mais diversos. Esse jeito de pensar introjeta nas cabeças dos franciscanos que não fazemos parte do conflito e da construção uspiana. Subestimamos a capacidade intelectual dos outros estudantes da USP de maneira ultrajante achando que eles não sabem o que fazem e o que devem fazer.
E ainda dizem as cabecinhas protojurídicas que devemos estar um passo a frente do ME - sintomático. Para tais devemos mesmo estar um passo a frente, de preferência sem olhar pra trás para ver se ele caiu. Triste. Devemos estar do lado, em volta, na luta, na briga, no debate - nunca esnobemente na frente.
Falar que a política estudantil da Cidade Universitária é anacrônica e retrógada é recorrente nesses hermeneutas peculiares, mas não consideram como tal prática "caduca" conseguiu conquistar diversos pontos de extensa pauta numa atitude que foi feita à sua revelia e eles tiveram que tolerar pela vitória - a Ocupação da Reitoria de Abril/Maio/Junho de 2007. Paradoxal declarar que uma coisa hoje não dá mais certo se ela deu a menos de um ano atrás.
É a velha discussão do retorno do "Onze Grande". É o desejo de voltar a ser "o" CA, de estar por cima da carniça. Do XI voltar a brilhar. O XI não tem que e nem vai brilhar por estudarmos Direito. Seremos burros ao ponto de perceber que o passo a ser dado na política estudantil da São Francisco não é nos enveredar pelo caminho inútil e obtuso do Direito e sim engajar-se na construção de uma USP mais democrática, inclusiva e que responda às demandas populares?

domingo, setembro 02, 2007

15.

Caros amigos,
Esse post vem falar sobre fatos que aconteceram em minha Faculdade nos últimos dias. Como eu já descrevi em post anteriores movimentos sociais (MST, Educafro entre outros) realizaram manifestação na Academia criando enorme rebuliço. A tropa de choque entrou e realizou a desocupação na mesma madrugada. Enormes debates e intensas discussões sobre tais acontecimentos começaram a ter lugar a partir deste momento e a direção do Centro Acadêmico XI de Agosto foi questionada se sabia ou não da manifestação e, se sabia, por que não havia avisado os estudantes. Ricardo Leite Ribeiro, o presidente do XI, em Conversa Aberta com os estudantes em conjunto com o diretor da Faculdade João Grandino Rodas, afirmou que os integrantes da gestão Fórum da Esquerda, que cumpre o mandato de 2007, sabiam dos planos de ocupação entretando não avisaram os alunos pela dificuldade do diálogo com os movimentos sociais e a possibilidade de que a notícia chegasse ao diretor que, sabendo de tudo, fecharia a São Francisco com o intuito de interromper a manifestação. Os motivos ou não de Ribeiro não ter avisado ao corpo discente tratarei em meu texto mas o fato é que membros da oposição à esta gestão começaram a organizar uma Assembléia para discutir as ações do Fórum da Esquerda e o resultado de tudo isto foi este. E é disso que pretendo tratar.


O que muito nos falta
Primeiramente devo expressar que não quero discutir fundamentalmente o fato do Fórum da Esquerda saber ou não da manifestação de 24 de agosto. Meu objetivo com este texto não é relevar as positividades ou negatividades da atitude deste grupo até porque em meu entendimento estes se encontraram numa verdadeira "sinuca de bico" e isso temos de considerar para analisar os fatos. Por um lado se a gestão avisasse os alunos cumpriria sua premissa de os representar plenamente discutindo assunto de capital importância dada a magnitude das manifestações planejadas e até talvez conseguindo importantes aliados neste movimento - mas correria sério risco de um aviso ao diretor João Grandino Rodas, que fecharia a Faculdade aos movimentos o que causaria uma traição direta à Carta-Programa da própria gestão Fórum da Esquerda que tem como uma de suas premissas essenciais o apoio àquele tipo de movimento. Por outro lado se a gestão não avisasse os alunos, o que de fato ocorreu, esta deixaria a manifestação adentrar a Faculdade sem obstáculos, de surpresa, assim cumprindo com o seu apoio já manifestado à tais movimentos - porém ferindo seriamente sua relação com o corpo discente que, evidentemente, entrou em fúria com o fato de ter sido pego de surpresa por um órgão que teoricamente os representaria. E esta relação, este vínculo, de fato feriu-se bastante. Temos de ter em mente que o Fórum tinha noção da dimensão política de seus atos e é óbvio que considerou que provavelmente a reeleição neste ano após a tomada desta decisão seria uma quimera. Além disso é preciso pensar que, apesar desta decisão em especial ter conseqüências tão peculiares e grandiosas, este grupo agiu de forma coerente com suas promessas incluídas em sua Carta-programa. O Fórum da Esquerda, eleito democraticamente em 2006, foi justamente colocado na posição que ocupa pelas promessas que fez e, pensando desta maneira, representou assim os alunos que o elegeram. Coerência e honestidade são qualidades que percebi nestes atos (além de uma espécie de suicídio político) e não traição e mau-caratismo e é nisso que fundarei meus argumentos em relação às atitudes que se seguiram dos grupos de oposição à gestão do XI encabeçada pelo presidente Ricardo Leite Ribeiro.
Disseram que a atitude do Fórum de Ribeiro foi antidemocrática, crápula e traidora em relação aos estudantes mas penso que a decisão da convocação da Assembléia Geral Extraordinária e as deliberações desta foram ainda mais antidemocráticas e arrisco dizer ilegítimas. Além das inúmeras ilegalidades que levam a Assembléia a ter de ser considerada nula e golpista não consigo conceber como o grupo de alunos se prostra de maneira tão ridícula, ingênua e submissa à grupos com interesses tão baixos.
A destituição do presidente Ribeiro por uma Assembléia extraordinária teria tudo para ser adequada se o próprio tivesse desviado verbas do XI ou se sua gestão não cumprisse nenhuma das promessas que fez - o que evidentemente não acontece. Para mim está claro que grupos de oposição ao Fórum da Esquerda estão explorando a fragilidade da decisão política do Fórum além da conta, além do razoável. É razoável apontar uma baixa representatividade na atitude desta gestão observando o fato da omissão de informações acerca da ocupação. É razoável criticar tal decisão. É razoável dentro de um debate transparente e adequado colocar diversos ataques à burrice ou não dos atos de Ribeiro. Destituí-lo por cumprir suas promessas não é nem um pouco razoável.
Nós estudantes de direito devíamos ser os primeiros a perceber os momentos que fazemos parte de uma manipulação. Não digo que esta seria uma manipulação descarada ou que o grupo X ou a chapa Y tem intenções de dominar o mundo e ficam freneticamente rindo enquanto seguram crânios. O que penso é que deveríamos refletir o que significa uma destituição de um presidente do XI que cumpriu (mesmo que de maneira duvidosa e, para muitos, burra) seu discurso. Significa que se quer por meio deste movimento massacrar a gestão Fórum da Esquerda. Não se contentam com uma justa e democrática vitória (que evidentemente acontecerá) nas urnas na próxima eleição que ocorrerá em outubro. Não, não, não é o bastante. É preciso esmigalhar a esquerda dentro da Faculdade - é preciso destruí-la com todos os métodos possíveis, mesmo que isso possa soar a alguns antidemocrático e golpista. Devemos varrer este grupo e este homem para fora do Largo para que nunca mais voltem.
A verdade é que seus opositores sentem medo da esquerda. Sentem medo justamente na força idealista a que ela remete, principalmente nos calouros. Sentem medo de muitas outras coisas que aqui não quero falar. Mas sentem tanto medo que apoiaram até a entrada de alguns homens vestido de preto no solo sagrado da Academia. Este medo e o desejo ardente por poder é o que faz a oposição recorrer à tais medidas absurdas e insensatas, na minha visão.
E o pior é que estes tem sido apoiados por muitos, muitos alunos, o que que me parece totalmente absurdo. Como não percebemos que estamos sendo utilizados para um açoiteamento político de um grupo que, por mais que tenha errado, merece e tem o direito de democraticamente cumprir seu mandato?
Como não nos entra na cabeça que este açoiteamento não é necessário e não é saudável para o debate político dentro da Academia?
O Fórum da Esquerda? Que sofram ou aproveitem as conseqüências de seus atos nas urnas.
A oposição? Que tome vergonha do que está fazendo profanando as Arcadas com discurso imoral e doentio se aproveitando do estado emocionalmente alterado pela presença do Choque no Largo.
O que nos falta? Olhar para dentro de nossa mente e em volta. Estamos participando de algo que realmente podemos nos arrepender. É necessário examinar as intenções dos envolvidos e perceber que nossos atos podem estar sendo conduzidos sem sabermos.

sábado, maio 12, 2007

3.
Hoje eu não quero falar muito não. só fazer umas rápidas observações.


Eu sempre reflito sobre qual foi o recorte que eu fiz em PdO e qual é o recorte que faço da realidade. Agora entrei na faculdade e as questões evidentemente se ampliam, os problemas se ampliam, e, diferentemente do colégio, tem gente pronta à ação.
Sim eu estou falando da ocupação da reitoria da USP em 3 de maio em resposta aos decretos do governador Serra. Muito tenho pensado sobre isso, se eu deveria me mobilizar e entrar na luta estudantil - o problema é que hesito.
Não me mobilizei até agora e creio, pelo jeito que as coisas estão andando, que não vou me mobilizar. Isso não quer dizer que eu esteja alienado da discussão, bom, esperem, eu explico.
Não tenho nada contra protestos, vocês devem saber muito bem. No meu ponto de vista uma democracia tem de ter pontos de vista diferentes, isso é óbvio. O meu problema aí não é contra as reivindicações dos estudantes. Eu não gostaria de estudar num prédio em frangalhos e creio que deve existir discussão em cima dos tais polêmicos decretos - o problema não é esse. Pra mim o tratamento anacronicamente violento e superficial da situação geral é que é o real problema.
Invadir um lugar assim violentamente é, na minha opinião, baixar o nível da discussão. Os radicais podem até dizer que é contradição eu dizer que sou idealista e propagar essas idéias mas isto, digo, é um entendimento pobre do meu pensamento. Eu sou idealista sim, mas não apoio a violência.
Eu tenho muito cuidado em falar de esquerda, de esquerdismo. Acho que estas pessoas, estes termos sofrem muito preconceito. Já disse isso antes mas eu ressalvei que o preconceito é mútuo e prejuducial. Não gosto de quem usa termos pejorativos como "pseudo-revoltados", "pseudo-intelectuais", "esquerdalóides" pois respeito demais esta visão e até a compartilho em diversos pontos - a questão é que muitas vezes, na minha opinião, as esquerdas radicais se descolam da realidade a partir do momento que se recusam à análise próxima do tema sem preconceitos políticos em nome da "revolução".
Me é nebulosa essa ocupação, invasão, como queiram. Partidos políticos por trás dos Centros Acadêmicos, dos sindicatos de trabalhadores, do Diretório Central. Sem ofensas penso se não é uma vontade enrustida de ter nascido em 1950 e ter sido jovem em maio de 68. A ocupação parece uma festa, quase é uma festa, e deveria?
Vejo até grêmios estudantis de colégios declamando apoio à tal ação. O do Equipe, foi o que eu vi, dando nome aos bois. É postivo o posicionamento mas será que houve discussão? Em que nível? Será que existe o entendimento da questão?
Mesmo os CAs. A representatividade neste ponto pra mim é usada de maneira escusa. Uma coisa séria como a ocupação deveria ser votada em assembléia em cada faculdade, instituto etc, não deveria?
"Queremos ser Che!" clamam os estudantes. Para mim uma fantasia desnecessária, inútil e fora-de-tempo. Dessa maneira somos agora vistos como bebês chorões, na minha opinião.
"É Serra? Não quer nos dar autonomia universitária? Então a gente invade a reitoria". É olho por olho? É birra, criancice. "Pegou meu brinquedo? Então eu quebro o teu, seu chato". Eu não acredito nisso. Eu acredito em discussão. Eu acredito em debate de idéias amplo. Amplo.
Há de se ouvir ambos os lados. O debate deve pairar sobre o quê? Sobre os decretos em si, suas implicações, seu texto e seus fins? Ou será que o a discussão consiste no início de uma gloriosa revolução socialista que os 300 da reitoria pretendem iniciar - vale lembrar "representando" o todo dos estudantes - e levar adiante nos moldes, por quê não, da Comuna de Paris?
Bebês-chorões sim. Não sabemos se estamos sendo manipulados, olhamos de maneira preconceituosa e queremos tudo na base da violência. Se é assim que é o movimento estudantil eu prefiro ficar do outro lado.
Enfim, a análise sempre deve ir além.